15/06/15

MANOEL GOMES DE FARIA - A VERDADEIRA BIOGRAFIA DO FUNDADOR DE SÃO MANUEL




Manoel Gomes de Faria, este é o nome de um dos fundadores do Município de São Manuel, nascido em Camanducaia Estado de Minas Gerais em 4 de outubro de 1780, filho de Jesuino de Faria e Dona Messias Gomes, compartilhou com seus pais a administração da fazenda e seus primeiros estudos foram com professor particular.
Quando adulto entrou para Exercito e após três anos foi promovido ao posto de Alferes, desligando-se em 1804. No mesmo ano volta ao município de Camanducaia e contrai matrimonio com Delphina Carolina Lopes Pedroso ela filha de Antonio Pedroso e Ana Lopes Pedroso.
No ano de 1834, Manoel e sua esposa, mudam-se para a cidade de Rio Claro no Estado de São Paulo onde formou uma fazenda. No entanto por questões políticas, sofreu perseguições de pessoas que eram contrario ao império e em 1844 deixou o município.



Grande capitalista e proprietário de vastas porções de terras nos municípios de Botucatu e Itu, no ano de 1870 patrocinou a doação de 29 alqueires de terras para a criação de um povoado ou freguesia de Botucatu e logo se formaria em município de São Manoel do Paraizo. Ainda publica em jornais de grande circulação a venda de porções de terras nos municípios de Itu e São Manoel de Botucatu.
No mês de janeiro de 1888 sua esposa falece e, em abril do mesmo ano aos 100 anos, casa-se pela segunda vez com a botucatuense senhora Maria Scarpelli. Tal fato, talvez curioso pela idade do noivo, foi publicado nos maiores jornais de circulação do Brasil, como no jornal de Vitoria - A Provincia do Espírito Santo, de Minas Gerais - O Baependyano, de Fortaleza – A Gazeta do Norte, do Rio de Janeiro – Gazeta Nacional, de Porto Alegre – A Federação e muitos outros. Tal anuncio, padronizado em todos os meios dizia o seguinte: “Com 100 annos de edade casou-se em Botucatu o Sr. Alferes Manoel Gomes de Faria com a sra. Maria Scapelli.

A respeito do facto, diz uma folha local:
-O noivo é um dos mais importantes capitalistas da Villa de S. Manuel, d´este termo; mineiro de velha tempera veiu para esta província há muitos annos e aqui tornou-se proprietário de uma das melhores fazendas de cultura, a qual a pouco vendeu. É cidadão muito respeoitavel e consta que no anno de 1812 já tinha patente de alferes.”
Outro fato curioso é a morte de uma senhora de nome Martha que era ama de leite do alferes Manoel Gomes de Faria. O que chama a atenção na publicação era a idade da mesma que faleceu aproximadamente aos 140 anos, no entanto, sabemos que naquela época os registros principalmente de pessoas negras não eram efetivados de forma precisa e sim pela estimativa, tal foi publicado no Jornal carioca Diário de Noticias de 13 de março de 1892  preceitua: “ Um jornal de S. Manuel do Paraízo da a seguinte e curiosa noticia:
‘Em casa do cidadão Marcolino da Silveira Franco, residente nesta Villa, falleceu em dias do corrente mez uma preta de nome Martha, com 140 annos de idade(!!) aproximadamente.
Foi ama de leite do finado alferes Manuel Gomes de Faria, fazendeiro importante que aqui residia e falleceu em 1890 com idade superior a 100 anos.
Gozava ainda de todas suas faculdades intelectuais a preta Martha que, sendo natural da antiga cidade de Casa Branca , lembrava-se que durante o tempo de sua permanência ali existiam apenas alguns ranchos de palha.”
Assim como anunciado o alferes Manoel Gomes de Faria faleceu no ano de 1890.
A este visionário, que protagonizou a criação de um pequeno município, no entanto não menos importante que os maiores, deve-se aqui a população de São Manuel render suas homenagens e sempre lembrar que graças as forças de um homem honrado devemos a nossa existência.
Alferes Manoel Gomes de Faria, este nome deve ser também transcrito na constelação de São Manuel.