14/01/2012

MEMÓRIA - EECA DE BOTUCATU UMA VOLTA AO PASSADO

Lembro-me das carteiras, do cheiro desta escola, a saudade me cobrou ao ver estas fotos, estudei no EECA na década de 1980 assim me vi na obrigação e satisfação em fazer uma homenagem.
Inaugurada em 16 de maio de 1911 sendo o seu primeiro diretor o Professor Martinho Nogueira.  


















ACERVO DE JOSÉ PEDRETTI NETO






ACERVO  DE MARIA ANNA MOSCOGLIATTO

Biblioteca com o prof. mattos estudando ao fundo

Canto Orfeônico com prof. Francklin Mattos data desconhecida no Salão Nobre

  Chegada do maestro Braga a Botucatu



 Folder de Botucatu 1967 Governo Amaral de Barros


 Formandos 1963 visita à vinícola Fazendinha



Solenidade com Bispo, banda e Soldados

Professores 1922


Inauguração Busto a Caxias 1942

Inauguração Busto Caxias

 Inauguração Busto de Caxias

Outra turma do Canto Orfeônico no salão nobre data desconhecida

Professorandos de 1941

 Quadro de Formatura do IECA 1920

 EECA TEATRO AMADOR ESCOLA NORMAL CARDOSO DE ALMEIDA

 TAENCA no Rádio

 Tiro de Guerra Turma de 1936 - data da foto 01 10 1936

Tropas gaúchas no Largo da Escola Normal  com Praça XV do lado direito

Tropas gaúchas no Largo da Escola Normal vistas apartir da Pça XV

 Turma da Ruth Paganini

Formandos 1955 4ª série ginasial.

ACERVO DO PROFESSOR FLÁVIO LOBO

 Desfile 50 anos do IECA foto Satake

JPNetto professores func da Secreta IECA anos 1960

 Prof Flávio Lobo na lousa

Prof. Agostinho Prof Pedretti e Prof. Flavio Lobo

Professor Aranha Pacheco na sala de Química e esposa

Professores do IECA anos 1960


Turma Científico anos 1961



EX ALUNOS
REDAÇÃO DO 'O ESTUDANTE'
 Na foto, de 1939, os então redatores e alunos da 5a série da escola:
  Hernani Donato

  José A. Sartori

  Manuel Lopes

  Francisco Marins

  Arlindo Ayres Camargo

Carmen da Silva Paes (Martin) discursa, em frente ao Busto de Duque de Caxias, em 25-08-1942. Esse busto fica no jardim de entrada daa Escola Cardoso de ALmeida.Ela, no momento, representava os alunos da Escola Profissional (depois Escola Industrial e atualmente, ETEC Dr. Domingos Minicucci Filho). Cada escola de Botucatu mandou um aluno orador representante para a inauguração desse patriótico busto. Lembremos que era a "era do governo de Getúlio Vargas e o patriotismo estava à flor da pele". Ao lado dela, podemos ver o professor de Biologia e idealizador da confecção desse busto de Caxias, Dr. Sebastião de Almeida Pinto. (Pai do dramaturgo Alcides Nogueira e primo do pai de Carmen). Mais ao fundo, vemos o Professor Alfredo Franklin de Mattos.


(Acervo de Carmen Sílvia Martin Guimarães)

 Aluna Esther da Silva Paes (Barbin) - Formatura de Professora Normalista na Escola Normal de Botucatu- Ano: 1948. Esther ainda é viva, está com 84 anos, mora em São Paulo. Lecionou a vida inteira como Professora Primária, embora tivesse cursado a Faculdade de Letras- Português. Compunha, ao lado de sua irmã Therezinha da Silva Paes (Secco), o coral da  Escola Normal, regido pelo Professor Alfredo Franklin de Mattos.


Therezinha da Silva Paes (Secco)- Normalista da EECA, em sua formatura, 25-12-1949. Também fez o Curso de Administração Escolar no Instituto de Educação Cardoso de Almeida. Aposentou-se como Professora Primária e mora em Botucatu. De sua turma, ela foi a primeira classificada no Curso de Normalista todo; por isso, ganhou do Governo Estadual, como Prêmio , uma Cadeira de Professora, sem ter prestado concurso. Quem a levou a São Paulo para escolher a Cadeira foi o amigo e também aluno da Escola Normal, Hernâni Donato, grande escritor botucatuense. Ela escolheu, então , a escola de Areiópolis, removendo-se, posteriormente, para Botucatu. Também fazia parte, ao lado de sua irmã Esther, do Coral do Professor Alfredo Franklin de Mattos, pois tinha uma belíssima voz.


PROFESSORES.
 Professor Alfredo Franklin ede Mattos
Nasceu em Guaratinguetá em 1883. Formou-se em música pelo Instituto Nacional de Música (RJ), tendo obtido a medalha de prata de sua turma. No Instituto foi contemporâneo de Heitor Villa-Lobos e discípulo de Francisco Braga. Conforme lembrou certa vez o Maestro Samuel Kerr, “era considerado o melhor aluno de F. Braga”.
Diplomou-se professor na Escola Normal Caetano de Campos (SP), onde estudou com João Gomes Jr., com quem aprendeu a valorizar o canto orfeônico no ensino da música.
Em 1919, tornou-se catedrático de música, por concurso, da Escola Normal de Botucatu, onde fundou o Orfeão das Normalistas, que se projetou no Estado de São Paulo, na década de 1930.
Em 1931, dirigiu a passagem por Botucatu da Caravana Artística Villa-Lobos, que, contou ainda com as presenças dos pianistas João Souza Lima e Lucila Villa-Lobos.
Em 1934, organizou a homenagem a João Gomes Jr. no Colégio dos Anjos da mesma cidade e, em 1939, esteve à frente das festividades que concederam a Francisco Braga o título de cidadão botucatuense. Nessa ocasião, ensaiou um conjunto coral com 3000 estudantes e passou a batuta ao Mestre no dia da execução.
Além do "Hino da Escola Normal de Botucatu" (1923), compôs, entre outras músicas, a valsa "Saudade" (1921), "Canto da Verônica" (1923), "Hino dos Estudantes" (1933), com versos do Padre José Melhado de Campos, as canções brasileiras “Recompensa” (1934) e “Onde está a ilusão?” (1935) e o "Canto da Paixão - As Sete Palavras" (1939), gravado em CD no Espaço Cultural da CPFL em Campinas, sob a regência do Maestro Henrique Lian, em 2007.
Morreu em 1947, quando cogitava fundar em Botucatu um Conservatório Dramático e Musical.


 Carmem Barbosa Garcia (1915-1973)
Nasceu em 6 de abril de 1915, frequentou todos os cursos, desde o primário até o antigo curso de Normalista, na Escola Normal de Botucatu. Formou-se professora primária em 1934, quando era Diretor Architiclínio dos Santos. Sua média geral no diploma é de 76,55. Foi substituta efetiva durante o ano de 1935, na mesma escola. Em 1936 ingressou no ensino primário do Estado, por concurso de ingresso, partindo para a cidade de Palmital, onde exerceu suas funções (estagiária) durante dois anos, naEscola Mista Rural do Bairro da Água do Meio. A seguir, ainda por concurso, foi transferida para a Escola Mista Rural da Fazenda São João, de propriedade do Dr. Lúcio Motta, nesse mesmo muinicípio, onde premaneceu por dois anos. Por concurso de remoção, transferiu-se para aEscola Mista da Fazenda Boa Esperança, permanecendo por três anos, sendo então, e sempre por concurso, nomeada para ocupar o cargo de ajudanta no Curso Primário da Escola Normal de Botucatu, ministrando alternadamente ensino do primeiro ao quinto ano primário. Por decreto de 18 de dezembro de 1957, foi nomeada, a partir de 24 de abril de 1958, Diretora do Curso Primário em substituição a D. Edith Dias de Oliveira. Também por decreto, de 25 de abril de 1958, foi designada para exercer a função de Diretora do Curso Primário Anexo, cargo que exerceu até 25 de setembro de 1969. Aposentou-se no dia 19 de novembro de 1971. No ano seguinte foi convidada e aceitou o cargo de Diretora da Escola de Primeiro Grau Municipal "Dr. João Maria de Araujo Jr", primeira escola municipal de Botucatu, onde permaneceu até 10 de abril de 1973. Faleceu aos 12 de agosto desse mesmo ano, em Botucatu.

 Genaro Lobo
         O professor Genaro Lobo, filho de Arthur Alves Lobo e Luiza Cristina de Araújo Lobo, nasceu em Itapetininga, em 30 de novembro de 1893, onde fez os cursos: primário, normal secundário até o terceiro ano, transferindo-se para São Paulo, onde completou o quarto ano, diplomando-se Professor pela antiga Escola Normal Secundária da Praça da República, sob a direção do prof. Oscar Thompson, tendo sua primeira nomeação, como professor primário, em Piraju. Transferindo-se para Botucatu, em 1918, passou a lecionar no Grupo Escolar “Cardoso de Almeida”. Casou-se com a professora Acácia Antonia Pavão, que também lecionava nesse Estabelecimento. Em Botucatu, nasceram os seus filhos: Flávio, Cynira, Hermano e Elza. Foi nomeado para a vaga de Desenho Pedagógico, na Escola Normal “Dr. Cardoso de Almeida”, até aposentar-se com trinta e três anos de exercício. Lecionou, também, Francês e Desenho no Colégio Arquidiocesano, atual Colégio la Salle, em Botucatu. Desde os doze anos de idade, por vocação, dedicou-se ao estudo do português, francês, à poesia, ao teatro, desenho e pintura. Em Botucatu, com diversos elementos da nossa sociedade, conseguiu encenar algumas de suas peças, com grande sucesso. Fez Rádio-Teatro com amadores botucatuenses, na Rádio Emissora de Botucatu. Criou o curso de Teatro Amador na Escola Normal, com seus alunos. Já aposentado, mudou-se para Campinas, onde continuou a lecionar Francês em ginásios particulares, entrosando-se na literatura e no ambiente artístico dessa grande cidade. Redigiu e levou ao ar, pecinhas de meia hora sobre motivos de músicas populares, para o programa “Sua Música, Seu Romance”, da Rádio Educadora de Campinas, em 1952. Prefixo: PRC-9. Em 1956, transferiu-se para são Paulo, onde faleceu sua esposa, em 1957. Aceitando o convite para fazer parte da Academia Cristã de Letras, foi muito homenageado, ocupando a cadeira nº 16, cujo patrono é Coelho Neto.Frequentou a “Casa do Poeta”, participando de todas as atividades, como palestras e homenagens, declamação de poesias de autores célebres. Lecionou Francês no Ginásio Jabaquara, até o seu jubileu, com 70 anos de idade e 50 de magistério, onde também foi muito homenageado. Contraiu novas núpcias com a Sra. Francisca Scaglione, que muito o incentivou a continuar editando mais alguns dos seus livros, para vê-lo feliz com a divulgação de suas obras. Residindo em São Paulo, foi convidado para ser membro honorário da ACADEMIA BOTUCATUENSE DE LETRAS e, numa reunião festiva, prestigiada pela presença dos acadêmicos Alceu Maynard de Araújo (seu primo), Dr. Francisco Marins, Hernani Donato e muitos dos seus ex-alunos e companheiros amigos. Recebeu essa homenagem com muita alegria. No dia 29 de setembro de 1984, veio a falecer, faltando dois meses para completar 91 anos.
Bibliografia:
“O Reencontro”, (Romance) 1918; “Das Cidades às Serras” (Burleta Nacionalista), 1921; “Vamos Viver” (Drama em 03 atos), 1924; “Celeste” (pequena novela), 1927; “Cabecinha de Vento” (drama em 03 atos), 1927; “Deusa Pagã” (Fantasia Oriental em 04 atos), 1927; “Canário da Terra” (Comédia Romântica em 03 atos), 1928; “O Amor é uma Bola” (Alta Comédia em 03 atos), 1928; “Bodas de Prata” (A com 03 atos), 1929; “Quatro Histórinhas em Verso”, 1931; “Princesa do Sol” (Burleta Nacionalista), 1938; “Ovelha desgarrada” (Drama em 03 atos), 1942; “Folhas ao Vento” (Alta Comédia, em 03 atos), 1943; “Cortina de Fumaça” (novela radiofônica), 1943; “A Caipirinha na Capital” – 1943; “Vence o amor” (Drama Radiofônico), 1944; “Um Grande Amor Nunca se Esquece” (Peça radiofônica em 03 atos), 1944; “Perfídia” (Novela Radiofônica), 1945; “Aventuras de um Escroque” (drama em 03 atos) 1945; “Pedro Graxa” (Drama em 03 atos), 1952; “Peças de ½ hora” – Temas radiofônicos, 1952; “Coração de Poeta” (Novela para a Televisão), 1964; “Coquetel para Dois” (Versos), 1964; “Musa Inquieta” (Versos) 1966; “Canto do Cisne” (Versos), 1972; “Educação, problema nacional” – 1974; “Memórias” (Aos filhos), 1975; “Madrigais de Outros Tempos” (Versos e Crônicas- inédito), 1977; “A Última Escalada” (Palestra homenageando o Dia do Poeta, na Academia Cristã de Letras” – poesias e crônicas – 1977; “Temas Populares, com um pouco de humorismo” (versos – inédito), 1982.
(Texto extraído, integralmente, do livro “Dicionário de Escritores Botucatuenses”, de Olavo P Godoy, 1ª edição – 1999)

 João Queiroz Marques
Nasceu no ano de 1916, aos 9 dias do mês de março, em Itaberá, Estado de São Paulo. Era o quinto filho de Adélia de Queiroz Marques e de Joaquim Marques, farmacêutico e pessoa influente da cidade. Ingressou na Universidade de São Paulo, numa das primeiras turmas do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, onde se formou. Já casado com a Sra. Áurea Turriani Marques, prestou concurso no Estado de São Paulo para obter cadeira no magistério de Ciências quando foi aprovado com nota máxima. Escolheu a Escola Normal de Botucatu, onde passou o restante de sua vida e teve três filhos. Recebeu o premio Cientistas de Amanhã, da UNESCO (1963) e também, em outra ocasião, o título deCidadão Botucatuense. Posteriormente foi também professor de Ciências Naturais e Biologia, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Emílio Peduti de Botucatu, bem como de Didática de Biologia, na Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (hoje UNESP). Editou em 1963, em parceria com Prof. José Antonio Sartori o livro Iniciação Científica. Os livros eram impressos em tipografia e montados, capítulo a capítulo, em torno da mesa da sala de sua casa. Posteriormente, os direitos autorais foram adquiridos pela Editora Nacional que passou a edita-los a partir de 1970. Como representante da CADES - Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário, na área de Ciências, formou centenas professores em áreas remotas do país, onde disseminou a idéia dasFeiras de Ciências, nas quais os alunos demonstrariam experiências científicas aprendidas na escola. Estava ele em plena produção com suas aulas e seus livros, com seus projetos de novos livros e de dicionários científicos quando não se sentiu bem. Foi para São Paulo para fazer um check-up. Um derrame, em pleno leito do hospital, roubou-lhe a vida em 7 de abril de 1972, aos 56 anos. Ainda é comum encontrar-se ex-alunos do prof. Marques em diversos lugares do país, que comentam dele com carinho e muita consideração. É frequente ouvir falar de escolas ou de Feiras de Ciências que levam seu nome, em homenagem ao professor que passou por sua juventude. Seu legado fez e faz história e ainda hoje, muitos anos após sua morte, encontramos professores de ciências que utilizam seus livros, bibliotecas que os mantém em suas prateleiras e sebos, que os vendem como acervo de referência. Um homem que se tornou eterno para quem o conheceu.
 José João Cury
Jose João Cury graduou-se (bacharelado e licenciatura) em Línguas Neolatinas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em 1955. Em 1959 foi aprovado em concurso de ingresso ao magistério secundário e normal do Estado de São Paulo e lecionou na rede pública durante 30 anos, tendo sido Professor no Instituto de Educação Cardoso de Almeida em Botucatu entre 1960 e 1967. Concluiu o Mestrado em Teoria Literária na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1977 com a dissertação "A Quantificação e a Análise dos Dados na Narrativa Teatral" (sob orientação de Décio Pignatari) e o doutorado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (Escola de Comunicações e Artes) em 1988 com a tese "O Teatro de Oswald de Andrade: a intertextualidade como procedimento estruturante." Desde 1973, foi professor titular de Teoria da Literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie e de Discurso e Estética Teatral na Escola de Arte Dramática da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, tendo se aposentado em 2008. Publicou um grande número de artigos em periódicos especializados e em anais de eventos, capítulos de livros (além de 2 de sua inteira autoria) e orientou cerca de 20 dissertações de mestrado (veja mais detalhes em seu currículo na plataforma Lattes do CNPq). Recebeu, em 1967 o título de Professor Emérito do Instituto de Educação Cardoso de Almeida e em 1980 a Medalha dos 10 Anos,do Instituto Metodista de Ensino Superior. Atua na área de artes, com ênfase em discurso teatral. Em suas atividades profissionais interagiu com dezenas de colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Em sua passagem pela IECA, teve uma participação fundamental na formação de muitos de seus alunos. Abaixo, o depoimento de um de seus ex-alunos do IECA.
 José Pedretti Neto foi, antes de tudo, jornalista. Começou cedo na profissão, trabalhou em diversos jornais e recebeu muitos prêmios ligados à área. Também foi educador, lecionando tanto para adolescentes quanto para jovens adultos. Além disso, também foi escritor, escrevendo sobre a cidade que amava, Botucatu.


 Maria Emília Mendes Blasi
Nasceu em Dois Córregos SP, no dia 21-2-1915. Fez os primeiros estudos nesta cidade, tendo desde os 8 anos de idade, aulas de piano com o professor Modesto Tavares de Lima. Aos 12 anos de idade foi transferida para Botucatu , onde seus pais a matricularam no internato do “Colégio dos Anjos”. No Santa Marcelina prosseguiu seus estudos de piano com a Irmã Antonieta. Em 1932 ingressou na Escola Normal Dr. Cardoso de Almeida de Botucatu, onde se formou naturma de 1935. Casou-se no ano seguinte com o botucatuense Francisco Blasi, vindo a ter três filhos: Maria Amélia, Francisco Serafim e Fernando Antonio. Em 1947 foi admitida como Professora Assistente da Cadeira de Biologia da Escola Normal de Botucatu, cadeira esta regida pelo Dr. Sebastião Almeida Pinto. Nesta função, assumiu as aulas de “Anatomia e Fisiologia Humanas”, e “Puericultura”. Permaneceu em exercício até 1955.Após este período dedicou-se ao trabalho em diversas entidades sociais e religiosas. Participou como fundadora do Clube Lyons em Botucatu, como Conselheira fundadora do Movimento Bandeirante , e como membro atuante das “Damas de Caridade Nossa Senhora de Lourdes”. Faleceu em 15 de abril de 2002 nesta cidade.

Maria Amélia Blasi de Toledo Piza
Nasceu em Botucatu a 8 de junho de 1937, filha de Francisco Blasi e Maria Emilia Mendes Blasi. Realizou os estudos fundamentais no Instituto Santa Marcelina, transferindo-se para a Escola Normal “Dr.Cardoso de Almeida” onde concluiu o Curso Normal em 1954. Continuou os estudos em São Paulo, onde diplomou-se no Curso Superior de Piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1957. No ano seguinte diplomou-se pela Escola de Belas Artes Santa Marcelina, obtendo o diploma do Curso Superior de Desenho Geral e Pedagógico. 
    Em 1959 ingressou no corpo docente do recém fundado Conservatório Santa Marcelina em Botucatu, onde passou a ministrar aulas de Piano, História da Música e Folclore. Em 1968 foi contratada para aulas de Desenho Pedagógico, Desenho Geométrico e Geometria Descritiva para o segundo grau, do agora Instituto de Educação “Dr. Cardoso de Almeida” concomitantemente com as mesmas disciplinas no Colégio “Professor Euclides de Carvalho Campos”, permanecendo nestas funções até 1978. Participou do corpo docente da Faculdade de Artes Práticas Santa Marcelina, aberta em 1975, ministrando aulas de História da Arte, Desenho, Pintura e Estética, até seu encerramento em 1979.
    De 1963 a 1978 foi assistente do Museu Histórico “Pe. Vicente Pires da Motta”, assumindo sua direção “Ad Honorem” de 1980 a 1988 quando ele foi municipalizado tomando o nome de “Museu Histórico Francisco Blasi”, em homenagem a seu fundador. Em 1982 assumiu o Setor de Difusão Cultural da Prefeitura Municipal de Botucatu, que veio a se desenvolver e se transformar na Secretaria de Cultura . Organizou os fundamentos do Museu de Arte Contemporânea “Itajahy Martins” e da Orquestra Sinfônica Municipal, permanecendo nestas funções até 1988.
    Em seu Atelier particular ministrou aulas de pintura e desenho até 1995, quando ingressou no programa de pós-graduação em Artes, promovido pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP Bauru. Em 1997 obteve o Mestrado e passou a desenvolver um programa de pesquisa em Artes Plásticas, apresentado na ANPAP – Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. Em 2004 obteve o Doutorado em Arte Brasileira, pela mesma instituição. 
 Maria Apparecida da Rocha Camara 
(Dona Cidinha)
Maria Apparecida da Rocha Camara, Dona Cidinha, teve toda uma vida na Escola Normal de Botucatu. Aluna de 1924 a 1937, onde frequentou o primário, o “complementar” e o curso normal. Foi funcionária de 1946 a 1984 e professora, de 1966 a 1988. É filha de professora primária na mesma escola, Maria Adalgisa Rebouças. Foi aluna entre 1924 e 1937; frequentou o primário, o “complementar” e o curso normal. Foi colega de pessoas, que citava com ternura, ao longo da vida. Assim, a Dirce Leite Pinheiro Machado (futura esposa de Jorge Pinheiro Machado, futuro diretor da Escola Industrial, por muitos anos), a Enedina Faro Pinheiro Machado (futura esposa do Adolpho Pinheiro Machado, futuro diretor da Escola Normal, por muitos anos) a Lidy Coraini, a Tita Pardini. Seus quatro irmãos: Euclides Pinto da Rocha, Edgard Pinto da Rocha, Rubens Pinto da Rocha e Gabriel Pinto da Rocha, graduaram-se normalistas pela Escola Normal. Seus filhos Fernando e Marina também frequentaram a mesma amada Escola Normal. Seu pai, João Pinto da Rocha, lá da Photografia Rocha, e depois Foto Rocha fotografou Botucatu ao longo de sua história. Em 1946, Dona Cidinha foi nomeada Preparadora de Ciências e História Natural, e ulteriormente efetivada. Era assistente de ensino, respectivamente de Luiz Pinho de Carvalho e de João Queiroz Marques. O Laboratório tinha um microscópio, projetor, mini-museu de geologia, zoologia e botânica. Havia feto humano, taxidermia, com animais conservados e um esqueleto humano. Alunos continuamente traziam animais para serem classificados e preservados, para estudo. Ocorriam sessões educativas de projeções sobre malária e outras doenças tropicais, para todos os alunos da Escola. Anos depois foi relocada na disciplina de Física, como preparadora. Nesse novo laboratório, havia um material igualmente muito ilustrativo. Poderemos citar uma réplica perfeita de locomotiva a vapor, máquina eletrostática, hemisférios de Magdeburgo (para demonstração da pressão atmosférica), espingarda de pressão, instrumentos de medida (paquímetro, Palmer), pêndulos, luneta, corneta acústica, instrumentos de óptica, acústica, termologia, termometria e mecânica. Dona Mariazinha Pacheco cuidava do Laboratório de Química e o Sr. Chico Avalone, do de Ciências e História Natural. As aulas práticas eram parte do curriculum, naquele tempo. Em momentos de disponibilidade, Dona Cidinha, como era conhecida pelos alunos, prestava sua colaboração na Biblioteca, e até na Secretaria em certas ocasiões. Participava de bancas, nos exames orais, como outros membros do corpo docente. Pintou, com outros colaboradores, uma bandeira do IEECA, que ornamentou em um quadro, o saguão do mesmo, por algumas décadas. Paralelamente, graduou-se em Geografia na ITE, em 1966. Passou a lecionar mediante atribuição de aulas, no IECA. Manteve suas funções anteriores. Prestou concurso de ingresso, lecionou em Conchas e ulteriormente voltou, agora como titular de Geografia no IECA. Continuou em ambas as funções, até que se aposentou. Só não tirou o IECA de seu coração. Amou seus Alunos. Amou sua Escola. Amou tudo que fez. Abriu seu “Céu da Boca Alimentos”, loja de alimentos congelados, onde se comunicava com seus clientes, alunos e amigos, com troca de receitas, memórias e atenções. Quando hoje em meu consultório médico, meus pacientes olham o quadro com o EECA, na sala de espera, e vêm a foto de minha mãe sobre a mesa, referem-se a sua ex- professora, com inusitado carinho. Retirou-se de nosso convívio em 2004, deixando um legado de retidão, competência e delicadeza.  Aplausos à pessoa mais suave e reta que Deus colocou em meu caminho!...

Sebastião Almeida Pinto
 Nasceu em Botucatu a 25 de setembro de 1902. Filho de Sebastião Pinto Conceição e Amélia Paes de Almeida Conceição, de tradicionais famílias botucatuenses, fundadoras e pioneiras de Botucatu. Formado professor pela Escola Normal Oficial de Botucatu, ali exerceu os cargos de Professor de Biologia, secretário e Diretor desse estabelecimento. Formou-se em Farmácia pela Escola de Farmácia e Odontologia de Pindamonhangaba, em 1919. Bacharelou-se em Medicina pela Faculdade Fluminense de Medicina (1934). Dedicou-se quase 50 anos de seu profícuo trabalho à Santa Casa de Misericórdia Botucatuense, onde foi, durante muito tempo, o responsável pela enfermaria de homens daquele nosocômio. Jornalista, um dos primeiros membros da Academia Paulista de Imprensa, publicou trabalhos durante toda a sua existência, em vários jornais desta cidade (como Tempo de Dante, Dia de Hoje, no Correio de Botucatu) , no “Pulso” (Órgão noticioso da APM) e jornais da região. Através desses relatos, pode-se conhecer praticamente toda a história de Botucatu e de suas famílias. Historiador, publicou dois livros significativos no estudo da formação dos botucatuenses: “No Velho Botucatu” e “Botucatu no Setor Sul”, onde relata os episódios da Revolução de 1932, da qual participou na qualidade de Tenente Médico do Batalhão Universitário “Fernão Salles”. Membro fundador da Academia Botucatuense de Letras, cuja cadeira tem por patrono Alceu Maynard de Araújo, que foi seu aluno e grande amigo. Professor Emérito do Instituto de Educação “Dr. Cardoso de Almeida” e Instituto Santa Marcelina. Fundador do Aero Clube de Botucatu, que lhe prestou significativas homenagens durante seus funerais, com aviões sobrevoando o séqüito. Um dos fundadores do Centro Cultural de Botucatu em 1942. Vereador por muitos anos à Câmara Municipal de Botucatu, onde exerceu a presidência. Presidente de honra do Teatro Amador da Escola Normal de Botucatu – TAENCA – e um dos homens que erigiram o prédio próprio da instituição. Sócio-fundador do Botucatu Tênis Clube, onde exerceu, durante muito tempo, as funções de médico. Faleceu em 1979. 
Créditos do Texto: Olavo Pinheiro Godoy









FONTES DE PASQUISA:

http://www.ybytucatu.net.br/eeca/index.html
http://www.oocities.org/br/eecabotucatu/
http://www.armandomoraesdelmanto.com.br/?area=artigos&id=23&pagina=5
http://www.ybytucatu.net.br/eeca/100AnosEECA/Fotos/
http://www.youtube.com/watch?v=2yofZVb9N_0&feature=related

19 comentários:

  1. Meu DEUS, ESTOU RECORDANDO MEU TEMPO DE BOTUCATU, ESTUDEI NO EECA, NO CARDOSO,NO SANTA MARCELINA E NO ULTIMO OBJETIVO...SAUDADES DA TERRINHA, SOU DA FAMILIA BACCHI....EU MORAVA ENFRENTE AO TENIS CLUBE, AO LADO DO FOTO ROCHA...RSRSRSRSRRS...CLÁUDIA BACCHI

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  2. DUDU...ADOREI SEU BLOG...
    ABRAÇOS E SAUDADES
    PATRICIA
    DA NOSSA FADISC PIZZA (COMO VC DIZIA)

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  3. Adorei o Blog. Sempre estudei no IECA e seu blog me fez recordar de muita gente, de muitos recantos da escola e de Botucatu. Felicidades.

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  4. Terminei o ginásio, em 1959, no Colégio (Arqui)Diocesano e Escola Técnica de Comércio N. Sra. de Lourdes. Fui aluno dos dois melhores professores que tive em minha vida: João Queiroz Marques e Mário Gois. Foi um prazer enorme ler o seu blog. Parabéns e continue. Newton C Braga - C. Procópio, PR.

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  5. José Pedretti Júnior27/6/12 04:15

    Minha família é extremamente ligada a Escola Normal, faz parte da nossa vida. Bela homenagem!!!!

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    1. Mais tbm eh assombrada...

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    2. concordo.... quem não conhece as histórias do salão nobre? Eu estudei no IECA (EECA) e me lembro de histórias que contavam a respeito do piano que tocava sozinho... Minha mãe trabalha lá e tem outras histórias..... (vividas e contadas por ela).

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  6. Eliana Watanabe27/6/12 14:15

    Que delícia rever minha escola...estudei nela minha vida inteira, do jardim de infância até o Colegial, acho que dos 6 aos 18 anos quando terminei....quanta saudade...... adorei ver os porões, a quadra, as classes, as escadas, o laboratório, o busto do Duque de Caxias, os professores.. muito obrigada por nos proporcionar essas lembranças tão boas...

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  7. ABRIU SE UM BAÚ DE LEMBRANÇAS!

    Também fui aluna e professora do IECA e quem desenhou o uniforme com o famoso Brasinha às costas da jaqueta, em marinho e vermelho, quebrando uma tradição, na década de 60.
    Era a declamadora oficial de todas as festas na escola e oradora escolhida em todas as turmas, do primário ao colegial. Média 10 em desenho e português no curso colegial inteiro... Aluna de grandes e inesquecíveis professores. E de colegas que se sobressaíram no mundo artístico e cultural.
    Formei me no final dos anos 60 no curso Normal... Participante do livro dos 100 anos do IECA como convidada a escrever um capítulo, o que muito me honrou.
    Fui Diretora do Museu Histórico e Pedagógico e por empenho político consegui, na minha diretoria, a mudança oficial do nome para Museu Francisco Blasi, pois no meu entender era o merecedor, já que o acervo quase todo e a idéia da formação de um Museu foram dele, Dr. Francisco...
    Participei ativamente do grupo teatral TAENCA, do IECA.
    Então corre IECA, (hoje EECA), nas minhas veias...
    Parabéns e abraços,
    Marlene Caminhoto Nassa
    Escritora, artista plástica, jornalista, mestranda em educação, professora universitária e agora bacharelanda em Direito...

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  8. Passando o Natal em Botucatu, também revi a escola e agora este Blog. Fui aluna e tenho uma vontade imensa de encontrar os livros de francês que era ensinado pelo prof. Mattos e Humberto. Alguém se lembraria do nome das tais gramáticas?
    Roseli
    PS.: Se alguém souber, por favor, podem mandar para meu email: rosevisentin@hotmail.com

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  9. Eh verdade que agora o porao do eeca eh assombrado? Alguem me responde ...
    BJOS

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  10. Estudei no IECA nos anos 80, me chamo Roberto ninguém vai lembrar pelo nome, porém pelo apelido da época (Bruxa), acho que vários amigos vão me reconhecer.
    Estudei com professores maravilhosos, Godinho matemática, Barbin e Passinho Inglês/Francês, Pedro Português, Hélio Fázio Ciências, Guedelha português, Fernão educação física, Dona Niquinha bar da escola.
    Pena que não lembro de outros professores no momento.
    Tive muitos amigos, participamos do programa é proibido colar com o Antônio Fagundes, pelo colégio IECA.
    Voltei ao passado.

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  11. Que saudade!!! Estudei tambem na oitava serie no EECA. Professores: Godinho, Barbin e Guedelha. Bons tempos que nao voltam mais. Obrigada por essa homenagem.

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  12. Estudei no IECA de 1977 a 1987. Muitas lembranças...! Parabéns pelo belíssimo trabalho. abraços

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  13. Estudei entre 1963 a 1967 - Antigo Ginasial. Antônio Jose Carnetta

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  14. Ola colegas o IECA....gdes recosdaçoes,feliz daquele que tem memorias,isso faz nossa historia.Comemoramos esta ano 50a de formados,me formei no magisterio em 1965 e exerci minha profissão por 25a,e sempre me identifiquei muito com essa profissão,adorava estar entre meus alunos e sempre aprendi muito com todos...
    Abraços a todos...Vera Rivas

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  15. Que Deus tenha nosso querido Prof. Jose João Cury. Cury, nós te AMAMOS.

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  16. Gostei da homenagem mas por favor arruma o nome do Martinho Nogueira no comeco. Se escreve Martinho com N no meio, nao Martimho com M. Nao estou julgando, so ajudando OK? O meu computador nao tem acento do Portugues porque moro fora, mas estudei no Cardoso e EECA. Bons tempos!

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MUITO OBRIGADO - SEJA NOSSO SEGUIDOR - EDUARDO AYRES DELAMONICA