12/06/2010

PESQUISA - EMPREENDEDORISMO COMO OBJETO DE ESTUDO:

ATENÇÃO O PRESENTE TRABALHO É DESTINADO
SOMENTE PARA PESQUISA,
NAO PODENDO SER COPIADO E TRASCRITO

Viviane Louise Fernandes Moreira
Tâmara de Lima Gaspar
Luiz Antonio dos Santos
Patrícia Regina Polo

Unifac - Botucatu
Curso - Turismo
Prof - Eduardo Ayres Delamonica

Empredendorismo nas Pequenas e Medias Empresas
realizado do 5° Semestre de Turismo,
na érea de Adimistração geral,
sob a orientação do Professor Eduardo Ayres Delamonica

CORRENDO ATRÁS PARA O SUCESSO:
1. RESUMO;
O Objetivo do artigo é demonstrar que é preciso seguir alguns passos para tornar-se um empreendedor capaz de mudar o meio onde vive e trabalha. O empreendedorismo, por sua vez, surge destes passos, quando o empreendedor cria algo novo ou transforma algo que já existe pode-se dizer que este empreendeu. Ele criou algo com eficiência, pois, desenvolveu um trabalho seguindo as metas traçadas e com eficácia, atingindo seu objetivo com sucesso considerando à área de atuação e seu perfil empreendedor. A metodologia adotada foi a pesquisa essencialmente bibliográfica, baseada em livros e sites que abordam o tema em questão. A partir de informações já existentes e de domínio público, também será realizada análise do perfil de dois empreendedores, sendo: Samuel Klein das Casas Bahia e Abraham Lincoln.
Palavra Chave: Perfil Empreendedor.

2. INTRODUÇÃO;
O ser humano tem a necessidade de ser reconhecido por meio de algo que tenha criado ou mesmo transformado. Esse reconhecimento vai muito além de uma independência financeira, oferece uma satisfação pessoal. Tal satisfação é pelo tempo dedicado e as abnegações durante o trajeto de seu empreendimento.
Em suma, pessoas empreendedoras que buscam constantemente aperfeiçoamentos e técnicas para melhorarem suas criações, e a si próprias, possuem visão ampla e criativa, buscam oportunidades onde outras pessoas não as vêem, são persistentes e motivadas por seus objetivos e interesses.
O empreendedor, antes de qualquer coisa, identifica as necessidades traçando suas metas, começa a partir daí o que se chama de planejamento que dará início a tantos outros passos importantíssimos para uma carreira de sucesso. Por meio desses passos a pessoa empreendedora desenvolve atividades para solidificar seu empreendimento, agregando a ele valores, tornando-o competitivo, satisfazendo as necessidades de toda uma sociedade.

3. EMPREENDEDORISMO E EMPREENDEDOR;
São duas variáveis que nos remete a um único caminho: O do Sucesso. Entretanto para se chegar ao sucesso é preciso ter alguns diferenciais, que todos nós possuímos, mas poucos sabem desenvolver. São peculiaridades que fazem parte de todo ser humano: Criatividade, Persistência, Otimismo entre tantos outros.
Para se caracterizar os passos que um empreendedor deve seguir para atingir o sucesso é preciso antes de tudo diferenciar empreendedorismo de empreendedor, mesmo sabendo que ambos caminham sempre juntos.

4. EMPREENDEDORISMO;
"Empreendedorismo é o conhecimentos transformados em idéias postas em prática, criação de novas oportunidades de negócio, introduzir no mercado novas opções de produtos, recriar o que já existe de uma forma mais adequada e útil" (Dornelas, 2001, p. 37). Muitos pesquisadores definem empreendedorismo de diversas maneiras, porém, todos eles concordam que o melhor significado para este neologismo é inovação, é a transformação do velho para o novo.
Joseph Schumpeter define empreendedorismo como "uma mudança de ordem econômica e exploração de novos recursos" (1949 apud Dornelas, 2001, p. 37): “O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais”. Alguns revolucionários criam nichos de mercado outros modificam os que já existem.

5. O EMPREENDEDOR;
Ainda, "toda pessoa que tem um sonho e deseja transformá-lo em realidade, traçando objetivos, transpondo barreiras pode ser considerada empreendedora criando algo novo ou transformando o que já existe" (Degen, 1989, p. 38). O empreendedor é capaz de dedicar-se incansavelmente ao trabalho sem medir esforços desenvolvendo-o com prazer. Além de criar, o empreendedor deve saber persuadir, mostrar que as oportunidades identificadas trarão benefícios futuros ou imediatos para a organização, caso estiver liderando uma, ou para o mercado se estiver criando algo novo, identifica as oportunidades transformando-as em inovação, para isso ele precisa seguir alguns passos que o conduzirá ao empreendedorismo.

6. PERFIL EMPREENDEDOR;
Muitos acreditam ter nascido com habilidades de empreendedor outros acreditam ter desenvolvido-as por meio de técnicas, ou ainda, devido alguma necessidade que os motivou a criação ou inovação de um empreendimento.
Fernando Dolabela no livro O segredo de Luísa (1999, p. 37) diz, que o sucesso não decorre tão somente de determinadas características comportamentais, mas certamente se pode afirmar que um conjunto de condições, presentes no individuo, contribuirá para o seu sucesso como empreendedor.
Baseado na pesquisa de Timmons e Honarday (1994 e 1982 apud Dolabela, 1999, p. 37), o autor apresenta, a seguir, as principais características dos empreendedores:
O empreendedor tem um “modelo”, uma pessoa que o influência tem iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização, trabalha sozinho tem perseverança e tenacidade. O fracasso é considerado um resultado como outro qualquer. O empreendedor aprende com os resultados negativos, com os próprios erros tem grande energia. É um trabalhador incansável. Ele é capaz de se dedicar intensamente ao trabalho e sabe concentrar os seus esforços para alcançar resultados. Sabe fixar metas e alcança-las. Luta contra padrões impostos. Diferencia-se. Tem a capacidade de ocupar um espaço não ocupado por outros no mercado, descobrir nichos.
Ainda, tem forte intuição. Como no esporte o que importa não é o que se sabe, mas o que se faz, tem sempre alto comprometimento. Crê no que faz, cria situações para obter feedback sobre o seu comportamento e sabe utilizar e controlar recursos.
É um sonhador realista. Embora racional, usa também a parte direita do cérebro, é líder. Cria um sistema próprio de relações com empregados. É comparado a um “líder de banda”, que dá liberdade a todos os músicos, extraindo deles o que têm de melhor, mas conseguindo transformar o conjunto em algo harmônico, seguindo uma partitura, um tema, um objetivo.
É orientado para resultados futuros e longo prazo, aceita dinheiro como uma das medidas de seu desempenho, tece “rede de relações” (contatos amizades) moderadas, mas utilizadas intensamente como suporte para alcançar os seus objetivos. A rede de relações interna ( com sócios, colaboradores) é mais importante que a externa.
O empreendedor de sucesso conhece muito bem o ramo em que atua, cultiva a imaginação e aprende a definir visões, traduz seus pensamentos em ações. Define o que deve aprender ( a partir do não definido) para realizar as suas visões. É pró-ativo diante daquilo que deve saber: Primeiramente define o que quer, a aonde quer chegar, depois busca o conhecimento que lhe permitirá atingir o objetivo. Preocupa-se em aprender a aprender, porque sabe que no seu dia a dia será submetido a situações que exigem a constante apreensão de conhecimentos que não estão nos livros.
É um fixador de metas, cria um método próprio de aprendizagem, aprende a partir do que faz. Emoção e afeto são determinantes para explicar seu interesse. Aprende indefinidamente, tem capacidade de influenciar pessoas. Assume riscos moderados, gosta de riscos, mas faz tudo para minimizá-los, tem alta tolerância a ambigüidade, mantêm alto nível de consciência do ambiente que vive usando-a para detectar oportunidades de negócios. Essas são características que alguns empreendedores conseguem desenvolver, outros desenvolvem a penas algumas atingindo da mesma forma seus objetivos.

7. O PERFIL DO EMPREENDEDOR DE SUCESSO:
Características como perseverança, criatividade, traçar metas pessoais, intuição, conhecer o produto e o mercado, ser bem relacionado com compradores e concorrentes são muito citadas pelas diversas fontes pesquisadas, como Degen (1989) e o Sebrae (2006). Eles reconhecem que é cada vez mais difícil entrar em um ramo onde a concorrência é muito acirrada e o poder de barganha é mínimo. “ O importante é você ser diferente e agressivo, respeitando o próximo, mas explorando o seu espaço ao máximo para você ser notado, se não o próprio mercado trata de derrubar você”, concluiu um dos empresários.
Pessoas que desistiram de montar um negócio ou que fecharam a empresa afirmam que os principais fatores que influenciaram foram os altos custos fixos, a carga tributária e erro na estratégia de colocação dos seus produtos. Atribuem principalmente à inexperiência seus próprios erros e reconhecem que fariam diferente se pudessem começar de novo. Ter um negócio próprio requer muita disciplina e um planejamento sólido que te possibilite crescer com os pés no chão e a cabeça no lugar. Dornelas (2001) afirma que "o empreendedor de sucesso tem as seguintes características: são visionários, têm habilidade para implementar seus sonhos, sabem tomar decisões e transformam algo abstrato em concreto, que funciona, agregando valor aos produtos que criam".

8. DADOS DA PESQUISA;
Analisando o perfil empreendedor de uma pessoas conhecidas como: inovadora, persistente e corajosa, e traçando um parâmetro do perfi, destacam-se alguns pontos que foram destacados anteriormente e prevalecem com maior clareza nestes indivíduos, que atingiram seus objetivos. São pessoas que mudaram toda uma trajetória de vida em busca de seus ideais, transformando a sociedade, dando a ela novas oportunidades. Na seqüência apresentar-se-á um breve histórico da trajetória de sucesso de empreendedorismo: Samuel Klein

8.1. SAMUEL KLEIN – CASAS BAHIA;
Os dados a seguir foram retirados do site: http://www.casasbahias.com.br,/Samuel Klein nasceu na Polônia, com o pai aprendeu a profissão de marceneiro. Quando os nazistas invadiram a Polônia, foi levado com o pai para Maidanek, o terceiro maior campo de extermínio dos judeus durante a Segunda Guerra. A mãe e os irmãos mais novos foram levados para reblinka, de onde nunca mais saíram.
Em 1944, quando o Exército Vermelho da Rússia avançava sobre os nazistas para libertar a Polônia, Samuel Klein com outros prisioneiros foi levado rumo a Auschwitz. Como não havia mais trens, teriam de caminhar os 50 quilômetros a pé, em direção ao rio Vizla, o maior da Polônia, região de fronteira. Quando parou em vasto campo de trigo, Samuel decidiu colocar em ação um plano ousado. Talvez fosse sua última chance de sobreviver. Pediu licença a um dos soldados para fazer a necessidade fisiológica e embrenhou-se em meio à plantação. Com muito cuidado, foi se afastando em meio ao trigal, bastante alto naquela época. O dia inesquecível em sua vida era 22 de julho.
Samuel Klein conseguiu voltar para sua antiga casa. Ela estava completamente destruída. Em troca de comida, foi trabalhar em uma pequena fazenda nas proximidades.
Ao final da guerra reencontrou com júbilo a irmã Sezia (que tinha fugido para a Rússia em 1939) e o irmão Salomon, que hoje vivem em Nova York.
Depois da guerra os irmãos Klein foram para a Alemanha administrada pelos norte-americanos e tiveram a grata surpresa de reencontrar vivo o pai.
Nesta grande cidade alemã Samuel conheceu Channah, com quem se casou. Sentiram que era hora de deixar a Europa e reconstruir a vida em outro lugar. Samuel queria emigrar para os Estados Unidos, mas não conseguiu. A cota de emigração estava cheia. Decidiu ir para a América do Sul, onde tinha alguns amigos. Conseguiu visto para a desconhecida Bolívia e lá chegou com a esposa e o filho Michael.
Em 1952 a Bolívia vivia uma situação social muito complicada, e lembrou-se de uma tia que morava no Rio de Janeiro. Com a família foi se estabelecer em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Iniciou então sua fascinante carreira de comerciante. Experiência de vida e vontade de vencer não lhe faltava. Em menos de dois meses conseguiu autorização para viver no Brasil.
Adquiriu uma charrete e cavalo e tornou-se mascate, vendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta. Em cinco anos de dedicado trabalho, conseguiu capital para abrir sua primeira loja, chamada Casas Bahias. Era a sua homenagem a seus fregueses, na maioria baianos.

9. DESENVOLVIMENTO DA TEORIA DO EMPREENDEDORISMO E DO TERMO EMPREENDEDOR;
Origina-se do francês: significa aquele que está entre ou estar entre a idade média: participante e pessoa encarregada de projetos de produção em grande escala, no século XVII: pessoa que assumia riscos de lucro (ou prejuízo) em um contrato de valor fixo com o governo, em 1725: Richard Cantillon – pessoa que assumi riscos é diferente da que fornece capital em 1803: Jean Baptiste Say – lucros do empreendedor separado dos lucros do capital, em 1876: Francis Walker – distingui entre os que forneciam fundos e recebiam juros e aqueles que obtinham lucro com habilidades administrativas, e,1934: Joseph Shumpeter – o empreendedor é um inovador e desenvolve tecnologia que ainda não foi testada, em1961: David McClelland – o empreendedor é alguém dinâmico que corre riscos moderados, em 1964: Peter Drucker – o empreendedor maximiza oportunidades, em 1975: Albert Shapero – o empreendedor toma iniciativa, organiza alguns mecanismos sociais e econômicos, e aceita riscos de fracasso, em 1980: Karl Vésper – o empreendedor é visto de modo diferente por economistas, psicólogos, negociantes e políticos.em 1983: Gofford Pinchot – o intra-empreendedor é um empreendedor que atua dentro de uma organização já estabelecida, em 1985: Robert Hisrich – o empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as conseqüentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.
Fonte: Robert D. Hisrich, “Entrepreneurship and Intrapreneurship: Methods for Creating New Companies That Have an Impact n the economic renaissance of an Area”. In Entrepreneurship, Intrapreneurship, and Venture Capital. ed. Robert D. Hisrich (Lexington, MA: Lexington Books, 1986), p. 96.
Mesmo com a contribuição significativa destes autores, não há até o presente momento uma definição coesa sobre o termo empreendedorismo, mas sim uma relação ou um consenso em alguns fatores, como inovação, risco de fracasso, iniciativa, criação, organização e riqueza, mas cada definição é vista sobre uma determinada perspectiva que pode variar de acordo com o contexto em questão, como por exemplo, do ponto de vista econômico, psicológico, porém ainda sim possuem algum tipo de restrição (HISRICH E PETERS, 2004, p.29). Contudo, a utilização do termo empreendedor se tornou um tanto quanto confusa, devido às várias traduções e significados adotados em várias línguas. Desta forma, para este trabalho será considerado o termo empreendedor como aquele que assume riscos e começa algo novo em um contexto de negócios.

10. O SURGIMENTO DO EMPREENDEDORISMO NO BRASIL:
Inicia-se o empreendedorismo no Brasil na década de 20, com o surgimento de mais de 4000 indústrias que detinham o aval do governo, no qual às subsidiavam e as protegiam contra a concorrência internacional, com destaque para indústrias dos irmãos Jafet, de Nicolas Scarpa de Rodolfo Crespi e Francesco Matarazzo. Em 1936 Getulio Vargas constitui a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) a primeira estatal no Brasil, já em 1960 no seu segundo mandato cria também o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e a Petrobrás, estabelecendo um grande incentivo à iniciativa privada. Com a presidência de Juscelino Kubitischek o Brasil passa a ser um País de economia industrial, instalando a indústria automobilística no ABC paulista e iniciando a construção de Brasília, onde grandes empreiteiras como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior tiveram a oportunidade de se tornarem gigantes neste cenário empresarial (CARVALHO 1996. p. 115-116).
Com a expansão industrial no Brasil surge na década de 80 na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, a disciplina “Novos Negócios” sendo uma das pioneiras no ensino de empreendedorismo. Quatro anos depois, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi inserida no curso de Ciência da Computação, com o nome de “Criação de Novas Empresas”. Até o final da década, eram poucas as universidades que ministravam esta matéria nos cursos de pós-graduação.
Em palavras de Mauro Kreuz (presidente da Angrad): “O empreendedorismo deve fazer parte da formação complementar nas escolas e sua abordagem deve ser transversal, deve permear todo o curso, deve abranger todo o seu contexto interdisciplinar, visando o enriquecimento do perfil do aluno em face às características empreendedoras”, ou seja, deve-se enfocar o desenvolvimento das competências essenciais do administrador empreendedor em todas as disciplinas do curso, através de esforços conjuntos e sincronizados de todos os professores.
Neste período o Brasil não tinha informações ou suporte para os empreendedores. Porém, a partir dos anos 90, com a criação do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), surgiram oportunidades em todo o Brasil, pois o mesmo disponibiliza técnicas sobre gestão, financiamentos, consultorias e desenvolvimento, outro setor que destacou o empreendedorismo, foi a criação de programas como o Softex e Genesis (Geração de Novas Empresas de Software, Informação e serviços), que impulsionaram o desenvolvimento de novas disciplinas em universidades, incentivando ao mesmo tempo a criação de empresas de software.
Destaca-se entre eles o programa Softex, no núcleo FUMSOFT, da Universidade Federal de Minas Gerais, orientado pelo professor Fernando Dolabela, que criou uma metodologia adotada por mais de 150 instituições no Brasil, mérito também, do professor José Carlos Assis Dornelas que ministrou palestras de técnicas e elaborações de Planos de Negócios para empresários distribuídos pelo Brasil, Bolson (2004).
Dentre as pesquisas realizadas sobre empreendedorismo, o GEM (Global Entrepreneurship Monitor) tem apontado o Brasil como um país de grande potencial empreendedor, dando destaque a um público de mais de 15 milhões de empreendedores, sendo o país que possui o segundo maior número de empreendedores do mundo, pesquisa realizada em mais de 34 países no ano de 2004.
“Estima-se que o Brasil comporte um contingente de 15 milhões de empreendedores, um dos maiores entre os países pesquisados, perdendo apenas para os EUA, em 2004. Desses empreendedores, em torno de 35% estão à frente de negócios em estágio nascente, ou seja, com menos de 3 meses de vida, e aproximadamente 65% administram negócios com tempo de vida entre 3 e 42 meses”. GEM (2004)

11. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES:
Esta revisão abrange todos os casos pesquisados e aborda as principais características neles encontradas, mais especificamente utilizando as duas categorias, metodologia e abrangência. Quanto à metodologia é descrita no capítulo 2. Porém quanto à abrangência verifica-se que os trabalhos não exploram uma só característica, e outros que não são tão específicos ao assunto. A seguir apresentamos esta revisão com um conciso de cada trabalho.
Os empreendedores transcendem as características tidas como essenciais para os administradores, pois são pessoas no qual possuem necessidade de criar algo novo ou ainda inovar em algo existente, conseguem ver além do horizonte, enxergam oportunidades mesmo em situações adversas, são um tipo especial de indivíduos que vem revolucionando o mundo, para estes empreendedores os desafios sejam eles culturais, religiosos, comerciais, econômicos, políticos etc., são tidos como combustíveis que alimentam a criatividade, a busca por inovação, a quebra de paradigmas e a motivação pessoal “... seja dinheiro, poder, curiosidade, ou desejo de fama ou reconhecimento -, tentam criar valor e fazer uma contribuição.” (DRUCKER, 1986. p. 45).
Dornelas acrescenta que os empreendedores possuem características a mais, além dos atributos do administrador, são vistos como fatores de mudanças e visionários,
“... pois são os empreendedores que estão eliminando barreiras comerciais e culturais, encurtando distâncias, globalizando e renovando os conceitos econômicos, criando novas relações de trabalho e novos empregos, quebrando paradigmas e gerando riqueza para a sociedade...” Dornelas (2001, p.21).
Outra contribuição vem de Carvalho (1996, p.79-82), que apresenta os empreendedores como indivíduos que têm a capacidade de criar algo novo, assumindo responsabilidades em função de um sonho, o de obter sucesso em seu negócio, estas pessoas são ousadas, aprendem com os erros e encaram seu negócio como um desafio a ser superado, têm facilidade para resolverem problemas que podem influenciar em seu empreendimento, e mais, identificam oportunidades que possibilitam melhores resultados, são pessoas incansáveis na procura de informações interessadas em melhorias para o seu setor ou ramo de atividade, elevando ao máximo sua gestão. Cita também outros fatores relevantes sobre as características do empreendedor bem-sucedido, tendo como referencia à forma de como são tomadas às decisões, de modo geral são rápidas e eficazes, alinhado a uma postura de liderança que incentiva as pessoas a alçarem a suas metas se comprometendo com os resultados da empresa, desta forma, o talento para empreender é fundamental para transformar as pequenas idéias em grandes feitos, movidos pelo otimismo e o feeling empresarial, estas pessoas são chamadas de empreendedores bem-sucedidos.
Outros autores, como Hisrich e Peters (2004) interpretaram que existem diferenças significativas encontradas entre os “gerentes tradicionais” e “os empreendedores”, se referindo ao primeiro, tendem a ter pensamentos em curto prazo e são mais cuidadosos na tomada de decisão quando envolve risco, enquanto ao segundo, são mais arrojados e têm pensamento em longo prazo, são visionários, e sonham com o sucesso do seu negócio, para evidenciar as diferenças entre ambos os termos, os autores estruturaram um comparativo que pode ser observado abaixo. Complementando as definições apresentadas por outros autores até o momento, Bom Angelo (2003. p. 51) acrescenta que é possível identificar no DNA do empreendedor três aspectos base que revelam as vocações empreendedoras, que podem ser encontrados independentemente da perspectiva no qual o individuo esteja inserido, seja psicológico, político, empresarial entre outros, são elas:
"Vontade e habilidade para criar; algo novo ou inédito que possa proporcionar melhorias para sociedade.
Capacidade de encontrar novas utilidades para velhas idéias; se refere a inovação de algo já existente com a finalidade de favorecer a todos.
Talento para melhorar a eficiência de um sistema; redução de custos por meio de aperfeiçoamento e sistematização."
Chiavenato (2005, p. 5-7) por sua vez, enfatiza outras três características básicas:
"Necessidade de realização; que para o autor significa que os empreendedores possuem maior necessidade de realização dos seus objetivos comparados a outras pessoas.
Disposição para assumir riscos; o empreendedor tende a assumir riscos sejam financeiros, familiares, psicológicos, desde que o mesmo possa exercer controle sobre estas ações.
Autoconfiança; pessoas que dão ênfase nas suas habilidades pessoais a creditando em si para a resolução de problemas.", Dornelas (2001, p. 31) e Araújo (2000) ampliam e destacam que os empreendedores conseguem enxergar as oportunidades e ameaças que podem comprometer o seu negócio, são pessoas otimistas e possuem qualidades especificas determinando o seu perfil empreendedor e estas refletidas no sucesso da empresa, tais características foram evidenciadas a seguir: Planejam, planejam e planejam – procura analisar cada parte do negócio, desde sua concepção a visão de futuro. Sabem explorar ao Maximo as oportunidades – o empreendedor observa tudo o que esta a sua volta, identifica as necessidades de seus clientes e cria algo inovador que possa suprir estas necessidades.
Ficam ricos – para eles o dinheiro é a conseqüência do sucesso, do prazer de fazer o gosta, são lideres e formadores – saber influenciar pessoas respeitando seus sentimentos e suas necessidades motivando-as a alcançarem melhores resultados, procurando integrá-las em um contexto de desenvolvimento.
Networking – possuem rede de relacionamento e a mantém como imprescindível.
São organizados – obter os melhores recursos que possibilitem uma inter-relação entre os recursos-humanos, materiais e financeiros, garantindo a realização no tempo definido, fator importante para o sucesso da empresa.
Definir metas e objetivos – definir aonde e como chegar aos seus objetivos são pontos fundamentais, ter a visão de que o objetivo está em longo prazo e que para alcançá-lo é necessário fraguimentá-lo em partes como metas em curto prazo, podem propiciar a realização dos objetivos.
Ter senso de inovação, criatividade e estar comprometido com o negócio – o empreendedor possui estes três fatores, podendo criar, inovar e se responsabilizando pelo sucesso ou insucesso do seu empreendimento.
Entretanto, quanto ao comportamento do empreendedor, evidenciada por McClelland (1961), mostra que "isto o leva a nunca parar de trabalhar, a manter-se sempre motivado advinda da vontade e necessidade de fazer aquilo de que gosta." Ainda  propõe que a necessidade de realização dirige a atenção do indivíduo, para que execute, da melhor maneira possível, suas tarefas, de forma a poder atingir os seus objetivos com eficácia naquilo a que se propõe fazer, também foram identificados outros comportamentos principais para os empreendedores tais como: perseverança; comprometimento; coragem para; fixação de metas objetivas; busca de informações; planejamento e monitoração sistemáticos, isto é, detalhamento de planos e controles; capacidade de persuasão ; independência; autonomia e autocontrole.
Além das informações sobre o comportamento do empreendedor identificado por McClelland, o autor Chiavenato (2005. p. 17) acrescenta que "para o empreendedor ser bem-sucedido, há a necessidade de reflexão para que se possa haver um equilíbrio ou harmonia entre elas", essas outras características empreendedoras são: ter vontade de trabalhar duro; ter habilidade de comunicação; conhecer maneiras de organizar o trabalho; ter orgulho daquilo que faz; ser um self-starter, um autopropursionador; assumir responsabilidades e desafios; tomar decisões.
Com base nos autores acima, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), realizou no ano de 2000 uma pesquisa evidenciando as principais características que contribuíram para o sucesso pessoal do empreendedor, uma vez que “Até hoje, não é possível estabelecer cientificamente um perfil psicológico do empreendedor devido às inúmeras variáveis que concorrem na sua formação”. (Dolabela, 1999). Após a apresentação do estudo sobre as principais definições e interpretações dadas por vários autores, acredita-se que o texto a seguir será relevante para um melhor entendimento do assunto em questão, pois o mesmo é claro e objetivo.
Em seu livro, “Homo habilis - Você como Empreendedor “ de Luiz de Almeida Marins Filho (2005), é proposta a idéia de que somente sobreviverão os empreendedores, num mundo que se apresenta extremamente competitivo. Suas idéias são inspiradas no Homo habilis, que foi uma espécie pré-humana que existiu por volta de 2,5 milhões de anos e que teve singular presença na evolução do homem que se conhece hoje em dia. Em sua era o Homo habilis, sofreu um processo de ampliação cerebral e que talvez por isso desenvolvesse uma capacidade essencialmente humana: a criação de instrumentos simples com aquilo de que dispunha (pedras, rochas, madeiras) dando a esses materiais grande utilidade.
É justamente essa capacidade de criar a partir de coisas simples que o empresário moderno deve ter. Ele precisa se equiparar ao antigo Homo habilis e se recriar em cima disso, só assim poderá transformar os seus sonhos em ações e suas ações em resultado. É esse o sentido que deve nortear o pensamento do verdadeiro empreendedor.
Sonhar e pensar grande é sem dúvida característica de um empreendedor. Para ele não há comodismo. Sua mente é incessantemente abarrotada de idéias onde se pensa, repensa, cria, recria, escreve, reescreve... Enfim, qualquer situação é propícia a novos horizontes, a uma análise profunda dos prós e contras de tudo que o rodeia. Seu pensamento é sempre voltado às soluções para o bem estar da sua instituição ou bem pessoal. Às vezes é chamado de louco, porém, quando as idéias e sonhos explodem em seu íntimo, não há como parar de falar e escrever sobre seus projetos e planos. No caso de um grande empreendedor há uma busca incessante para a concretização das estratégias, projetos e planos para o alcance real de seus desejos. Existem aqueles que sonham alto, mas o verdadeiro empreendedor não restringe seus planos apenas ao campo dos sonhos. Ele tem gana por ver seu sonho realizado, mal dorme até poder ver seu ideal materializado, concretizado. No mundo empresarial - e também no pessoal – não adianta apenas sonhar, como também, não apenas agir, sem a produção de resultados positivos. Existem pessoas que sonham e agem, mas esta ação não produz o resultado que se espera que se precise e se quer.
Assim é o líder de mercado que não gera caixa nem lucro ou o empresário de sucesso que não consegue manter o equilíbrio entre sua vida familiar ou sua saúde. Sonhar e agir são coisas importantes e atingir resultados é essencial.
Outras informações são visualizadas em uma pirâmide de modo a representar algumas fases de habilidades necessárias em empreendedorismo, visto que à medida que se avança na pirâmide o numero de pessoas que se encontra em cada fase diminui, pode-se dizer que o empreendedor possui as três fazes: habilidades técnicas (fase 1),habilidades administrativas (fase 2) e as habilidades empreendedoras (fase 3), vistas na figura 3 com base em Hisrich e Peters.(2004).
13. DEFINIÇÃO DE MICRO E PEQUENA EMPRESA:
O principal critério para definir o “tamanho” de uma empresa, ou seja, se ela é micro, pequena, média ou grande é o faturamento ou receita anual bruta. Segundo o SEBRAE (2006), “existem duas esferas para definição do porte: a federal e a estadual.” No âmbito federal, é considerada microempresa aquela que possui receita anual bruta igual ou inferior a R$ 240 mil. Já as empresas de pequeno porte são as que têm faturamento superior a R$ 240 mil e igual ou inferior a R$ 2 milhões e 400 mil. Cada estado pode, a seu critério, flexibilizar esses valores como forma de beneficiar as empresas para fins de recolhimento de tributos estaduais. Essas empresas, dependendo do segmento em que atuam, podem estar aderindo ao Imposto Simples (sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte), possuindo legislação própria.
Existe, ainda, um critério baseado no número de funcionários, que varia segundo diferentes autores. Na indústria, as micro possuem menos de 20 funcionários e as pequenas até 99. No comércio e nos serviços esses limites são de até 9 nas micro e até 49 funcionários nas pequenas (Sebrae apud DOLABELA 2002).
Há hoje, no Brasil, mais de quatro milhões de pequenas e médias empresas formais. Elas são responsáveis por mais de 50 % dos empregos, por 70 % das vendas e participação na ordem de 25 % do PIB nacional (SEBRAE, 2006). Esses números dão a dimensão da importância das micro e pequenas empresas.
São empresas que vão desde um escritório em casa (office home), passando por associações, franquias, cooperativas, empresas familiares e administração profissional. Todas responsáveis por grande do mercado produtivo nacional.
As sociedades pelo novo Código Civil podem ser: Simples, formada por pessoas que exercem atividade intelectual, científica, literária ou artística, salvo se o exercício da profissão constituir elemento da empresa (a montagem de um consultório por dois dentistas, por exemplo); Empresária, que é aquela que exerce atividade econômica organizada para a produção ou prestação de serviço, constituindo elemento da empresa. São por exemplo as sociedades comerciais em geral. Esse tipo de sociedade deve ser constituída por um dos seguintes tipos: Sociedade em Nome Coletivo, em Comandita Simples, Limitada, Anônima e em Comandita por Ações. (SEBRAE, 2006).
14. REGISTRO NO CNPJ E NA JUCERJA / REGISTRO CIVIL DE PESSOAS JURÍDICAS;
Ao decidir o ramo de negócio que irá atuar, o empresário deverá seguir alguns passos: escolher o endereço da empresa, o nome, registrá-la, inscrevê-la no CNPJ, na Receita Federal, obter alvará de funcionamento, inscrevê-la na Previdência Social, na Secretaria de Fazenda Estadual, no Sindicato Patronal e solicitar a autorização de impressão de documentos fiscais (INFOMONEY, 2006).
As indústrias encontram maior dificuldade na escolha do endereço. Isso porque não podem instalar-se em qualquer local, principalmente em áreas residenciais, pelo aspecto da poluição, estando sujeitas a multas e sanções dos órgãos fiscalizadores.
O nome da empresa (razão social) é a segunda dificuldade quando da redação do Contrato Social. Não pode haver dentro da mesma Junta Comercial Estadual duas empresas com nomes idênticos. Isto é uma forma de proteção às razões e nomes fantasia já consagrados. O registro é o arquivamento dos atos da empresa, tendo validade em todo o território nacional. Então, é imprescindível que o empresário forneça pelo menos três nomes para verificação, que não é feita na hora. Outros cuidados devem ser tomados, como assinar todas as vias do contrato, cópias dos documentos dos sócios (identidade, comprovante de residência e CPF). O registro das empresas ocorre nas Juntas Comerciais.
Caso a empresa crie uma marca, um sinal que distingue os produtos e serviços de outros semelhantes, deve registrá-la junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI. O registro garante o direito de uso exclusivo dentro do território nacional. É emitido um certificado com validade de 10 anos e para obtê-lo deve ser entregue a documentação da empresa junto com uma guia de solicitação e um formulário de pedido, além de 15 etiquetas contendo o logo conforme especificações do INPI. (SEBRAE, 2006)
A inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas) pode ser feita eletronicamente no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), com envio dos documentos via Sedex, ou ainda em um dos postos da Receita. Os cuidados que devem ser tomados são: informar o código de enquadramento da empresa no CNAE-fiscal (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Deve-se cuidar que nenhum dos sócios esteja com o CPF pendente de regularização na Receita Federal, nem possuir participação em empresa com pendência de Declaração de Informações de Pessoa Jurídica (RECEITA FEDERAL, 2006).
Após esses procedimentos, muitas empresas já começam a atuar (aquelas que não trabalhavam na informalidade), mas os procedimentos iniciais não terminam aqui. Em seguida é preciso fazer a inscrição estadual, que só é obtida mediante a Certidão Negativa de Débitos que deve ser solicitada à Fazenda Estadual.
A Inscrição na Previdência Social (INSS), é feita simultaneamente a emissão do CNPJ. Aquelas empresas que não possuem CNPJ, devem efetuar a matrícula perante o INSS com até 30 dias após o início das atividades. Ocorre ainda a inscrição no Sindicato Patronal. Para saber a que sindicato a empresa estará vinculada, pode-se solicitar auxílio à Federação das Indústrias ou do Comércio.

15. ADESÃO AO SIMPLES;
O SIMPLES é o sistema de Pagamento de Impostos e Contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte, neste artigo tratado de Simples. É um regime diferenciado, simplificado e favorecido. Utiliza-se a aplicação de percentuais progressivos sobre a Receita Bruta.(RECEITA FEDERAL, 2006)
A divisão entre micro, pequenas, médias e grandes empresas é muito importante na questão tributária por motivos como o exemplificado a seguir. O Simples de uma empresa que fatura até R$ 60 mil por mês é hoje de 3 % da Receita Bruta. Já uma que fature acima de R$ 1 milhão e 80 mil até R$ 1 milhão e 200 mil, pagará de Simples 8,6 % da Receita. Quem não opta pelo Simples paga ainda 20 % de INSS sobre a folha de pagamento, PIS de 0,65 %, Cofins de 3 %, contribuição patronal e sindical.(INFOMONEY 2006)
O primeiro entrave ao imposto Simples e ao sistema de arrecadação é a informalidade. Segundo o IBGE existem mais de 12 milhões de empresas nessa situação. Além disso, a sonegação de impostos é muito alta no país. Por outro lado, há várias limitações, como o valor máximo de faturamento para aderir, a não permissão para empresas que atuem na prestação de serviço, dentre outras.
Deve-se ter ainda outros cuidados, como manter a empresa devidamente enquadrada na faixa de faturamento informada, ou reenquadrá-la caso o faturamento da empresa aumente durante o ano.
No início do empreendimento a economia com custos de Impostos é fundamental, já que a carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo.
Conforme informado anteriormente, o Simples possui legislação própria. As microempresas são as que possuem faturamento anual inferior a R$ 120 mil. (SEBRAE,2006) As MPEs (micro e pequenas empresas) podem se enquadrar em três regimes de tributação: Simples, lucro presumido e lucro real. Existe um projeto que incluirá todas as MPE no novo regime, mesmo aquelas que hoje não se enquadram por causa do segmento, do ramo de atuação e do faturamento. Esse novo regime deverá ter sistemas diferenciados.
O novo sistema foi batizado de Super Simples e deverá unificar os impostos e contribuições das esferas federal, estadual e municipal. Este regime encontra-se em votação no Senado Federal.
Está, também, em tramitação a Lei Geral das micro e pequenas empresas, já aprovada pelo Congresso Nacional, que poderá tirar da informalidade cerca de 10 mil empresas.
Essas medidas são se suma importância para reverter a mortalidade precoce das empresas que gira na ordem dos 60 % nos quatro primeiros anos de existência, tendo boa parte destas deixado de dar baixa nas Juntas Comerciais em função das dificuldades e da morosidade que existe no encerramento das atividades, além do alto custo. Destas empresas, muitas ainda conservam a esperança de reativar o negócio.

16. POLÍTICAS DE CONCESSÃO DE CRÉDITO;
Os bancos hoje estão bastante agressivos com relação a concessão de crédito. No entanto, o risco de emprestar às empresas recém-constituídas é deveras alto. “ O ideal para iniciar um novo negócio é que os sócios disponham dos recursos financeiros para iniciar o empreendimento” (Degen, 1989, pg. 132). Mas como isso não é verificado na maioria dos casos, a saída é solicitar um empréstimo bancário. Segundo Gibb (apud DOLABELA 2002). “um dos grandes entraves é a exigência de garantias reais para a obtenção do empréstimo”. Nessas horas é importante negociar prazo com os fornecedores e receber o máximo possível à vista, de forma a estabelecer um ciclo financeiro favorável.
Para se ter uma idéia do risco de emprestar a empresa recém-formadas, estudos comprovam que mais de 30 % das empresas “morrem” no primeiro ano de existência, chegando a quase 50 % no segundo ano de vida. Fatores como escolaridade e experiência prévia também contam muito.
Tomar crédito torna-se um ciclo vicioso. Primeiro a empresa obtém um capital de giro que é utilizado muitas vezes para pagamento de despesas e não para compra de matéria-prima ou melhorias de processo. Em seguida, começa a utilizar o cheque especial como capital de giro, pagando taxas que giram na casa dos dez por cento. Os recebíveis da empresa são negociados com os bancos ou mesmo com empresas de factoring. Quando ocorre uma inadimplência do sacado, a empresa tem que honrar a dívida com recursos próprios, ou seja, assume o risco da inadimplência.
Os lucros dos bancos são cada vez maiores, muito em função do crédito. Mas ainda ocorrem muitas reclamações, principalmente por parte do empresariado, de que o crédito para a micro e pequena empresa é caro e difícil. Além disso, as tarifas são altas como um compensatório pelo risco da inadimplência.
O microcrédito, muito cobrado junto ao governo, hoje ainda é um sonho distante. Existem pouco mais de 100 unidades de atendimento ao microempresário no Brasil que atuam na assistência à empresa em instalação.
No Rio de Janeiro, por exemplo, há três instituições: a Vivacred, localizada na Rocinha, a Socialcred e o Banco da Mulher, ambos no Centro do Rio. Para se obter crédito é necessário não possuir restrições cadastrais e ter um avalista ou um grupo de avalistas, o que hoje é muito difícil de conseguir, pois a maioria das pessoas quer preservar o seu nome e não se presta a dar fiança ou aval.

17. SOLUÇÕES DE SUPORTE PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS; 
O SEBRAE oferece em seu site um vasto conjunto de informações necessárias para abrir uma empresa, desde o Plano de Negócios, passando pela escolha do tipo de empresa até a formalização. Existem ainda os balcões do Sebrae (localizados em diversas cidades), possuindo só na cidade do Rio de Janeiro, 11 postos de atendimento.
As Empresas Júnior são associações sem fins lucrativos, geralmente vinculadas a uma Universidade, que prestam serviço de consultoria a um preço inferior ao do mercado, uma vez que os projetos são desenvolvidos por alunos orientados por professor. A Universidade Estácio de Sá possui diversas em suas diversas unidades escritórios realizando projetos de Comércio Exterior, Gestão, Finanças, Pesquisa, Secretariado e Turismo. Possui parceiros como o Banco do Brasil.
"Uma incubadora de empresas é um mecanismo que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas (indústrias, de prestação de serviços, de base tecnológica ou de manufaturas leves), oferecendo suporte técnico, gerencial e formação complementar do empreendedor" (SEBRAE 2006). "Ela abriga empresas emergentes (...) nos seus dois primeiros anos de vida" (DOLABELA 2002).
A incubação de empresas pode ser física em que os empreendimentos ficam instalados nos módulos dentro da incubadora, ou a distância, "processo em que o negócio recebe todo o suporte da incubadora" (ANPROTEC 2006). Esse tipo de iniciativa existe desde a década de 80. A criação da ANPROTEC, Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas foi o principal marco para o desenvolvimento da atividade no cenário nacional. Posteriormente, diversas parcerias ocorreram, dentre elas SEBRAE, CNPq e FINEP.
Além do SEBRAE, a Universidade Federal do Rio de Janeiro possui projeto semelhante. Existem hoje no Brasil cerca de 300 empresas incubadoras em atividade e quase 100 em instalação, abrigando mais de 1000 empresas, além daquelas assistidas através de cursos de capacitação (REDE INCUBAR 2006).
Enquanto que a mortalidade de empresas no primeiro ano gira em torno de 80%, para empresas que passaram pela experiência das incubadoras esse índice é de apenas 20% (DOLABELA, 2002, p. 213). As vantagens de crescer numa incubadora são várias, como a criação de novos empregos, o desenvolvimento tecnológico e a redução dos processos de falência, na medida que reduz o risco de quebra das novas empresas.
18. EMPRESAS AUTÓNOMAS , PARCEIRAS E ASSOCIADAS;
A nova definição de PME clarifica a tipologia das empresas, distinguindo três tipos de empresas em função do tipo de relação que mantêm com outras empresas em termos de participação no capital, direito de voto ou direito de exercer uma influência dominante, empresas autónomas, empresas parceiras, empresas associadas.
As empresas autónomas constituem, de longe, o caso mais frequente. São todas as empresas que não pertencem a nenhum dos outros dois tipos de empresas (parceiras ou associadas). Uma empresa é autónoma se:
Não tiver uma participação de 25% ou mais noutra empresa.
Não for detida directamente em 25% ou mais por uma empresa ou organismo público, ou, conjuntamente, por várias empresas associadas ou organismos públicos, com algumas excepções.
Não elaborar contas consolidadas e não estiver incluída nas contas de uma empresa que elabore contas consolidadas, não sendo, por conseguinte, uma empresa associada.
Uma empresa pode continuar a ser qualificada como autónoma ainda que o limiar de 25% seja atingido ou ultrapassado, quando se estiver em presença de certas categorias de investidores providenciais apelidados de «business angels».
As empresas parceiras designam as que empresas que estabelecem parcerias financeiras significativas com outras empresas, sem que uma exerça um controlo efectivo directo ou indirecto sobre a outra. São parceiras as empresas que não são autónomas mas que também não se encontram associadas entre si. Uma empresa é "parceira" de uma outra empresa se
Possuir uma participação compreendida entre 25% e menos de 50% naquela.
Essa outra empresa detiver uma participação compreendida entre 25% e menos de 50% na empresa requerente.
A empresa requerente não elaborar contas consolidadas que incluam essa outra empresa e não estiver incluída por consolidação nas contas desta ou de uma empresa associada a esta última.
A situação das empresas associadas corresponde à situação económica de empresas que façam parte de um grupo, pela posse de controlo directo ou indirecto da maioria do capital ou dos direitos de voto (inclusive através de acordos ou, em certos casos, através de pessoas singulares accionistas), ou pela capacidade de exercer uma influência dominante sobre uma empresa. Trata-se, por conseguinte, de casos mais raros, que se distinguem, em geral, de maneira muito nítida dos dois tipos de empresas anteriores. No intuito de evitar às empresas dificuldades de interpretação, a Comissão Europeia definiu este tipo de empresa retomando - nos casos em que são adaptadas ao objecto da definição - as condições indicadas no artigo 1.º da Directiva 83/349/CEE do Conselho relativa às contas consolidadas, em aplicação há vários anos.
Assim, regra geral, uma empresa sabe imediatamente que é associada a partir do momento em que é obrigada, ao abrigo desta directiva, a elaborar contas consolidadas, ou a partir do momento em que é incluída, por consolidação, nas contas de uma empresa que é obrigada a elaborar contas consolidadas.

19. EFECTIVOS PERTINENTES PARA A DEFINIÇÃODE MICRO, PEQUENOS E MÉDIAS EMPRESAS:

Os efectivos medem-se em termos de número de unidades de trabalho por ano (UTA), isto é, de número de pessoas que tenham trabalhado na empresa ou por conta dela a tempo inteiro durante todo o ano considerado. O trabalho das pessoas que não tenham trabalhado todo o ano ou que tenham trabalhado a tempo parcial é contabilizado em fracções de UTA. Os aprendizes ou estudantes em formação profissional, bem como as licenças de maternidade, não são contabilizados.

20. VALOR JURÍDICO DA DEFINIÇAO;
A definição de micro, pequenas e médias empresas só é vinculativa no que diz respeito a determinadas matérias, como os auxílios estatais, a participação dos fundos estruturais ou os programas comunitários, designadamente o programa-quadro de investigação e desenvolvimento tecnológico.
Não obstante, a Comissão encoraja vivamente os Estados-Membros, o Banco Europeu de Investimento e o Fundo Europeu de Investimento a utilizá-la como referência. As medidas tomadas em favor das PME adquirirão, assim, uma maior coerência e uma melhor eficácia.
A fim de permitir uma transição fácil a nível comunitário e nacional, a nova definição é utilizada a partir de 1 de Janeiro de 2005.
Com base num balanço relativo à aplicação da definição, de 6 de Maio de 2003, e tomando em consideração eventuais alterações ao artigo 1.º da Directiva 83/349/CEE que afectem a definição de empresas associadas na acepção dessa directiva, a Comissão adaptará, se necessário, a definição, nomeadamente os limiares fixados para o volume de negócios e para o balanço total, a fim de ter em conta a experiência e a evolução económica na Comunidade.

21. QUEM SÃO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS;
Há algumas limitações básicas para que uma empresa seja considerada uma micro ou pequena empresa (MPEs) no Brasil e, como conseqüência, aproveitar algumas vantagens desse status como, por exemplo, a inclusão no Super Simples. Atualmente, há pelo menos três definições utilizadas para limitar o que seria uma pequena ou micro empresa.
A definição, mais comum e mais utilizada, é a que está na Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas. De acordo com essa lei, que foi promulgada em dezembro de 2006, as micro empresas são as que possuem um faturamento anual de, no máximo, R$ 240 mil por ano. As pequenas devem faturar entre R$ 240.000,01 e R$ 2,4 milhões anualmente para ser enquadradas.
Outra definição vem do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A entidade limita as micro às que empregam até nove pessoas no caso do comércio e serviços, ou até 19, no caso dos setores industrial ou de construção. Já as pequenas são definidas como as que empregam de 10 a 49 pessoas, no caso de comércio e serviços, e 20 a 99 pessoas, no caso de indústria e empresas de construção. Já órgãos federais como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm outro parâmetro para a concessão de créditos. Nessa instituição de fomento, uma microempresa deve ter receita bruta anual de até R$ 1,2 milhão; as pequenas empresas, superior a R$ 1,2 milhão e inferior a R$ 10,5 milhões.
Os parâmetros do BNDES foram estabelecidos em cima dos parâmetros de criação do Mercosul. Com a nova lei, os limites, a princípio, não devem mudar, mas haverá adequações estatísticas, segundo o BNDES.
Além da definição legal das Micro e Pequenas Empresas (MPE), é importante ter em mente qual o perfil desse micro ou pequeno empresário, que é cada vez mais importante na estrutura capitalista atual. Genericamente, seu nome é o empreendedor.

22. AsS MPEs NO BRASIL;
No Brasil, surgem cerca de 460 mil novas empresas por ano. A grande maioria é de micro e pequenas empresas. As áreas de serviços e comércio são as com maior concentração deste tipo de empresa. Cerca de 80% das MPEs trabalham nesses setores. Essa profusão de empresas se deve a vários fatores, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Desde os anos 90, grandes empresas instaladas no Brasil, acompanhando uma tendência mundial, incentivaram o processo de terceirização de áreas que não são consideradas essenciais para o seu negócio. Assim, começaram a surgir empresas de segurança patrimonial, de limpeza geral. Além disso, outras empresas menores, tentando fugir dos encargos trabalhistas altíssimos do País (um funcionário chega a custar 120% a mais que seu salário mensal), optaram por dispensar seus funcionários e contratar micro e pequenas empresas. O Estatuto da Micro e Pequena do Brasil, de 1998, já começou a facilitar essa política empresarial.
Além disso, o desemprego brasileiro, que historicamente gira em torno de 14% - segundo a metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contribuiu para que surgissem mais MPEs. Apesar do sonho do seu próprio negócio ser um dos discursos mais comuns entre assalariados brasileiros, ser empreendedor (seja micro ou pequeno) é uma atividade que ainda tem vários percalços no caminho.

23. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS E SUAS DIFICULDADES E COMPETITIVIDADE;
As empresas de todo o mundo enfrentam todos os dias novas situações, na maioria imprevisíveis e fora de seu controle. Novos e inesperados desafios deverão ser encarados como atividades rotineiras de administração, e a instabilidade como o meio de sobrevivência e de desenvolvimento empresarial.
As MPME’s se esforçam para sobreviver no mercado interno, pois é muito limitado pelas instituições o crédito para que estas possam produzir, sem falar dos custos elevados, a burocracia, a guerra fiscal, a legislação tributária e trabalhista.
As empresas precisam ainda competir com produtos importados, muitas vezes subsidiados, com qualidade duvidosa, mas fabricados por empresas que possuem linhas de crédito em seus países com taxas de juros atraentes.
Os programas oferecidos pelo governo para a inserção internacional estão diretamente baseados na aquisição destas pequenas empresas em relação à competitividade, ou seja a diminuição de custos, a busca a atualização de novas tecnologias, as promoções comerciais na linha graduada de produção, na diferenciação tanto em produtos quanto em serviços e no preço tornando a empresa competitiva e para que seja facilitada a sua inserção no mercado internacional.

24. ROTEIRO PRÁTICO;
O objetivo principal é estruturar a operação e direcionar o desenvolvimento da atividade. De forma simplificada, deve auxiliar a tomada de decisões quanto à competitividade do produto, o montante a ser gasto, e as perspectivas de ganho. Desse modo, os seguintes pontos devem ser abordados por um Plano de Exportação.
Este é o roteiro básico a ser seguido por empresas que desejam exportar e ganhar mercado externo, aumentando seu faturamento e melhorando sua produção.
O Sumário aponta os motivos do sucesso da empresa no mercado doméstico e suas vantagens competitivas. O exportador deve ser sucinto mas demonstrar claramente o potencial que sua empresa possui no mercado interno.
A Situação Presente identifica os produtos fabricados pela empresa que possuem potencial de exportação, assim o exportador consegue revelar de forma clara quais produtos ele realmente tem condições de enviar para o mercado externo, com qualidade e preço competitivo.
Os Objetivos definem as metas de curto e longo prazo, e como as exportações irão auxiliar em sua consecução, de modo a não perder prazo de contratos firmados com os importadores.
O Gerenciamento relaciona os departamentos envolvidos e suas atribuições na operação de exportação, pois a empresa deve estar engajada para assim poder cumprir prazos e fornecer produtos com qualidade.
A Análise de Mercado define a estratégia de venda do produto, pois em um ambiente de comércio internacional que é sabidamente acirrado, a análise deve ter um papel fundamental com o intuito de identificar os possíveis compradores no exterior, e potencializar assim a venda de produtos que pretende-se exportar, observando ainda a caracteristica de demanda, o tratamento tarifário e outras informações úteis.
Observar os Clientes-Alvo para assim poder descreve o perfil demográfico, cultural e sócio-econômico dos potenciais clientes são o ponto fundamental para a empresa, pois se o produto não estiver de acordo com o solicitado a empresa deverá adaptar-se as exigências.
A Análise da Concorrência apresenta os potenciais concorrentes e seu posicionamento no mercado deve ser feito com muito cuidado, para que a empresa não tenha surpresas ao entrar neste novo mercado, o de exportação. Esta análise pode ser feita através da BrazilTradeNet. Existe ainda outras opções de pesquisa, os sítios de pesquisa de mercado que são:
• Business Information (JETRO) – http://www.jetro.go.jp/en/market/reports/
• International Trade Centre (ITC) -www.intracen.org/mas/welcome.htm
O planejamento estratégico de marketing tem papel fundamental para as exportações das micro, pequenas e médias empresas brasileiras.
O planejamento estratégico empresarial é peça fundamental no processo de tomada de decisão em todos os níveis da empresa. O planejamento, no marketing internacional, garante que a empresa consiga preparar-se melhor para enfrentar e vencer nos mercados internacionais.
A análise da situação deverá ser feita no nível interno e externo da empresa, calculando se possui ou pode adquirir recursos disponíveis (humanos, financeiros, tecnológicos etc), a fim de ser determinar as suas forças e fraquezas (pontos fortes e fracos), assim como as ameaças e oportunidades com que poderá se deparar ao sair para o exterior, além da análise da concorrência e da posição competitiva das empresas.

25. MORTE PRECOCE;
Um dos principais problemas das pequenas e micro empresas brasileiras é a sua vida curta. Levantamento do Sebrae, feito entre 2000 e 2002, mostra que metade das micro e pequenas empresas fecha as portas com menos de dois anos de existência. A mesma entidade levantou o que seriam as principais razões, segundo os próprios empresários, para tal. A falta de capital de giro foi apontado como o principal problema por 24,1% dos entrevistados, seguido dos impostos elevados (16%), falta de clientes (8%) e concorrência (7%).
Foi olhando esses números que o governo federal criou primeiro o Simples e depois o Super Simples, que prevê a unificação e diminuição de impostos. Afinal, a mesma pesquisa do Sebrae mostra que 25% das empresas que param suas atividades não dão baixa nos seus atos constitutivos, ou seja, não fecha legalmente sua empresa porque consideram os custos altos. Outras 19% das MPEs não fecham por causa do tamanho da burocracia. A Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas promete desburocratizar parte do processo. Assim, o Estado brasileiro, que tem incentivado este tipo de empresa, começa a mudar algumas coisas para facilitar a vida dos empreendedores, seja ajudando eles a participar de licitações públicas, seja ampliando e facilitando suas linhas de créditos.

26. CONSIDERAÇÕES FINAIS;
Com a abertura econômica, que teve seu início em 1991, as empresas passaram a ter necessidade de aumentar a produtividade e a qualidade de seus produtos. As empresas que não possuem capacidade competitiva perdem espaço, sendo substituídas pelas mais eficientes ou pelo aumento das importações dos produtos no qual o país é menos eficiente.
Para tanto, as empresa exportadoras devem possuir capacidade e características próprias de produção, ter tecnologia e uma gestão de recursos humanos onde haja uma integração voltada à conscientização de “estar” no mercado externo, isso as diferenciam positivamente em relação às empresas que produzem somente para o mercado interno.
O roteiro descrito para a internacionalização das MPME`s, de maneira clara e de fácil entendimento para empresários e não-empresários, que muitas vezes não possuem conhecimento serve também para profissionais da área. Devendo ser divulgado amplamente, pois só assim as MPME’s poderão acessar com maior facilidade o mercado externo.
Esta pode ser uma saída para aquelas empresas que não têm tempo, pessoal nem dinheiro para desenvolver mercados estrangeiros, mas desejam estabelecer uma identidade corporativa e de produto em âmbito internacional.
Concluímos, portanto, que para ser um empreendedor é preciso ter iniciativa de colocar em prática todas as suas idéias e vende-las de forma persuasiva e dinâmica.
É preciso seguir alguns passos para que a realização se transforme em um exemplo de vida e dedicação motivando outras pessoas a também criarem algo em sua caminhada. Finalizamos com uma frase de Baltasar Gracian filósofo e escritor espanhol do século XVI, conhecido como líder do concepticismo:
"Não existe ninguém que não possa ensinar algo a alguém, e não existe ninguém tão excelente que não possa ser superado."
27. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASAS BAHIAS, Disponível em: , acesso em: 01 jun. 2009.

WIKIPEDIA. Disponível em: , acesso em: 01 jun. 2009.

CHIAVENATO, IDALBERTO. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. São Paulo: Saraiva, 2005.

CLEMENTS, P. Seja Positivo: Guia para executivos. Trad. Sandra Couto. São Paulo: Clio Editora, 1995.

DORNELAS, JOSE CARLOS ASSIS. Empreendedorismo: Transformando idéias em negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001. (11° reimpressão)

DORNELAS, JOSE CARLOS ASSIS. Empreendedorismo corporativo, como ser empreendedor, inovar e se diferenciar em organizações estabelecidas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

DRUCKER, PETER. F. Inovação e espírito empreendedor: Princípios e praticas. São Paulo: Enio Matheus Guazzelli & CIA. LTDA, Pioneira, 1986.

FARREL, L. C. Entrepreneurship: Fundamentos das Organizações. São Paulo: Atlas, 1993.

FERREIRA, PAULO GITIRANA GOMES el al. Empreendedorismo e Práticas Didáticas nos Cursos de Graduação em Administração: os Estudantes Levantam o Problema. Anais do Enampad, 2003.

FILION, LOUIS JACQUES. O empreendedorismo como tema de estudos superiores. Brasília: Seminário: A universidade formando empreendedores, 1999.

HIGSTON, P. Como abrir seu próprio negocio. São Paulo: Publifolha, 2001.

HISRICH, ROBERT D. e PETERS, MICHAEL P.Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2004.

HOELTGEBAUM, M., TOMIO, D. A necessidade das universidades formarem
empreendedores – o caso da FURB e propostas. In: Revista de Negócios, 7 (2): 41- 53, abr/jun, 2002.

MARCONI, MARINA DE ANDRADE e LAKATOS, EVA MARIA. Técnicas de pesquisa. planejamento e execução de pesquisa, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2002.

MARCOVITCH, J. Pioneiros & empreendedores. A saga do desenvolvimento no Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.

McCLELLAND, D. C. The Achieving Society. New York: D. Van Nostrand, 1961.

MAXWELL, JOHN C. O Pensamento que faz a Diferença: 11 recomendações para pessoas bem- sucedidas para mudar e viver melhor. Trad. Eliane Fitipaldi Pereira. Rio de Janeiro: Campus, 2003.

RAMOS, F. H. Empreendedores histórias de sucesso. São Paulo: Saraiva, 2005.

STIMSON, N. Treinando seus funcionários: O Guia do Manager. Trad. Sandra Couto. São Paulo: Clio Editora, 1994.

SCHUMPETER, J. A . Teoria do Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1949.

SOUZA, EDA CASTRO LUCAS De. A disseminação da cultura empreendedora e a mudança na relação universidade empresa. In: Souza, Eda Castro Lucas de. Empreendedorismo: competência essencial para pequenas e médias empresas. Brasília: ANPROTEC, 2001.

TRANJAN, R. A. Pegadas: descubra por que fazer a travessia traz abundância nos negócios e na vida. São Paulo: Editora Gente, 2005.

VERGARA, SYLVIA CANSTANT. Projetos e relatório de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 2003. (4° Ed.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MUITO OBRIGADO - SEJA NOSSO SEGUIDOR - EDUARDO AYRES DELAMONICA