22/05/16

FRANCISCO MARTORELLI - Jornal o Estado de São Paulo a bengala e o Charuto.



Descrever em palavras ainda com o compendio do resgate o que foi o cidadão Francisco Martorelli, traz me ao ápice de tentar entender um cidadão em várias faces, desvendar este homem fascinante é um desafio, portanto, ao que me sobra é o resgate de uma biografia fantástica de uma pessoa, inteligente, agente de várias atividades que no município de São Manuel expressou como poucos o espirito de luta e desenvolvimento de um local. Jornal o Estado de São Paulo a bengala e o charuto foram bens inseparáveis durante sua trajetória.
Martorella Francesco nasceu em Rivello na Itália, a 6 de julho de 1867, filho de Braz Martorella e Geronima Barone Martorella embarcou para o Brasil com 19 anos de idade chegando ao país em 22 de dezembro de 1886 em companhia de seus irmãos Vicente, Mansueto e Inês, aqui chegando abrasileirou seu nome para Francisco Martorelli, residiu por um período em Piracicaba onde trabalhou como caixeiro de uma loja que era da família de Prudente de Morais, logo mudou-se para São Manuel, o Jornal o Tempo em sua edição de 6 de outubro de 1957 descreve sua  personalidade dizendo: “ (...)culto e bom, por todos estimado.”. Martorelli logo se familiarizou com o local, integrando-se definitivamente a vida pública do município, onde exerceu em 1888 o cargo de intendente municipal, que é relativo a o de prefeito nos dias de hoje, nos anos de 1893 e 1894 exerceu o cargo de delegado de polícia, em 30 de agosto de 1895 foi eleito vereador.

ACERVO DA FAMÍLIA MARTORELLI


Casou-se com Adelina de Almeida Barbosa em 27 de setembro de 1890 ela filha de Victorino José Barbosa e Adelaide Barbosa, faleceu em 9 de novembro de 1937, desta união nasceram os filhos:
Brás Martorelli, nascido em São Manuel em 11 de setembro de 1892, que foi agricultor e tesoureiro da Prefeitura Municipal, casou-se com Maria Alcântara Queiroz tendo os filhos Francisco, Braz e Marco Antônio;
Vitorino Martorelli, nascido em São Manuel em 13 de setembro de 1894, falecido no mesmo ano;
Francisco Martorelli, nascido em 05 de agosto de 1896, jornalista e comerciante, casou-se com Carolina Campos em 4 de julho de 1918 teve os filhos Antônio, Décio, Atílio, Maria Regina e Maria Helena;
Jerônimo Martorelli, nascido em São Manuel em 22 de outubro de 1898, professor da Escola Normal, casou-se em 9 de abril de 1921 com Isabel Blasi, tendo os filhos Clélia, Hugo e Odila;
Joaquim Martorelli, nascido em São Manuel em 16 de dezembro de 1906, funcionário público estadual, casou-se em 24 de janeiro de 1933 com Beatriz Spreranza, pais de Martha e Francisco Antônio;
Adelina Martorelli, nascida em São Manuel em 28 de janeiro de 1908, casou-se em 26 de junho de 1928 com Jeronimo Annicchino e tendo os filhos Leda, Norma e Youlanda.
Ainda o jornal Carioca A Notícia descreve o falecimento de sua filha Maria que pelos relatos deveria ser criança: “Finou-se em São Manuel do Paraiso a inocente Maria, filhinha do Senhor. Francisco Martorelli. ”.

Dentre suas múltiplas funções Francisco Martorelli, foi membro do Partido Constitucionalista, agente dos jornais paulistanos “O Pirralho” e “O Sacy”, durante sua vida se tornou o mais antigo agente correspondente do Jornal “O Estado de São Paulo”, foi barbeiro, joalheiro e relojoeiro dono do estabelecimento comercial denominado de “A Pendula Internacional” fundada em 1888, foi também representante do Consulado Italiano no Município de São Manuel, foi maestro da Banda Italiana em São Manuel, prestou relevantes serviços à comunidade doador dos relógios pertencentes a Igreja Matriz e também do prédio do Paço Municipal. Era maçom tendo inaugurado em São Manuel em 25 de junho de 1892 a Loja Maçônica América II.

LOJA MAÇÔNICA AMÉRICA II - 1903



Francisco Martorelli faleceu com 90 anos de idade na data de 2 de outubro de 1957 consumido pela diabetes. A consternação foi geral no município, algumas homenagens foram feitas, O prefeito da época senhor Antônio Dalaqua determinou que “fosse coberta sua urna mortuária com uma bandeira do município e decretando luto oficial por três dias. ”. O Jornal o Estado de São Paulo enviou o representante Rodrigo Soares de Oliveira para acompanhar o funeral em nome do jornal, este muito ligado também a família Martorelli. Em nome da Câmara Municipal falou o vereador Carlos Delgallo “(...) declarou no final que a Câmara Municipal de São Manuel, como iniciativa, e em primeiro plano, considerava o extinto, Cidadão Sãomanuelense, em virtude de ter o finado servido ao Município, em quase todos os postos públicos de relevância. ”. Também discursou o senhor Mansueto de Gregório, ex-presidente do Sindicato dos Cinematografistas e presidente honorário do Círculo Operário do Ipiranga de São Paulo, o Jornal o Tempo também mandou seu representante o senhor Bartholomeu Luiz Danziato. “O corpo do extinto foi trasladado para São Manuel, onde se realizou o enterro, as 10 horas do dia 3 no cemitério local. Dentro da mortuária, foi colocado um exemplar de “O Estado”.        

Um homem fascinante deste não poderia passar a margem da percepção da história, este trabalho traduz com alegria a elevação daquele que merece ser lembrado. Francisco Martorelli por si só é o exemplo vivo dos que se foram e deixaram um legado fantástico. O da construção. 


24/03/16

JARDIM DE INFÂNCIA EM SÃO MANUEL - 1915

Existem situações que nos surpreendem em São Manuel, quem passa pelas casas antigas não sabe a história contida nelas. Em nosso centro precisamente na Avenida Irmãs Cintra em frente ao nosso hospital onde hoje funciona uma clínica laboratorial funcionou um jardim de infância que foi fundado em 2 de outubro de 1915. Tal educandário foi criado e administrado na época pela Diretoria do Hospital Casa Pia São Vicente de Paulo, que tinha como presidente neste período o senhor Comendador José Manuel Pupo e como provedor o senhor Coronel Cosme Pedroso.

DÉCADA DE 20

2016

No ano de 1917 tal Jardim de Infância contava com 74 alunos, é certamente um pedaço da história esquecida dos nossos antepassados. 




 
NESTE LOCAL ERA  RECREIO DAS CRIANÇAS
FOTO DE 1927 E TEVE NOME DE EXTERNATO IMACULADA CONCEIÇÃO

14/03/16

DR. GERALDO PEREIRA DE BARRO

Nasceu em São Manuel, estado de São Paulo, filho de Antônio Emydio de Barros e de Eliza Pereira de Barros em 21 de março de 1910.
 Passou sua infância na Fazenda Redenção em São Manuel com seus pais e irmãos, onde fez seus primeiros estudos.

 Posteriormente foi estudar com os Padres Jesuítas em São Paulo (Colégio São Luiz); Rio de Janeiro (Colégio Santo Ignácio) e depois em Friburgo no Estado do Rio, onde concluiu seu curso secundário. Ainda estudou nesse período em Jaboticabal, São Paulo, também em colégio orientado pelos Jesuítas.
 Aos 17 anos embarcou para a Europa onde viveu durante 03 anos tendo conhecido praticamente toda Europa. Nesse período cursou e se formou em um curso de Química Industrial em Hamburgo na Alemanha.
 Retornando, passou a se dedicar aos negócios da família, principalmente a agropecuária.
 Em 1937 casou-se com Dinah de Paula Barros, nascida em Bocaina, São Paulo, onde residia com seus pais e em Jaú onde tinham propriedades.  O casal teve 03 filhos: Eduardo de Paula Barros, Geraldo Pereira de Barros Filho e Jacinto José de Paula Barros.
 Iniciou sua vida pública por volta de 1945 em Lençóis Paulista, onde sua família possuía propriedades, na função de Provedor da Santa Casa de Misericórdia, então em construção.
 Foi eleito Prefeito Municipal de Lençóis Paulista em 1948, concorrendo como candidato único, tendo em vista o sucesso de sua participação na construção da Santa Casa Local. Sua administração foi bastante profícua, destacando-se o saneamento do rio Lençóis, a abertura da cidade com diversos loteamentos urbanos feitos pela Prefeitura. Conseguiu ainda junto ao governo do Estado diversas melhorias como: Posto de Saúde, Escolas, a criação e a instalação da Comarca, contando com o apoio de seu irmão o Governador Ademar de Barros.
 Encerrando seu mandato transferiu-se para São Manuel onde em 1952 foi eleito Prefeito. Em sua administração diversas obras foram realizadas entre outras: o Mercado Municipal e o prédio dos Correios e Telégrafos.
 Em 1954 foi eleito Deputado Estadual com significativa votação em toda a nossa região, sendo o 2º mais votado em todo o Estado de São Paulo. Sua atuação parlamentar sempre foi voltada para o interior, principalmente para a nossa região o que lhe granjeou grande número de amigos. Com sua atuação para Barra Bonita foi um dos que mais batalhou defendendo as olarias daquele município quando da construção da Usina Hidroelétrica pela qual foi um dos grandes lutadores. Como deputado foi o autor do projeto que emancipou Igaraçu do Tietê atendendo reivindicação tanto de Barra Bonita quanto de Igaraçu do Tietê.
 Em 1958 foi reeleito Deputado Estadual novamente com significativa votação em toda a região, procurou atender e amparar as Instituições de Caridade, tendo construído com os seus subsídios da Assembleia os primeiros Hospitais e Casas Maternais em Pardinho, Santa Maria da Serra e Areiópolis.  Além da Saúde a Educação constituiu sua preocupação permanente, onde inúmeras escolas foram criadas, ampliadas ou reformadas em decorrência de sua incansável atuação, inclusive a instalação do Curso do Magistério em Barra Bonita.
Em 1962 é eleito Deputado Federal, representando a nossa região. Continuou sua luta por todas as cidades da região, particularmente as que lutavam para crescer como é o caso de Barra Bonita. Durante esse período sua atuação foi decisiva para a instalação do Hospital das Clínicas de Botucatu, batalhando muito pela instalação dos cursos de Medicina, Agronomia e outros da UNESP em Botucatu, que até hoje atendem toda região.
 Em 1966 deixou a vida pública já vitimado pela doença que acabaria por ceifar a sua vida.
 Faleceu em 09 de junho de 1970, aos 60 anos em São Paulo, após longa e dolorosa doença. Deixou como exemplo, acima de tudo a sua preocupação com a sua região, dedicando todos os seus esforços para que as nossas cidades tivessem a infraestrutura de que hoje dispõe para o seu desenvolvimento.








11/03/16

ESTAÇÃO DAS ALMAS


Na madrugada em neblina, sua mão guia-me sob o fraco lumiar dos lampiões que balançam ao vento. A madrugada gelada vai transformando a nossa respiração em sutis vapores a formar imagens de nossas tão distantes lembranças... E algo cortante dói em nós, no cair do sereno. Uma vontade de escorregar pelos trilhos rumo ao passado, em dueto com as gotículas que escorregam nas vidraças da estação.
Olho em suas mãos e vejo a velha e judiada mala de velhos guardados, amores não vividos, desejos ainda vivos, retalhos de entes queridos...
Olho em minhas mãos! Assusto-me ao perceber que não consegui desfazer-me de nada que me foi precioso um dia... Está tudo aqui, comigo, dentro de mim a transbordar pelos meus poros. Começo a vasculhar
a minha bagagem de vastos amores e nefastas dores, minha perdição. Memórias que jamais se apagam e ainda são guiadas pela sua mão. Todos os cheiros de viagens nunca esquecidas, um misto de piche dos trilhos e creolina de lavatórios, mistura-se ao odor de tantas e tantas memórias e pessoas que um dia passaram pela mesma estação.
Olho para cima e a escuridão observa-me em silêncio. O frio resfria a minha alma amante, aplacando a minha vontade de mulher viajante.
Viro-me e vejo o meu pequeno lugarejo adornado por frágeis luzeiros! Encontro-me mais e mais nele e por ele! Percebo-me despida de todo o resto! Minhas vestes são a vastidão que vejo! Visto-me do meu lugar de luzes foscas! Sinto-me queimar no fogo de seus luzeiros com intensidade! Como nunca antes! A densa neblina espalha mística sonoridade em boleros de um gramofone ao longe... Talvez seja Barrios, um dos que estariam na preferência daquele que um dia seria o meu pai! “Amapola”, atemporal deslizando entre o passado e o futuro... “amapola” vibrando em meu ventre de buscas e andanças, no incessante carregar de malas da alma. “Amapola” a marcar os nossos passos ecoando pela plataforma orvalhada.
Sinto-me abraçada pelas costas. É você! Sempre você! Olhos faiscantes a iluminar cada uma de minhas constantes paradas na estação. Sob os nossos longos e pesados casacos, cobrimos todos os nossos segredos, sejam eles de de pele ou de planos, de emoções ou de panos, divinais ou mundanos. E muito além dos mistérios, acalentamos os nossos sonhos, tanto os raros como os insanos.
Tudo à nossa volta insiste e converge para que busquemos o nosso passado. Para que regressemos ao nosso início.  À medida em que aceitamos a viagem, o barulho nos trilhos vai perdendo a sua força, o apito cessa... E....Desesperados de ansiedade e ópio, assistimos a parada do trem, e nos arrepiamos no estridente raspar de suas rodas no metal, a rasgar o tempo e adentrar os espaços. Subimos a ocupar os nossos assentos, rumo ao passado, até que os lampiões fiquem cada vez mais apagados atrás de nós...
A música não para! Encantado gramofone a dispersar Barrios desfeito em magias, na madrugada da estação das almas... E eu... Desfaço-me sob os seus olhos... Na estação das almas...


10/03/16

FOTOS ANTIGAS DE CAMPINAS

1922 -  RUA BARÃO DE JARAGUA 

1922 RUA BARÃO DE JARAGUA

Bazar Conceição 1953

BILHETE DO BONDE

ESTAÇAO DA CIA PAULISTA

ESTAÇAO DE CAMPINAS 1910

ONIBUS DA VIAÇÃO CAPRIOLI 

PRAÇA CARLOS GOMES 1918

RODOVIARIA DE CAMPINAS 1980

RUA BENJAMIN CONSTANT DECADA DE 60



TEATRO MUNICIPAL DE CAMPINAS

01/03/16

FOTOS ANTIGAS DE RIBEIRÃO PRETO

1904 CADEIA E FÓRUM

PRAÇA LUIZ DE CAMÕES

CARTÃO POSTAL DA RUA ALVARES CABRAL

CLUBE RECREATIVO

TEATRO DA PRAÇA 15 DE NOVEMBRO - AO FUNDO TEATRO PEDRO II

TEATRO PEDRO II INAUGURADO EM 1930

PRAÇA 15 DE NOVEMBRO