14/09/2010

EDITORIALBLOG - GOLFO DO MEXICO - ESCANDALO OU GUERRA?

 O cenario é de guerra, as 22h do dia 20 de abril houve uma explosão no Golfo do México. Onze funcionários da empresa British Petroleum ficaram desaparecidos no acidente. Desde então, formou-se uma corrida contra aquele que pode ser tornar em breve o maior derramamento de óleo já ocorrido nos Estados Unidos, e um dos maiores da história – somando todas as manchas, a área é comparável ao tamanho de um país como Porto Rico. As fotos impressionam pela destruição.


Na batalha entre o homem e a natureza ele esta levando a melhor.
comente esta seção, sua opinião é muito importante


12/09/2010

GRANDES ESCÂNDALOS DA HISTÓRIA - O CASO PC FARIAS

O ESQUEMA QUE DERRUBOU UM PRESIDENTE:

Paulo César Cavalcante Farias, conhecido como PC Farias, (Passo de Camarajibe, 20 de setembro de 1945 — Maceió, 23 de junho de 1996) foi um empresário brasileiro.
PC Farias foi tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco, nas eleições presidenciais brasileiras de 1989. Foi a personalidade chave que causou o primeiro processo de impeachment da América Latina, em 1992.
Acusado por Pedro Collor de Mello, irmão do na ocasião Presidente da República do Brasil, em matéria de capa da revista Veja, em 1992, PC Farias seria o testa de ferro em diversos esquemas de corrupção divulgados de 1992 em diante. Em valores atuais, o "esquema PC" arrecadou exclusivamente de empresários privados o equivalente a US$ 8 milhões, equivalente a R$ 15 milhões, em dois anos e meio do governo Collor (1990-1992). Nenhuma destas contribuições teve qualquer ligação, com benefício ao "cliente" de PC, por conta de favor prestado por Fernando Collor. O "esquema PC" movimentou mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos.Jamais apareceu qualquer prova de que PC Farias fosse ligado ao narcotráfico.
PC Farias foi encontrado morto, junto com sua namorada Suzana Marcolino, na praia de Guaxuma em 1996. Investigações do legista Badan Palhares deram como resultado que Suzana Marcolino matou PC Farias e suicidou-se em seguida, mas descobriu-se posteriormente que Palhares recebeu 4 milhões de reais do irmão de PC Farias para fraudar o laudo. O caso é considerado oficialmente apenas como um crime passional, mas para o médico-legista alagoano George Sanguinetti e o perito criminal Ricardo Molina de Figueiredo, o casal foi assassinado.

Cronologia do Caso PC Farias:
15 de março de 1990 - Fernando Collor de Mello toma posse como presidente da República. Ex-prefeito de Maceió (AL) em 1979 e ex-governador de Alagoas de 1986 a 1990, Collor recebeu 35 milhões de votos, três milhões a mais do que o segundo colocado nas eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva.
16 de março de 1990 - Um dia após a sua posse como presidente, Fernando Collor de Mello anuncia o Plano Collor, que retira US$ 100 bilhões da economia. Os brasileiros só podem fazer saques bancários no valor máximo de NCz$ 50 mil. O restante está sob controle do Banco Central (BC).
Outubro de 1990 - O então presidente da Petrobras, Luiz Octávio de Motta Veiga, pede demissão e denuncia pressões do empresário Paulo César Farias (PC Farias) e do secretário-geral da Presidência, Marcos Coimbra, para aprovar um empréstimo de US$ 40 milhões à companhia aérea VASP.
Janeiro de 1991 - O presidente anuncia o Plano Collor 2. Os preços são congelados e a economia, desindexada. Ações ordinárias da estatal Usiminas vão a leilão na Boverj (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro). Eis a primeira empresa a ser privatizada.
Fevereiro de 1991 - Surgem as primeiras suspeitas de compras superfaturadas durante a administração Collor. As superintendências da LBA de São Paulo e do Amazonas detectam indícios de compras superfaturadas de cestas básicas.
Abril de 1991 - Ministros militares criticam os baixos salários dos militares.
8 de maio de 1991 - Zélia Cardoso de Mello, ministra da Economia, pede demissão após críticas e um escândalo amoroso com o ex-ministro da Justiça, Bernardo Cabral.
Junho de 1991 - O Banco do Brasil paga ao Midland Bank, de Londres, parte da dívida de US$ 85,9 milhões contraída por usineiros alagoanos.
Agosto de 1991 - Sob acusações de irregularidades, a presidente da LBA, primeira-dama Rosane Collor, abandona o cargo na entidade filantrópica.
Outubro de 1991 - Denúncias apontam que o Exército realizou concorrência superfaturada para a compra de fardas.
Fevereiro de 1992 - O ministro da Ação Social, Ricardo Fiúza, admite que ganhou um jet ski de presente da construtora OAS.
Março de 1992 - Surgem denúncias de que o ex-diretor do INSS Volnei DÁvila teria recebido propina para liberar verbas do FGTS.
Abril de 1992 - Ministros do governo Collor renunciam em bloco. Apenas Antônio Cabrera, Marcílio Marques Moreira, José Goldemberg, os militares e os recém-nomeados permanecem.
Maio de 1992 - O irmão de Fernando Collor, Pedro Collor, acusa PC Farias de ser o "testa-de-ferro" do presidente.
1º de junho de 1992 - O Congresso Nacional instala uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os negócios de PC Farias no governo Collor.
4 de junho de 1992 - O irmão de Collor, Pedro, depõe à CPI e acusa PC Farias de montar uma rede de tráfico de influência no governo, com a conivência do presidente.
Julho de 1992 - O motorista de Collor, Eriberto França, vai ao Congresso e confirma os depósitos de PC Farias para a secretária do presidente, Ana Acioli. No mesmo mês, França declara à revista IstoÉ que PC Farias pagava as contas da Casa da Dinda.
3 de agosto de 1992 - O ex-secretário de Imprensa da Presidência, Pedro Luís Rodrigues, avisa que não pretende se despedir de Collor ao deixar o governo. A executiva nacional do PT decide promover uma série de comícios no país pela aprovação do impeachment.
4 de agosto de 1992 - O ex-ministro da Educação José Goldemberg declara que foi "enganado e burlado" por Collor.
5 de agosto de 1992 - O governo decide que o prazo ideal para enfrentar a oposição na votação do impeachment será depois das eleições de 3 de outubro.
15 de agosto de 1992 - Collor anuncia em cadeia nacional de rádio e TV a devolução da última parcela de cruzados novos bloqueados e do empréstimo compulsório cobrado no governo Sarney.
16 de agosto de 1992 - O preto domina na guerra das cores proposta pelo presidente. A OAB decide que a entidade pedirá o impeachment de Collor quando o relatório da CPI ficar pronto.
21 de agosto de 1992 - A CPI confirma que a reforma na Casa da Dinda foi paga pela Brasil Jet. Cerca de 40 mil estudantes cariocas, convocados pela UNE, pediram o impeachment de Collor. O jornal norte-americano The New York Times comenta em editorial a situação política do Brasil sob o título "Lágrima pelo Brasil".
22 de agosto de 1992 - Telefonemas anônimos afirmam que há bombas no auditório Petrônio Portella, do Senado, onde será apresentado o relatório da CPI. O senador Amir Lando (PMDB-RO) encontra um vírus no computador no qual redigia o relatório da CPI.
24 de agosto de 1992 - A CPI conclui que Collor desonrou a Presidência e tem ligações com o Esquema PC.
25 de agosto de 1992 - Multidões vão às ruas das capitais do país exigir a renúncia de Collor. Os ministros divulgam nota afirmando que vão permanecer para garantir a governabilidade. O ministro da Justiça Célio Borja enfatiza que não é uma manifestação de solidariedade ao presidente. Collor fala sobre a crise para uma emissora de TV argentina. Garante que seu mandato não corre risco e analisa as manifestações de rua como fatos provocados pela campanha eleitoral.
26 de agosto de 1992 - Depois de 85 dias de trabalho da CPI, o senador Amir Lando conclui seu relatório, que incrimina Collor. O texto é aprovado na comissão por 16 a favor e 5 contra.
Setembro de 1992 - A primeira-dama Rosane Collor é indiciada por irregularidades na LBA. O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, aponta envolvimento de Collor em crimes.
1 de setembro de 1992 - Em meio a uma onda de manifestações por todo o país, os presidentes da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, e da OAB, Marcello Laveniére, apresentam à Câmara o pedido de impeachment de Collor.
29 de setembro de 1992 - A Câmara dos Deputados vota a favor da abertura do processo de impeachment de Collor por 441 votos a favor e 33 contra.
1º de outubro de 1992 - O processo de impeachment é instaurado no Senado.
2 de outubro de 1992 - Collor é afastado da Presidência até o Senado concluir o processo de impeachment. O vice-presidente Itamar Franco assume provisoriamente o governo e começa a escolher sua equipe ministerial.
29 de dezembro de 1992 - Começa o julgamento de Collor no Senado. O presidente renuncia por meio de uma carta lida pelo advogado Moura Rocha no Senado, para evitar o impeachment.
30 de dezembro de 1992 - Por 76 votos a favor e 3 contra, Fernando Collor é condenado à perda do mandato à inelegibilidade por oito anos.
19 de julho de 1993 - PC Farias foge do Brasil num bimotor acompanhado pelo piloto Jorge Bandeira de Mello, seu sócio na empresa de táxi aéreo Brasil-Jet. A rota de fuga começa em Ibimirim (PE), com escalas em Bom Jesus da Lapa (BA), Dourados (MS) e Assunção, no Paraguai, até chegar a Buenos Aires, na Argentina, no dia 20.
30 de junho de 1993 - O juiz Pedro Paulo Castelo Branco, da 10ª Vara Federal de Brasília, decreta a prisão preventiva de Paulo César Farias (PC Farias) por crime de sonegação fiscal.
20 de outubro de 1993 - PC é localizado em Londres, na Inglaterra.
Novembro de 1993 - O governo britânico concorda em decretar a prisão preventiva de PC, obrigando o empresário a deixar o país.
29 de novembro de 1993 - PC é preso em Bangcoc, na Tailândia.
2 de dezembro de 1993 - PC embarca no Boeing 747-400 da Varig que faz o voo de Hong Kong para São Paulo com escalas em Bangcoc (Tailândia) e Joanesburgo (África do Sul).
3 de dezembro de 1993 - PC é levado para um quarto-prisão na Superintendência da Polícia Federal (PF).
13 de dezembro de 1994 - O Supremo Tribunal Federal (STF) condena PC Farias a sete anos de prisão por [[falsidade ideológica].
22 de dezembro de 1994 - PC deixa Brasília e é transferido para uma cela no QG do Corpo de Bombeiros em Maceió (AL).
9 de junho de 1995 - PC deixa a prisão para cumprir o resto da pena em regime aberto, tendo de respeitar o horário de recolhimento à noite, nos fins de semana e feriados.
29 de agosto de 1995 - É exibido o programa SBT Repórter em que PC afirma que Collor tinha conhecimento de todas as suas atividades na campanha.
28 de dezembro de 1995 - O STF concede liberdade condicional ao tesoureiro da campanha de Fernando Collor.
23 de junho de 1996 - Os corpos de PC Farias e sua namorada Suzana Marcolino são encontrados na casa de praia de PC, em Maceió.
9 de agosto de 1996 - O legista Fortunato Badan Palhares endossa a versão de crime passional sobre a morte de PC Farias.
17 de dezembro de 1996 - Equipe de peritos que investigou o caso descarta o suicídio de Suzana Marcolino.
15 de setembro de 1999 - Vidente de PC Farias concede entrevista à revista IstoÉ e conta que as brigas entre PC e seu irmão Augusto aconteciam por causa de dinheiro.
18 de novembro de 1999 - A polícia encerra o inquérito sobre a morte de PC e indicia oito ex-funcionários de PC Farias.
A razão de Pedro Collor fazer tantas denúncias teria sido o fato de PC Farias pretender editar um jornal em Alagoas, chamado Tribuna de Alagoas. Tal jornal começou a circular apenas algumas semanas após a morte de PC Farias.

11/09/2010

MEMORIA - JORNAL O MUNICÍPIO - 1892

PAGINA EM MONTAGEM

Jornal o Muncípio
São Manuel 7 de fevereiro de 1892

“O MUNICÍPIO
FUNDO ESCOLAR
A lei n. 81 de 6 de abril de1887 e o reg. De 22 de Agosto do mesmo anno, que regulam a instrucção do Estado, embora filhos de transacções dos partidos políticos, tem em si princípios liberaes que bem comprehendidos podem produzir bellos resultados.
Entre as innovações da dita lei esta o fundo escolar, destinando a construcção de casa acquisição de moveis, utensis, outros objectos.”

“CANALISAÇÃO DE ÁGUA
A Intendência Municipal, segundo consta está encanado de modo definitivo a realisação desse problema. O Conselho vai mandar proceder a estudos e resolver o abastecimento d´agua.
A empreza não é pequena, mas com um pouco de dedicação pode-se realisar.
Se os cofres municipais não comportam as despesas, fácil é com garantia de juros, contractar com qualquer companhia, pó meio de concurrencia, a canalisação de água e exgottos para ficar um serviço completo.
Essa garantia pouco pesará aos cofres municipaes e o serviço é de natureza tal que, estamos certos, o digno Presidente do Estado não negará o concurso dos cofres do Estado.”

“INCINERAÇÃO DO LIXO
A falta de hygiene que existe entre nós, devido mesmo aos nossos hábitos ainda um pouco rudes, deve chamar a attenção dos poderes públicos. O despejo do lixo das casas é feito em toda a parte e até nas margens do Ribeirão do Paraíso. Há necessidade de ser regularisado o serviço, afim de que chame a atenção do Conselho Municipal.”

“INTERRUPÇÃO
Durante a semana finda, devido as chuvas ficou interrompido completamente o trafego da Companhia Sorocabana. Essa Interrupção deu logar a ficarmos privados de noticias da capital e de outros pontos durante alguns dias.”

“RECLAMAÇÃO
De varias estações da companhia Sorocabana temos recebido reclamações contra o facto de recusar-se aquella companhia a receber cargas, já para o interior já para a capital.
Esta ersolução tem trasido graves prejuisos ao commercio.”

“CONGRESSO DO ESTADO
Pelo Presidente do Estado foi dissolvido por decreto o Congresso deste Estado.
A dissolução do Congresso era uma conseqüência lógica da revolução contra o golpe de estado de 3 de novembro. Sem a dissolução a revolução não se completaria.”

“INAUGURAÇÃO
Na machina de beneficiar café do Dr. Leão, foi inaugurada no dia 3 do corrente uma serra vertical a vapor.
A serra está montada com muita perfeição e á inauguração correram muitos convidados”

“CAFÉ

A Companhia Sorocabana não recebe mais café ate que a companhia ingleza de armazéns.
A Companhia ituana leva interminável tempo para conduzir o café a Jundiahy. Esa a lavoura de S. Manuel condenada – á resignação.”


“INTENDENTES
Foram nomeados para completar o numero legal de intendentes, tomaram posse no dia 30 deste mez os cidadãos Trajano Victorino Barbosa e Augusto Vianna”
“GÊNEROS DE CONSUMO
A Intendência municipal resolveo suspender a cobrança dos impostos de gêneros de consumo como toucinho, capados e outros iguaes.
Esta medida foi tomada em attenção a carestia e como protecção as (...) pobres
Muito Bem.”

“INTENDÊNCIA
Sobre o que publicamos relativamente a mudança do cemitério no nº passado temos um artigo em resposta cuja publicação não fazemos por falta de espaço”

“CASAMENTO CIVIL


1º Proclama:
Daniele Galli
Gracia Raimo

Rodrigo Marcondes Leite
D. Gertudes de Mello Cárdia
3º Proclama:
Marcolino Soares da Roza
Maria Alves Braga.



“DECLARAÇÕES
AGRADECIMENTO
Leão da Motta Pinhiero, de passagem por esta Villa, vem por meio desta agradecer ao distincto advogado Dr. João Nogueira Jaguaribe.”
“CORRESPONDENTES

São nossos correspondentes nas localidades infra citadas os seguintes senhores.
Botucatu. Raphael Augusto de Moura Campos.
Tiete. João Feraaz de Oliveira Lima.
Lençoes. Dr. Augusto Elvsio de Castro Fonseca e Candido Palma.
S. Paulo. Dr. Galeno Marins de Almeida.
S. Carlos do Pinhal. Francisco Pereira do Valle.
Tatuhy – Capitão Marcelino Cavalheiro Junior e Dr. Francisco Salles Gomes.
Avaré Dr. Mauricio Mourão.
Faxina. Augusto Piedade.
Itapetininga. Antonio Galvão.
Campinas. Dr. Antonio Alves da Costa Carvalho.
Apparecida – Luiz Vaz de Lima e Antonio Nogueira de Sá.
Contamos com a collaboraçao de nossos correspondentes aos quaes agradecemos os serviçoes que prestarem a nossa nescente empresa.”

“A PRAÇA

Gustavo Barbosa e Sobrinho tendo traspassado o seu negocio de Bilhares e Seccos e Molhados sito a Rua do Comercio e Como esteja em liquidação essa firma,participam a todos os seus amigos e fregueses, pedindo especial neste aos seus credores que enviem as suas contas de seus devedores.”


“A PRAÇA

Francisco de Arruda Campos e Izaltino Vaz de Arruda. Fazem saber ao publico desta e das demais praças que desta data em diante constituíram-se em sociedade commercial para custeio de lavoura e outros quaesquer negócios de commercio que (?) sob a razão social de Arruda Campos e Sobrinho.
S. Manuel 12 de Janeiro de 1892.
Arruda Campos e Sobrinho.


“BALANÇA

Vende-se uma balança americana com rodas e que ainda não foi occupada.
Tem força para 200 k.
Trata-se na padaria Estrella, rua do Cemmercio.

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07/09/2010

EDITORIALBLOG - O PREÇO DA CORRUPÇAO:

Vivemos intensamente o período eleitoral tentando entender porque muitos que ai estão travam uma briga ferrenha para se manter no poder, no entanto estamos a mercê dos interesses de muitos que não conhecemos, mas podemos tentar desvendar o submundo da politica e do serviço público de péssima qualidade embora se pague muito para tê-los.

A pratica da corrupão no Brasil é regada a muita impunidade e prêmio para aqueles que nos roubam. Este blog tem a finalidade de colocar a mão na ferida para que nós possamos ter o mínimo de visão do que acontece ao nosso redor.

Assim caminha a humanidade. O preço da corrupção custa para o Brasil em media R$ 69,1 bilhões por ano. A estimativa é de estudo divulgado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Ora, pois, de acordo com o relatório Corrupção: Custos Econômicos e Propostas de Combate, o custo com a corrupção representa entre 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O dinheiro, se investido em educação, por exemplo, poderia ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro. "O custo extremamente elevado da corrupção no Brasil prejudica o aumento da renda per capita, o crescimento e a competitividade do País, compromete a possibilidade de oferecer à população melhores condições econômicas e de bem-estar social e às empresas melhores condições de infraestrutura e um ambiente de negócios mais estável", diz o estudo da Fiesp. O relatório aponta também que, se o desvio de verbas no País fosse menor, a quantidade de leitos para internação nos hospitais públicos poderia subir de 367.397 para 694.409. O dinheiro desviado também poderia atender com moradias mais de 2,9 milhões de famílias e levar saneamento básico a mais de 23,3 milhões de domicílios. Para a área de infraestrutura, o relatório calcula que se não houvesse tanta corrupção, 277 novos aeroportos poderiam ser construídos no País. A precariedade dos terminais é um dos maiores problemas para a realização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O estudo também revela, citando informações da organização não-governamental (ONG) Transparência Internacional, que o País conseguiu reduzir a corrupção, mas não foi suficiente para tirá-lo, em 2009, da 75.ª colocação em um ranking de 180 países.
Podemos destacar desta monta algusn exemlos pequenos no que representa a torneira do descaso em que nós vivemos:

O governador Orlando Pessuti (PMDB) ainda não engoliu o desaforo de ser empossado no dia primeiro de abril, folcloricamente conhecido como o "dia da mentira". Durante entrevista, Pessuti foi direto ao criticar seu antecessor, Roberto Requião, e a falta de comprometimento em acabar com a multa cobrada pela União sobre a venda do Banestado.
Quando não estão entre marimbondos de fogo e discussões acaloradas com velhos inimigos e aliados da hora, nossos senadores e deputados consomem uma baita grana, bancada pelos impostos que pagamos. Um senador custa, por ano, aos cofres públicos, mais de R$ 1,5 milhão. Os deputados não ficam atrás: R$ 1,3 milhão, incluindo salários para 25 funcionários (assessores, secretários e aspones diversos), verba para viagens e de representação (como são conhecidos os gastos com telefone, correspondência e, claro, cafezinho). Um cidadão comum precisaria ralar muito para conseguir tanto dinheiro. Ganhando um salário mínimo, teria que trabalhar 269 anos para chegar a R$ 1,5 milhão.

O grande problema é a falta de reforma política, precisamos exigir rapidamente providências, diminuir, o número de parlamentares, diminuir salários dos mesmos, exigir o minimo de qualificaçao, para tanto, estamos vivenciando um momento triste em nossa história, nunca o Brasil foi e pretende ser representado por tanta gente sem falta de ideal que querem somente levar vantagem, prometem o que não existe, falam aquilo que o povo quer ouvir, e ainda mais grave compram o povo atravez do voto, isso é sofrivel, não é de longe a democracia sonhada, somos uma vergonha política, um assombro.
  
O relatório da Fiesp propõe como medidas de combate à corrupção uma reforma política que, entre outras coisas, estabeleça regras e procedimentos transparentes para o controle do financiamento de campanhas eleitorais; uma reforma do judiciário, com medidas que reduzam a percepção da impunidade e que punam mais rapidamente os casos de corrupção; uma reforma administrativa, que reduza as nomeações para cargos de confiança, o poder de barganha no jogo político e a captação de propinas nas estatais; além de reformas fiscal e tributária, que aumentem o controle sobre os gastos públicos e evitem o pagamento de propinas.
Na verdade entendo que aquele que praticou a corrupção deveria ressarcir os cofres públicos sendo responsabilizado tambem seus sucessores, filhos, enteados, netos etc nem que fosse para pagar uma pensão ao governo até zerar o valor. Na verdade cada brasileiro paga somente para acorrupção no Brasil o montante de R$ 406,47 por ano, em uma familia com 4 pessoas ela paga o equivalente a R$ 1625,48 dividido por doze meses a familia paga R$ 135,45 por mês para financiar a corrupçao no Brasil

Ranking dos países mais e menos corruptos do mundo, segundo dados da Transparência Internacional, em 2008. Brasil está em 80º posição.
O índice vai de 10 a zero. Dos menos corruptos para os mais corruptos.
Veja a seguir o ranking da organização.
1. Dinamarca 9.3
1. Suécia 9.3
1. Nova Zelândia 9.3
4. Cingapura 9.2
5. Finlândia 9.0
5. Suíça 9.0
7. Islândia 8.9
7. Holanda 8.9
9. Austrália 8.7
9. Canadá 8.7
11. Luxemburgo 8.3
12. Áustria 8.1
12. Hong Kong 8.1
14. Alemanha 7.9
14. Noruega 7.9
16. Irlanda 7.7
16. Reino Unido 7.7
18. EUA 7.3
18. Japão 7.3
18. Bélgica 7.3
21. Santa Lúcia 7.1
22. Barbados 7.0
23. França 6.9
23. Chile 6.9
23. Uruguai 6.9
26. Eslovênia 6.7
27. Estônia 6.6
28. Espanha 6.5
28. Qatar 6.5
28. São Vicente e Granadinas 6.5
31. Chipre 6.4
32. Portugal 6.1
33. Israel 6.0
33. R. Dominicana 6.0
35. Emirados Árabes Unidos 5.9
36. Botsuana 5.8
36. Porto Rico 5.8
36. Malta 5.8
39. Taiwan 5.7
40. Coréia do Sul 5.6
41. Maurício 5.5
41. Omã 5.5
43. Macau 5.4
43. Bahrein 5.4
45. Butão 5.2
45. R. Tcheca 5.2
47. Malásia 5.1
47. Costa Rica 5.1
47. Hungria 5.1
47. Jordânia 5.1
47. Cabo Verde 5.1
52. Eslováquia 5.0
52. Letônia 5.0
54. África do Sul 4.9
55. Seicheles 4.8
55. Itália 4.8
57. Grécia 4.7
58. Turquia 4.6
58. Lituânia 4.6
58. Polônia 4.6
61. Namíbia 4.5
62. Samoa 4.4
62. Croácia 4.4
62. Tunísia 4.4
65. Kuwait 4.3
65. Cuba 4.3
67. Gana 3.9
67. Geórgia 3.9
67. El Salvador 3.9
70. Romênia 3.8
70. Colômbia 3.8
72. Bulgária 3.6
72. Macedônia 3.6
72. Peru 3.6
72. México 3.6
72. China 3.6
72. Suriname 3.6
72. Trinidade e Tobabo 3.6
72. Suazilândia 3.6
80. Burkina Faso 3.5
80. Brasil 3.5
80. Arábia Saudita 3.5
80. Tailândia 3.5
80. Marrocos 3.5
85. Senegal 3.4
85. Panamá 3.4
85. Sérvia 3.4
85. Montenegro 3.4
85. Madagascar 3.4
85. Albânia 3.4
85. Índia 3.4
92. Argélia 3.2
92. Bósnia Herzegóvina 3.2
92. Sri Lanka 3.2
92. Lesoto 3.2
96. Gabão 3.1
96. Mali 3.1
96. Jamaica 3.1
96. Guatemala 3.1
96. Benin 3.1
96. Kiribati 3.1
102. Tanzânia 3.0
102. Líbano 3.0
102. Ruanda 3.0
102. República Dominicana 3.0
102. Bolívia 3.0
102. Djibuti 3.0
102. Mongólia 3.0
109. Armênia 2.9
109. Belize 2.9
109. Argentina 2.9
109. Vanuatu 2.9
109. Ilhas Salomão 2.9
109. Moldávia 2.9
115. Mauritânia 2.8
115. Maldivas 2.8
115. Nigéria 2.8
115. Malauí 2.8
115. Zâmbia 2.8
115. Egito 2.8
121. Togo 2.7
121. Vietnã 2.7
121. Nigéria 2.7
121. Sao Tomé e Príncipe 2.7
121. Nepal 2.7
126. Indonésia 2.6
126. Honduras 2.6
126. Etiópia 2.6
126. Uganda 2.6
126. Guiana 2.6
126. Líbia 2.6
126. Eritréia 2.6
126. Moçambique 2.6
134. Nicarágua 2.5
134. Paquistão 2.5
134. Comores 2.5
134. Ucrânia 2.5
138. Paraguai 2.4
138. Libéria 2.4
138. Tonga 2.4
141. Iêmen 2.3
141. Camarões 2.3
141. Irã 2.3
141. Filipinas 2.3
145. Cazaquistão 2.2
145. Timor Leste 2.2
147. Síria 2.1
147. Bangladesh 2.1
147. Rússia 2.1
147. Quênia 2.1
151. Laos 2.0
151. Equador 2.0
151. Papua Nova Guiné 2.0
151. Tadjiquistão 2.0
151. República da África Central 2.0
151. Costa do Marfim 2.0
151. Belarus 2.0
158. Azerbaijão 1.9
158. Burundi 1.9
158. Congo 1.9
158. Serra Leoa 1.9
158. Venezuela 1.9
158. Guiné Bissau 1.9
158. Angola 1.9
158. Gâmbia 1.9
166. Uzbequistão 1.8
166. Turcomenistão 1.8
166. Zimbábue 1.8
166. Camboja 1.8
166. Quirguistão 1.8
171. República Democrática do Congo 1.7
171. Guiné Equatorial 1.7
173. Guiné 1.6
173. Chade 1.6
173. Sudão 1.6
176. Afeganistão 1.5
177. Haiti 1.4
178. Iraque 1.3
178. Mianmar 1.3
180. Somália 1.0

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04/09/2010

MEMORIA - ORQUSTRAS EM SÃO MANUEL

São Manuel tem uma grande tradição na formação de orquestras e bandas, elas participavam de todos os eventos do município e região com propriedade:
Orquestra do Senhor Pedro Catalan no Carnaval de 1941

ORQUESTRAS:

No final da década de 30 São Manuel constava com duas excelentes orquestras, cujas apresentações eram feitas, na maioria das vezes, nos cinemas de então, no acompanhamento dos filmes mudos da época .
Uma delas era constituída por músicos amadores, chegando a tocar no dia da inauguração da Radio Clube de São Manuel, nos idos de 1939. Dentre seus componentes aparecem os nomes de Rosário Calvitti, Luiz Sicheira, Julio de Oliveira, Paschoalhumberto Garófalo, Antonio Catalam, além do pianista Landimam. A outra orquestra pertencia aos irmãos Martorelli.

Francisco Martorelli:

Maestro da Banda Italiana. Sob a batuta do Maestro italiano Francisco Martorelli, que dirigia a banda italiana,e ao som também da Banda brasileira dirigida pelo Maestro Jose Kuiz Palcido o povo aplaudiu enquanto soltava rojões quando os sinos do campana-lo da Igreja Matriz tocou pela primeira vez era então 6 de abril de 1895. A musica foi sempre uma constante na vida do são manuelense e hoje mantemos a tradição com a permanência de nossa Filarmônica Sãomanuelense. Este cidadão tem uma participação importante na vida de São Manuel que ficou marcada alem de dirigir a Banda Italiana fez a doação do relógio da igreja Matriz com 1,30 metros de diâmetro que veio de Nápoles na Itália e seu construtor foi Manuel Ângelo Canônico. Hoje o Relógio da Igreja Matriz foi parcialmente desativado sendo substituído por um carrilhão eletrônico as engrenagens originais do relógio foram doadas ao museu pelo senhor José Sávio que adquiriu não se sabe de quem e estavam em seu estabelecimento de ferro velho.

BANDAS:

Colaborador pelas fotos senhor Arnaldo Catalan

"Além das orchestras que tocam nos cinemas locaes ha, na cidade, a Banda de Musica Municipal, fundada a 5 de Maio de 1926 e que conta presentemente com 15 musicos.
Essa philarmonica, sob a regencia do eximio maestro Miguel Donatelli e tendo contra-mestre o sr. Paschoal Humberto Garofalo, realisa concertos aos domingos e feriados, em obediencia ao contracto celebrado com a Municipalidade.
Asua séde é no Bar São Manuel.
A Banda Municipal, não obstante o pequeno numero dde musicos, leva a effeito excellentes programmas, em que se evidencia a competencia de seus componentes e a positiva habilidade do regente."
Fonte de pesquisa - As Nossas Riquezas -
João Netto Caldeira - ano 1928 


28/08/2010

PESQUISA - ATITUDE E TOMADA DE DECISÕES:

ATENÇÃO O PRESENTE TRABALHO É DESTINADO
SOMENTE PARA PESQUISA,
NAO PODENDO SER COPIADO E TRASCRITO

FACULDADES INTEGRADAS DE BOTUCATU UNIFAC
Joana Ap.Gonçalves R.
Luiz Carlos Firmino.
Prof. Eduardo Ayres Delamonica
2008

Dedicamos esse trabalho com muita gratidão
a todos que direta ou indiretamente contribuíram
para que o mesmo pudesse ser feito,
mas com um carinho especial ao orientador da disciplina
de Gestão Empresarial Eduardo Delamonica,
que se dedicou para nos orientar e auxiliar
nos momentos que encontramos dificuldades.

1. INTRODUÇÃO:
Houve um erro absurdo em se criar três novos sabores de sorvete da Dairy Cream, sem antes efetuar uma pesquisa de mercado e consultar os principais revendedores em potencial. Infelizmente a análise e a tomada de decisão nada ajudaram no fechamento do contrato, que seria no momento a salvação para o futuro da empresa.
Por ter definido incorretamente o rumo das ações para o fechamento do contrato, apresentou a alternativa certa no momento errado. Como você verá, a decisão certa reside tanto na seleção adequada do problema como na escolha da alternativa correta.

2. RESUMO:
O planejamento das ações no que diz referência as atitudes e tomada de decisões, serão sempre o termômetro para medição do sucesso ou não das organizações, a maneira de como são identificadas, delimitadas, e principalmente organizadas as ações para identificar o problema será o que indicará o rumo de se fazer à escolha certa quando da tomada de uma decisão correta, sendo a referencia na condução de um time de trabalho para se tomar a ação correta com atitude fará com sejam ou não um colaborador, empresário e, sobretudo uma empresa de sucesso e prosperidade.

3-ATITUDE E TOMADA DE DECISÕES
3.1 QUEM DEVE TOMAR AS DECISÕES?
3.1.1 Quem deve tomar as decisões nas empresas?
Vamos comparar indivíduos e grupos para descobrir quais são preferíveis em seguida, consideraremos o nível hierárquico e veremos quando as decisões devem ser tomadas pela alta administração, gerentes de nível médio, supervisores ou pelos próprios funcionários.

3.1.2 Individuo ou Grupos:
Já escutamos muitas vezes o ditado de que duas cabeças pensam melhor que uma até chegarmos à conclusão em que, hoje, muitas decisões nas organizações são tomadas em grupos. Veremos a seguir:

3.1.3 Tomada de Decisões Individual: A principal vantagem de decisões individual é a rapidez na implementação das decisões. Não são necessárias reuniões, troca de comunicações gastando-se tempo discutindo alternativas. Por isso, quando é necessária uma decisão rápida, a decisão deve ser solitária. As decisões individuais também possuem responsabilização clara. Você sabe quem tomou a decisão e, portanto, quem é o responsável.

3.1.4 Tomada de Decisões em Grupo: As informações e conhecimento sempre são mais completos, agregando recursos de vários indivíduos, gerando uma infinidade de dados variados para o processo de decisão. Com diversidade de opiniões, com a oportunidade para que mais abordagens e alternativas sejam consideradas. Existem evidências de que um grupo quase sempre supera até o melhor dos indivíduos, gerando decisões de melhor qualidade. Membros de grupos que participaram na tomada de uma decisão tendem a apoiar entusiasticamente a decisão e incentivar outro a aceita-lá, pois todos os objetivos para que obtenham sucesso tem que ser comum aos líderes e liderado.

3.1.5 Equilibrando Prós e Contras: Existem ocasiões em que às decisões são mais bem abordadas por indivíduos. Existem dados, por exemplo, sugerido que os indivíduos são preferíveis quando a decisão é realmente sem importância e seu sucesso não depende de comprometimento dos liderados. Do mesmo modo, são indivíduos que devem tomar as decisões quando dispõem de informações suficientes e quando os liderados estão comprometidos com o resultado, mesmo se não forem consultados.
No geral as decisões devem ser tomadas pelos indivíduos ou pelo grupo, isto depende essencialmente de uma ponderação entre eficiência. Em termos de eficácia, o grupo é superior: eles geram mais alternativos, é mais precisos e produz decisões de melhor qualidade do que as propiciadas por indivíduos. Mas os indivíduos são mais eficientes: os grupos consomem mais tempo e recursos para chegar a uma solução.

3.2-O NÍVEL DA TOMADA DE DECISÕES:
Para a tomada de decisões existe uma pirâmide que identifica quadro de níveis organizacionais: três gerências – altas e media administração e supervisão – e mais os funcionários operacionais.
Decisões recorrentes e rotineiras chamada de decisões programadas são mais bem processadas pelos níveis inferiores da administração. Inversamente, as decisões não muito freqüentes ou únicas também conhecidas como decisões não programadas: são mais bem tomadas pela alta administração. Do mesmo modo, a alta administração é mais bem qualificada para tomar decisões estratégicas de longo prazo – como a de determinar qual atividade, direção e objetivos estratégicos globais da organização e onde alocar recursos fundamentais como capital e pessoal. Os gerentes de nível médio são mais bem qualificados para administrar decisões de coordenação com implicações de médio prazo. Os supervisores devem estar voltados a decisões departamentais mais rotineiras. Via de regra, são eles que decidem o que precisa ser feito. Finalmente, os funcionários operários são mais qualificados para tomar decisões operacionais relativas ao trabalho estas são as decisões como – determinar como obter o trabalho realizado.
As diretrizes precisam ser afinadas ser para refletir a delegação da autoridade da tomada de decisões, para os níveis hierárquicos mais baixos. É apenas nas organizações menores que a alta administração pode tomar todas as decisões. Nas outras, haveria decisões demais a serem tomadas e o processo se tomaria incrivelmente lento e penoso, atolando a cúpula. Por isso, as decisões são passadas para os níveis inferiores. Mesmo decisões estratégicas podem chegar até os gerentes de nível médio e inferior em busca de idéias, que podem até participar ativamente, avaliando alternativas e escolhendo um curso final para a ação. Mas a responsabilidade final pelas decisões estratégicas permanece com a alta administração. Do mesmo modo, os supervisores podem dividir sua autoridade de decisão com funcionários operacionais, mas eles permanecem responsáveis pelo resultado. Duas tendências influenciam significativamente quem toma decisões nas organizações. Primeiro, os cargos de gerenciamento médio estão sendo reduzidos em grandes organizações. Historicamente, e médio administração existia para canalizar informações entre a alta administração e os departamentos operacionais. Coletavam, processavam, interpretavam e transmitiam as informações, para cima ou para baixo. Sistemas computadorizados de informações gerenciais, porém permitem agora que os altos executivos passem por cima do gerente de nível médio a se comunicarem diretamente com supervisores, equipes de projetos e pessoas fora da equipe. Por isso, muitas decisões anteriormente tomadas por gerentes de nível médio estão sendo agora tomadas pela alta administração ou empurradas até os níveis mais baixos. A segunda tendência relevante diz respeito a doar os funcionários operacionais de maior autoridade de decisão. Individuo e equipes estão passando progressivamente a receber maior poder de decisão sobre questões relacionadas ao trabalho. Em comparação com a situação de 20 ou 30 anos atrás, muitas decisões que eram da área de competência dos gerentes passaram para o controle dos funcionários. Em decorrência disso, dispor de habilidades para tomar decisões eficazes está tornando-se cada vez mais importante para todos os funcionários – não apenas para os gerentes.

3.3 COMO SÃO REALMENTE TOMADAS AS DECISÕES NAS ORGANIZAÇÕES?
As pessoas que tomam decisões em uma empresa são racionais? Examinam cuidadosamente os problemas, identificam todos os critérios relevantes, utilizam sua criatividade para identificar todas as alternativas viáveis e diligentemente avaliam todas para encontrar a que aperfeiçoará o resultado? Em algumas situações sim. Quando quem toma a decisão se defronta com um problema simples com poucos cursos de ação alternativos, e quando o custo de procurar e avaliar as alternativas são baixos, o modelo racional fornece uma descrição bastante precisa do processo de decisão. Mas tais situações são exceções. A maioria das decisões no mundo real não segue o modelo racional. As pessoas normalmente se contentam em achar uma solução aceitável ou razoável para o seu problema em lugar de encontrar uma solução pró-ativa. Dessa forma, os tomadores de decisões geralmente fazem uso ilimitado de sua criatividade. As escolhas tendem a confirmarem-se as imediações do sintoma do problema e da alternativa corrente. Além disso, embora um número crescente de tomada de decisão conheça e sejam capazes de utilizar a análise quantitativa, eles raramente o fazem. E quando o fazem quase sempre é para apoiar objetivamente decisões que foram tomadas subjetivamente. Como recentemente concluiu um especialista em processos de decisões: “a maioria das decisões importantes são tomadas por meio de julgamento e não por um modelo prescritivo definido”.

3.4 IDENTIFICANDO O PROBLEMA:
Os problemas não surgem com luzes de néon piscando e identificando-os para uma pessoa é um problema, para outra pode ser uma situação existente aceitável. Assim sendo, como os tomadores de decisão identificam e selecionam os problemas?
Problemas visíveis tendem a ter uma probabilidade mais alta de serem selecionados do que os problemas importantes. Porque podemos apresentar pelo menos dois motivos para isso. Primeiro, é mais fácil reconhecer os problemas visíveis, pois ele tende a chamar mais atenção de um tomador de decisão. Esta tendência explica por que é mais provável que os políticos falem sobre o problema da criminalidade do que sobre o analfabetismo. Segundo, é preciso lembrar-se de que estamos mais preocupados com a tomada de decisões nas organizações e os tomadores de decisões querem se mostrar competentes e “acima dos problemas” Este desejo os motiva a concentrarem-se em problemas que sejam visíveis para outros.
Não ignoremos o interesse pessoal do tomador de decisão: se ele enfrenta conflitos entre selecionar um problema que é importante para a organização e outro importante para si mesmo, o interesse pessoal tende a vencer. O interesse pessoal também esta associado à questão da visibilidade. Normalmente, o interesse maior de um tomador de decisão é atacar problemas de grande evidencia transmitindo aos de mais que as coisas estão sobre controle. Alem disso, quando o desempenho do tomador de decisão é posteriormente avaliado, é provável que o avaliador tenha em mais alta conta alguém que tenha atacado agressivamente problemas visíveis do que alguém cujas foram menos obvias.
Finalmente, quando um problema é identificado, ele é também estruturado. E a estruturação tem grande relação com o modo como o problema será tratado. Considere, por exemplo, o seguinte problema: um grande fabricante de automóveis foi recentemente atingido por dificuldade econômica; três fabricas terão de ser fechadas e seis mil funcionários demitidos. O vice-presidente de produção esteve explorando maneiras alternativas de evitar essa crise e desenvolveu dois planos:
Plano A: poupara uma das três fabricas 2 mil postos de trabalho.
Plano B: Existe um terço de probabilidade de poupar as três fabricas e os 6 mil postos de trabalho, mais dois terços de não poupar nenhuma das três fabricas e nenhum dos 6 mil postos de trabalho.
Se você fosse o vice-presidente da empresa, que plano escolheria? Se você é como a maioria das pessoas escolheria A. Mas adiante explicaremos por quê. Mas reconsideramos o problema com mais dois planos alternativos. Qual seria a sua escolha ?
Plano C: resultara nas perdas de duas das três fabricas e quatro mil postos de trabalho.
Plano D: há dois terços de probabilidade de resultar na perda das três fabricas e de todos os 6 mil postos de trabalho; e um terço de probabilidade de não se perder nenhuma das três fabricas e nenhum dos 6 mil postos de trabalho.
A maioria das pessoas escolhe o plano D.
Os dois conjuntos de planos alternativos são exatamente iguais. Os planos A e C resultam na perda de 4 mil postos de trabalho e na manutenção de 2 mil.Os planos B e D apresentam as mesmas probabilidades – uma chance em três de que todas as fabricas e postos de trabalhos serão poupadas e duas chances em três de serão perdidos completamente.
O motivo pelo quais as pessoas normalmente fazem escolhas diferentes entre essas opções, é que elas foram estruturadas diferentemente em termos de lucros e perdas. Um conjunto significativo de lados indica que os tomadores de decisão tendem a ser avessos ao risco quando enfrentam um problema positivamente estruturado e a buscar o risco quando enfrentam um problema negativamente enquadrado. Se você se visse diante da escolha de perder mil reais ou fizer um empreendimento com igual ganho esperado, é provável que você ficasse com o empreendimento (buscasse o risco). Porem, se você tivesse diante da escolha de receber mil reais ou fizer um empreendimento arriscado com uma expectativa de ganho igual, provavelmente aceitaria os mil reais (evitaria o risco). Ao que parece, evitar a dor certa ou possível de perder mil reais é o fator decisivo. Portanto, problemas que são enquadrados enfatizando ganhos positivos encorajam os tomadores de decisão a selecionar opções conservadoras, ao passo que problemas estruturados, que enfatizam perdas potenciais, encorajam opções sujeitas a risco.

3.5 DESENVOLVENDO ALTERNATIVAS:
Uma vez que os tomadores de decisão raramente buscam uma solução ótima, mas, antes, uma solução de acomodação, é de se esperar encontrar um mínimo uso de criatividade na busca de alternativas. E essa expectativa geralmente é correta.
Esforços serão feitos no sentido de manter simples o processo de procura, que tenderá a confirmar-se as imediações da alternativa corrente. Apenas adotar-se-á um comportamento mais complexo de busca, que inclua o desenvolvimento de alternativas criativas, quando uma pesquisa simples não descobrir uma alternativa satisfatória. Ou quando, nos termos da teoria da imagem, existir uma alternativa satisfatória e freqüente que passe pelo teste de compatibilidade. Dessa forma, essa alternativa é escolhida, e o tomador de decisão raramente precisa recorrer ao teste rentabilidade.
Em lugar de formular definições e alternativas novas e únicas para o problema, com jornadas freqüentes em território pouco conhecido, a maioria dos tomadores de decisão, conforme sugerem algumas pesquisas, pratica a decisão de caráter mais incremental do que abrangente. Isso significa que eles evitam a difícil tarefa de considerar todos os fatores importantes, pesar seus méritos e desvantagens relativas e calcular o valor esperado de cada alternativa. Em vez disso, fazem sucessivas comparações limitadas. Essa abordagem isolada simplifica as opções de decisão comparando apenas as alternativas que, de fato, diferem em grau relativamente da opção corrente efetuada, tornando desnecessário o exame exaustivo das alternativas e suas conseqüências. O tomador de decisão precisa investigar apenas os aspectos nos qual a alternativa proposta e suas conseqüências diferem da situação existente.
Essa abordagem implica um tomador de decisão que dá pequenos passos rumo ao seu objetivo. Ela reconhece que a seleção de opções tem um caráter não abrangente, ou seja, os tomadores de decisão fazem comparações sucessivas porque as decisões nunca são fixas e tomadas para sempre, mas são tomadas e constantemente retomadas em pequenas comparações dentre escolhas limitadas.

3.6 IMPLEMENTANDO SOLUÇÕES:
As “boas decisões” muitas vezes falham devido á implementação deficiente. Por isso, além de entender como são tomadas, precisamos saber algo acerca de como são implementadas. Curiosamente, o modelo de decisão racional fala pouco sobre essa questão. Em sua essência, supõe que as pessoas que precisam levar adiante uma decisão a endossarão e a apoiarão entusiasticamente. É claro que se trata de uma suposição idealista.
Na pratica, três conjuntos de variáveis determinações, em grande parte, o sucesso da implementação de uma solução–liderança, comunicação e político. Os lideres fazem opções sobre como as decisões serão tomadas. A popularidade da utilização da decisão participativa, concessão de poder e equipes auto suficientes reflete a convicção de que as pessoas tendem muito a apoiar decisões das quais participaram ativamente.
As pessoas precisam entender os motivos subjacentes ás decisões que as afetarão. Mudanças de vulto podem ser particularmente perturbadas para os funcionários. A mudança gera incerteza e ambigüidade. Abrir canais de comunicação e explicar porque uma decisão foi tomada e como afetará as pessoas representará muito na redução da resistência e no crescimento do apoio.
O fracasso em obter apoio político para uma decisão muitas vezes a leva o colapso. Pessoas com poder pode usá-lo para apoiar ou minar uma decisão. Por isso, a implementação bem sucedida requer o apoio dos indivíduos e grupos dotados de poder para contrariar a decisão, caso não concordem com ela. Umas das técnicas amam eficazes que as pessoas poderosas utilizam para obstruir uma decisão de que não gostam é não fazer nada. É o que acontece no congresso, quando um projeto de lei “morre no comitê”. Muitas decisões organizacionais morem devido à falta de apoio político daqueles que precisam ser programadas.

3.7 ESTEJA ATENTO A CONCEITOS PRECONCEBIDOS:
Nas decisões que tomamos, todos nos utilizamos conceitos preconcebidos, mas, infelizmente, poucos reconhecem esse fato. Não diferenciamos situações nas quais estas idéias formadas antecipadamente sem maior ponderação, provocam problemas mínimos daquelas nas quais podem ter um impacto catastrófico. Se você entender os processos que influenciam seu julgamento, poderá começar a mudar seu modo de tomar decisões, a fim de reduzi-los.

3.8 COMBINE A ANALISE RACIONAL SIMPLIFICADA COM INTUIÇÃO:
A análise racional e a intuição não são abordagens conflitantes na tomada de decisões. Utilizando ambas, você pode melhorar a eficácia de sua decisão. À medida que ganha experiências gerenciais, você se sentira cada vez mais confiante na utilização de seus processos intuitivos juntamente com a análise racional.

Conclusão:
Hoje, muitas decisões nas organizações são tomadas em grupos. As informações e conhecimentos sempre são mais completos. No geral as decisões devem ser tomadas pelos indivíduos ou pelo grupo, isto depende essencialmente de uma ponderação entre eficiência. Em termos de eficácia, o grupo é superior: eles geram mais alternativas, é mais precisos e produz decisões de melhor qualidade. Nas empresas hoje as pessoas normalmente se contentam em achar uma solução aceitável ou razoável para o seu problema em lugar de encontrar uma solução pró-ativa. Recentemente concluiu um especialista em processos de decisões: “a maioria das decisões importantes são tomadas por meio de julgamento e não por um modelo prescritivo definido”. Normalmente, o interesse maior de um tomador de decisão é atacar problemas de grande evidencia transmitindo aos demais que as coisas estão sobre controle. Uma vez que os tomadores de decisão raramente buscam uma solução ótima, mas, antes, uma solução de acomodação, é de se esperar encontrar um mínimo uso de criatividade na busca de alternativas. Essa expectativa geralmente é correta.