14/06/2018

A MORTE DO DISTRITO DE ALFREDO GUEDES:

      
                         Infelizmente venho anunciar a todos a morte de um distrito, local histórico de fabulósos encontros, onde em muito era um recanto aprazível que denotava em suas ruas a história de um tempo, ACABOU, o prefeito local Prado com seu plano mirabolante de exclusão da memória dos antepassados de lençóis e de nossa região está conseguindo aos poucos, minado as lembranças de um povo. O prefeito, incerto gestor na certeza do esquecimento e naquilo que embora possa prolatar que é para o progresso erra. Não se progride senhor prefeito nas questões abobalhadas e sem planejamento algum.
                               O senhor prefeito Prado apagou a história de um povo para ficar ele na história como o homem que furtou as lembranças da população do Distrito de Alfredo Guedes, as dizimou sem a piedade que merece.
                               Agora podemos confirmar, aqui jaz um distrito que não deixou rastro pelo furacão destemido da prepotência, falta de preparo e sobretudo falta de cultura.
                               Espero que o lençoense se lembre disso nas eleições e também enterre eleitoralmente o incompetente, homem que o diálogo não abraçou, homem que a falta de inteligência é sobreposta sobre o caráter.
                               Senhor prefeito não se apaga a memória de um povo assim, o senhor é um assassino da memória de seu povo.
                                       INFELIZMENTE O QUE NOS RESTA É O QUE NOS SOBRA.


Eduardo Ayres Delamonica


PREFEITO PRADO


FOTOS DO BLOG - GUARDIADELENDAS
http://guardiadelendas.blogspot.com/





02/05/2018

fFOTOS ANTIGAS DE SÃO PAULO 6

 Alameda Barão de Lima 1906

Avenida Paulista 1902 


Avenida Paulista 1906

Avenida Tiradentes 1906

Chacara Da. Veridiana 1906

Escola Normal - Jardim da infancia PRAÇA DA REPUBLICA 1902 2

Escola Normal PRAÇA DA REPUBLICA 1902

Escola Polytechnica 1902

Escola Prudente de Moraes 1903

Jardim da Luz 1903

LARGO DA SÉ 1906

Largo do Palacio 1901

Largo do Rosario 1902

LARGO SÃO BENTO 1902

LARGO SÃO BENTO 1906 


RIA DIREITA 1906

 RUA FLORIANO DE ABREU 1903

RUA SÃO BENTO 1906

RUA SÃO JOÃO 1902 

26/04/2018

ZEFERINO PASQUINI O GOLEIRO SÃO-MANUELENSE

Zeferino Pasquini nasceu em 30 de setembro de 1636, era filho de Agostinho Pasquini e Júlia Pasquini, irmão de Zelma, Ofélia e João Pasquini, começou sua carreira futebolística como goleiro nas categorias infantil e juvenil da extinta São-manuelense, no ano de 1953 passou a integrar a equipe de futebol denominada de Jim da Serra que disputava o Campeonato Amador de São Paulo. Foi justamente neste campeonato que a equipe do Corinthians o descobriu, trazendo-o a fazer parte de sua equipe profissional, o goleiro ais 17 anos de idade, fechou um contrato de CR$ 5000,00 mensais, um grande salário na época para uma promessa do futebol, o Jornal Mundo  Esportivo de São Paulo em 16 de julho de 1954 ressalta essa condição: “ (...) Antes mesmo de ter oportunidade de aparecer frente a fiel torcida Zeferino acompanha seu novo clube na temporada que realizou por gramados do Pacifico. Tradando-se como se vê um elemento muito novo cheio de qualidade e que no futuro há de ser de extrema utilidade para o Corintianos desde que repetimos são indiscutíveis seus predicados, seu arrojo e segurança na meta. ”.      
Zeferino era reserva de Gilmar dos Santos Neves e após 3 anos no Corinthians, transferiu-se para o Paraná defendendo a meta do Londrina Esporte Clube, entre “indas e vindas” defendeu o Londrina por 10 anos, mas teve passagens pelo Náutico (PE), Clube Atlético Paranaense, Coritiba Futebol Clube, Portuguesa Santista, Barretos, Olímpia e Marilia, no entanto Zeferino tinha como sua casa o Londrina Esporte Clube, onde nunca negou sua paixão. 
Após aposentado foi treinador de goleiros e administrador do Estádio do Café por mais de 30 anos
Faleceu dia 24 de abril de 2011 aos 74 anos de idade, certamente outra lenda que deve permanecer nos anais descritos dos são-manuelenses vencedores este também foi tão grande e deve permanecer assim, mais um sangue de nosso município que circula nas veias de nosso Brasil onde aos brasileiros cabe somente entender como uma pequena porção de terras pode ser irrigada por gente tão vencedora, este é a sina do são-manuelense   

. “Posso resumir minha vida como 85% de alegria e 15% de tristeza. Sempre estive ligado ao esporte, ao futebol, e ao longo destes anos desenvolvi muitas amizades, seja com pessoas de 10, 12 anos, seja com pessoas de 80 anos ou mais” Zeferino Pasquini






Fontes
http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/zeferino-1938








JOÃO CAMPEIRO A VOZ SERTANEJA DE SÃO MANUEL




Quem visita a cidade de São Manuel tem em mente e já ouviu falar que é a terra de Tonico e Tinoco, no entanto, o município que muito contribuiu com gente de qualidade em todas as áreas também contribuiu na área sertaneja, não! São Manuel não é a terra somente de Tonico e Tinoco, embora estes são expoentes do mundo no que tange à música sertaneja brasileira, mais devemos aqui relevar homenagens a João Campeiro que em sua época era tão importante e famoso quanto.
João Batista Moglia (João Campeiro) nasceu em São Manuel em 24 de junho de 1941, ganhou de seu pai Gaudino, aproximadamente aos 9 anos, seu primeiro instrumento que foi um cavaquinho e logo aprendeu a tocar, a música já estava no sangue. Nesta época ele já cantava com seu irmão Lucio Moglia.
João Moglia iniciou sua carreira formando dupla com Zé Trigueiro. A dupla era chamada de “Zé Trigueiro e João Batista e ficou conhecida pela música “Volta por Cima” (1964), musica esta que era de autoria de João sendo gravada no ano de 1964, tal canção ganhou o troféu Chapéu de Palha. Posterior a isso a dupla se separou João Moglia passou a cantar solitário e procurando um parceiro para a formação de nova dupla, quis o destino que na sede da UASP num ensaio de roda de violeiros fossem colocados frente a frente João Moglia e Garcia, ambos chegaram à conclusão que poderiam formar uma dupla.  Assim na década de 60 nasceu a dupla Garcia e João Campeiro.
Esta foi na sua época uma dupla vencedora que fazia muito sucesso e gravaram vários discos, deixou a carreira em 1972, seu filho José Moglia em seu Blog “José Moglia Gospel” faz está ressalva:   “Sem dúvida nenhuma a dupla formada com o Garcia foi uma das maiores sensações dessa época de ouro da música sertaneja Brasileira, são a referência para muitas duplas raízes até os dias de hoje, embora não seja tão citado como Tião Carreiro e Pardinho, pois saiu de cena (deixou de gravar e cantar profissionalmente em 1972), mas eram seus amigos e nem por isso deixou de cantar, pois em casa tínhamos o prazer de ouvi-lo todos os dias, e como era bom vê-lo usar o maior dom que recebeu de Deus, o dom de cantar e compor, sinto saudades dessa época maravilhosa (...)” João Campeiro enfrentava nesta época uma grave doença onde ficou Cego e Surdo. O blog Recanto Caipira no texto elaborado por Sandra Cristina Peripato descreve os últimos momentos de João Campeiro:
A conversão ao Evangelho, Deus mudou a história do então famoso João Campeiro, em seus últimos dias de vida se converteu, e gravou com seu filho José Moglia uma música da Shirley Carvalhais, "Árvore da cruz" (que foi gravada em 12 de julho de 1992), e após essa gravação na mesma semana ele perdeu sua voz. ”
João Campeiro faleceu em 26 de outubro de 1992, a voz do poeta se calou. São Manuel tem esta dívida em homenagear seu filho que há muito levou o nome de nossa cidade nos rincões do Brasil. Certamente é uma dívida que nosso município deve a este que foi um dos grandes da nossa música sertaneja de raiz.
Não podemos mais tratar estes grandes homens com a pequenez do esquecimento.
Seu filho José Móglia descreve em seu blog, sua trajetória e a importância deste homem para a música brasileira uma carta in memoriam, emocionada:



“São Paulo, 26 de outubro de 2013.

Carta à João Campeiro, pai, marido, trabalhador, músico, cantor e amigo!!  (In Memoriam - 24/06/41 à 26/10/1992).

Sei que não podes lê-la agora, mas na eternidade vou poder vê-lo e dizer pessoalmente o quanto o amamos em vida, e como foi bom tê-lo como o sacerdote e cabeça de nosso lar, sem dúvidas tivemos um grande homem que viveu entre nós.
Pai querido e amado, minha alegria é escrever sabendo que estás com Cristo, vivo e certamente nos aguardando, digo a ressurreição dos mortos, quando Deus nos dará o privilégio de termos um corpo ressurreto, restaurado e glorioso, e aí vou vê-lo e nos alegraremos porque nossos nomes estão escritos no livro da vida (nós que cremos e aceitamos Jesus Cristo como salvador de nossas almas) e breve chegará o tempo em que estaremos para sempre com o Senhor!

Em quanto isso, como não lembrar depois de 21 anos de alguém tão especial?

Um ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, o ser mais especial de Deus, único, desenhado pelo dedo divino, porém como todo homem que veio após Adão, somos pecadores, sujeitos aos pecados e a termos erros e acertos, sonhos e esperanças, dificuldades e bênçãos, mas graças a Deus que nos cercou com sua eterna e bondosa graça em Cristo Jesus que nos amou e nos escolheu desde a eternidade. Certamente é algo bom relembrar de cenas e momentos especiais vividos em família, quantas noites nós (filhos), juntos com a tia Iracema (in memoriam), tio Milton, vô Gaudêncio (in memoriam), tio Lúcio (in memoriam), e os nossos queridos primos sentávamos todas as noites e proseávamos, e até altas horas ríamos e falávamos da família em geral, do passado, de histórias do interior vividas por vocês, e dos momentos em que o senhor era sucesso no Brasil, de quando cantou o “pagode de Brasília” no palanque onde Juscelino Kubitschek  discursava em Brasília e como sacudiu Brasília com a música sertaneja raiz, onde brasileiros cheios de sonhos e esperanças o ouviam sobre suas expectativas ao Brasil, ou mesmo quando a tia Iracema falava de quando se apresentou no circo da Vila Brasilândia e simplesmente não tinha lugar, pois todos queriam te prestigiar e vê-lo, desse disco “Vencendo Sempre”, a onde a música “Arrependida” tornou-se  um clássico pelo mundo a fora, e o “pagode dos treze” que foi uma música engraçada e um sucesso mesmo
diante de um   número que para muitos era considerado azarado, e também de suas viagens por todo Brasil, e de quando ia e voltava sem documentos, sem os ternos (isso aconteceu várias vezes), mas de todas suas aventuras pelo Brasil e fora em outros países da América do Sul, também lembro (dos relatos contados por tia Iracema, minha mãe e por você “João Campeiro”) do saudoso programa “Festa na Roça” a onde se apresentava em todos os domingos e inclusive a música “Chaves do Apartamento” do disco arrependida que era uma febre, ao chegar no palco as pessoas pegavam suas chaves e balançavam, pena que os arquivos da rede Record (TV Tupi) se perderam num incêndio, puxa como faz falta essas fotos e gravações que se foram!.

Bons tempos em que Garcia e João Campeiro eram o ponto alto da rádio Tupi, programa que ia ao ar todas as manhãs em São Paulo, às 7 horas, cantavam ao vivo, algo inédito na época (no Brasil), saudades de nossos papos em que falava que muitas duplas chegavam a gravar a mesma música por de 20 vezes, e como vocês tinham facilidade e que sempre na primeira passada já gravavam, e de como mencionava que muitas duplas eram tão boas e capazes, porém que não tiveram a mesma sorte que vocês, e  como tinha uma consideração muito grande pelos amigos, mesmo depois de muitos cantores famosos que não saiam de casa terem desaparecido, mas mesmo assim nunca guardou mágoas. Saudades daqueles momentos em que minha mãe relatava que ensaiavam em casa e o vô “Careca” o Sr. José Amâncio (recebi meu primeiro nome em honra ao
meu avô por parte de mãe) vinha em casa só para vê-los, pois gostava demais dos ensaios, Como queria poder assistir e vê-los cantar e encantar, mas em fim ficaram saudades dos momentos “em casa” quando pegava a caixinha de fósforo e fazia um ritmo de pagode, e quando cantava como se estivesse num palco, com tanta emoção e perspicácia que tocava quem o ouvia de longe. Contudo o que mais me marcou foi sua humildade, simplicidade, o ser digno, trabalhador, responsável e por amar minha mãe. Graças a Deus pelo amor que nos deu durante o tempo que tivemos a possibilidade de viver contigo, Pai, João Batista, conhecido como João Campeiro, mesmo depois de 21 anos após seu falecimento, minha impressão é a de que foi ontem que conversávamos e te via cantar música sertaneja raiz, que o ouvia rindo, pois era muito brincalhão, e nunca me esquecerei de que me chamava de “Zé Capitão”, apelido carinhoso que usava ao se referir a mim, só posso concluir dizendo que também foi linda a história de amor onde minha mãe (Maria Helena) “fugiu” de casa para viver ao seu lado lindos 28 anos, e sem dúvida nenhuma essa mulher guerreira nunca deixou de cuidar de todos nós, minha mãe amada é uma grande mulher, simples, humilde e transformada pela graça de Deus. Puxa que família extraordinária, não somos perfeitos, mas algo que aprendi com essas pessoas sensacionais, é que vale a pena o amor, os valores que recebi, as alegrias vividas, isso mesmo não sendo ricos ou não tendo glamour ou fama, mas ser feliz por saber o real valor de uma família digna (pai, mãe, avô, tio, irmãos e irmãs e outros parentes maravilhosos) (...)”.



DISCOGRAFIA


VÍDEOS









PROFESSOR JOSÉ LIBERATI DE SÃO MANUEL A PREFEITO DE OSASCO



             José Liberatti assumiu o governo do Municipio de Osasco em 31 de Janeiro de 1970, era natural de São Manuel e chegou em Osasco em 1956 indo lecionar no Grupo Escolar Vila São José hoje denominada de Escola Estadual Júlia Lopes de Almeida. No ano de 1957 se tornou inspetor de ensino primário permanecendo no cargo por dez anos. Em 1967 assume as funções de Secretário de Educação e Cultura do governo de Guaçu Piteri, onde tem elogiada atuação, e dai saiu para se candidatar a prefeito. Foi eleito prefeito em 30 de novembro de 1969 assumindo a cadeira em primeiro de fevereiro de 1970 onde governou ate 31 de janeiro de 1973.
             Ele foi o responsável pelo desenvolvimento do primeiro Plano Diretor da cidade, que teve a contribuição do urbanista José Wilheim. 
O remodelamento da cidade teve início pelo Centro, com a abertura de avenidas que tinham a finalidade de fazer a integração dos bairros periféricos com o Largo de Osasco. 


Foi na sua gestão a construção da ponte que liga o Centro a Presidente Altino, seguida da abertura da avenida Maria Campos. 
A urbanização alcançava até a ponte do Rochdale e o trecho que liga à marginal do rio Tietê. É bom ressaltar que nesta época ainda não existia a rodovia Castelo Branco. 
Foi na gestão de Liberatti que se desenvolveu o projeto da passagem do elevado ao Jardim das Flores. Nessa época, foram abertas as principais avenidas que interligam a cidade com as avenidas dos Remédios, João Ventura, Getúlio Vargas (integração zona Norte) e Autonomistas (liga toda a região Oeste).

O prefeito José Liberatti também foi o responsável pela instalação do primeiro quartel do Corpo de Bombeiros na cidade.
Este são-manuelense se notabilizou como um dos maiores prefeitos de Osasco. 



GRUPO DE PESSOAS QUE ELEGERAM JOSÉ LIBERATTI


JOSÉ BENEDITO CANELAS DE SÃO MANUEL PARA O SENADO


José Benedito Canelas nasceu em São Manuel (SP) no dia 3 de outubro de 1938, filho de Alberto Luís Canelas e de Hercília Lara Canelas.
Técnico empregado pela Companhia de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso (Codemat) em diversos trabalhos de integração rodoviária no estado, em 1966 elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Cáceres (MT), cumprindo mandato até 1971. No pleito de novembro de 1970, elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de Mato Grosso na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar vigente no país desde abril de 1964. Assumindo o mandato em fevereiro de 1971, foi líder do governo na Assembléia a partir de 1973.
Eleito em 1974 deputado federal por Mato Grosso na legenda da Arena, encerrou seu mandato estadual em janeiro de 1975 e, no mês seguinte, assumiu uma cadeira na Câmara. No exercício do mandato, foi suplente da Comissão de Minas e Energia e membro efetivo da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara.
Membro do conselho deliberativo da Fundação Mílton Campos para Pesquisas e Estudos Políticos, entidade mantida pela Arena, candidatou-se ao Senado em uma das sublegendas apresentadas pelo partido em Mato Grosso. Sua candidatura ligava-se ao grupo político liderado pelo ex-governador Pedro Pedrossian, de origem pessedista, e derrotou, no pleito de novembro de 1978, por considerável margem a do também arenista José Garcia Neto, ex-governador do estado. Durante a campanha eleitoral, foi acusado de ter-se envolvido em negociações irregulares de terras, mas foi defendido junto às autoridades federais pelo futuro governador Frederico Campos.
Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1979 e, no mês seguinte foi empossado como senador. Suplente do secretário da mesa do Senado, participou ainda na condição de titular das comissões do Distrito Federal, Saúde e de Legislação Social.
Assumiu em março de 1983, a presidência da Fundação Mílton Campos.

Em 25 de abril de 1984 a emenda Dante de Oliveira, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República já em novembro desse ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Benedito Canelas votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, derrotando o candidato do regime militar, Paulo Maluf. Contudo, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.
Deixou o Senado em fevereiro de 1987, sem disputar o pleito de novembro de 1986 e, afastando-se da carreira política.
Casou-se com Sueli Maria de Pinho, com quem teve três filhos, faleceu em 1 de janeiro de 2016 de infarto.
Publicou Programa de colonização (1975), Plano de desenvolvimento integrado Alto Guaporé-Jauru(1976).
FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileirosRepertório 
(1975-1979); Estado de S. Paulo(5/12/78); Globo (26/4/84 e 16/1/85); 
Jornal do Brasil (5 e 22/11/78); NÉRI, S. 16Perfil (1980); Política; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (9).