18/11/2015

FOTOS ANTIGAS DE SÃO PAULO - 4









Rua do Rosário  ao lado do pátio da Sé 1862

 Rua da Imperatriz  - antiga Rua do Rosário (lado do pátio da Sé) 1887

 Rua 15 de Novembro , antiga Rua da Imperatriz – 1914


 Rua da Impreratriz  1887
 
Rua 15 de Novembro 1914 

 Convento de São Francisco 1862
 
 Academia de Direito 1887
 
 Faculdade de Direito-SP 1914
 
 Rua da Gloria 1862
 
 Rua da Gloria 1887

 Rua da Gloria 1887

 Ladeira do Palácio 1862
 
 Rua João Alfredo – Antiga Rua do Palácio 1887
 
 Rua General Carneiro 1914
 
 Jardim Público – Bom Retiro 1887
 
 Jardim Público – Bom Retiro 1914

 Jardim Público – Bom Retiro 1887

 Vista da Cidade tirada da Torre da Estação da Luz 1914
 
 Bairro do Chá 1887
 
 Teatro Municipal São José 1914
 
 Bairro da Santa Efhigênia 1887
 
 Av. São João 1914
 
 Rua São Bento 1887
 
 Rua São Bento 1914

 Largo Rua São Bento 1887
 
 Largo Rua São Bento 1887
 
 Vista da Cidade de SP 1897
 
 Vista da Cidade de SP 1914
 
 Rua Florêncio de Abreu 1887
 
 Rua Florêncio de Abreu 1914
 
 Largo da Sé e Rua do Imperador 1887
 
 Largo da Sé e Rua do Marechal Deodoro 1914
 
 Rua São João 1914
 
 Rua Direita - 1887
 
 Rua Direita - 1914
 
 Rua da Quitanda  1862
 
 Rua da Quitanda  1887
 
 Rua da Quitanda  1914
 
 Rua da Cruz Preta 1862
 
 Rua da Cruz Preta 1887
 
Rua Quintino Bocaiuva – 1914 

13/11/2015

APÓLICE DE SEGURO DE VIDA DE ESCRAVO - 1862








Fonte de pesquisa - Fundação Biblioteca Nacional

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27/10/2015

ARQUITETO DÁCIO AGUIAR DE MORAES - IDEALIZADOR DO PRÉDIO DO PAÇO MUNICIPAL

O arquiteto Dácio Aguiar de Moraes nasceu no Município de Tiete Estado de São Paulo, após os estudos realizados no Colégio de Itu, foi para a Alemanha onde aos 23 anos de idade graduo-se engenheiro e arquiteto pela Real Escola Técnica Superior de Stuttgart. Logo regressou ao Brasil, tornando-se um ícone na engenharia e arquitetura brasileira. Homem respeitado por todos desenvolveu vários projetos de forma inovadora. O Jornal paulistano Diário Nacional em 22 de novembro de 1928 ressalta

“Arquitetura Moderna em São Paulo – O Sr. Dacio A. de Moraes acaba de enfeixar em pequeno mais eloquente volume, uma serie de artigos publicados sobre asumptos de arte architetctonica.
 O A. esta imbuído das idéias de dar uma nova orientação á Architetura que se tem deixado ficar num estado de forma immutaveis, quando as outras artes avançam acompanhando o rythimo das renovações espirituais e materiaes da vida.
Mas como diz o A: ‘temos felizmente em mãos elementos bastante para adiantar que a luta já se esboçou e que os primeiros obuzes dos olhos lutadores já caíram nos arraiaes desses pioneiros architectura moderna.’
O A.  declara desde logo que é nem ‘passadista’ nem ‘futurista’ procurando no instante ser no seu tempo.
O aspecto graphico do volume muito caprichado.”    


               O  renomado engenheiro deixou sua marca no município de São Manuel, foi construtor do Prédio do Paço municipal e também da casa ao lado.  O terreno pertencia ao Sr. Lupércio de Camargo, que concordou em vende-lo para a edificação da obra se ao lado fosse construído uma casa para ele.
Notem que na casa existe a assinatura de Dácio, ou seja, o A característico deste arquiteto.

 Prédio do Paço Municipal de São Manuel construído em 1908



 Encima a casa construída em São Manuel
embaixo uma casa desenhada pelo engenheiro Dácio, em São Paulo notem a semelhança, esta é a assinatura dele o A. 

               Dacio A. de Camargo e Andre Morgoni eram sócios e proprietários da empresa Construtora Moraes & Morgoni sediada em Botucatu, foram idealizadores na região de varias obras, dentre elas, o Santuário de Santa Terezinha em São Manuel e a Catedral Metropolitana Sant´ Anna  em Botucatu, idealizou muitas obras na cidade de São Paulo dentre elas pode-se destacar a Residência de Armando Alvares Penteado em 1931.



16/10/2015

DESPERTAR

POR CÉLIA REGINA MOTTA 


Desperta-me de mim mesma, guardiã misteriosa...
Arranca-me de mim mesma com suas noites sedutoras... 
Escandalosamente pontilhadas de milenares luzes...
Sussurra-me excitante aos ouvidos de minha índia alma...
desvelando-me segredos de meu passado antigo!
Com seus perfumes de manacás em flor, regendo profana dança de meu espírito em furor!
Desvarios destemidos, em vento devastador!
Notas musicais que alcançam misteriosas e impenetráveis entranhas...

às vezes santa, a dança... Às vezes redentora, a busca! De perdição a ânsia!
Pedras esfolam peles em luta incessante de mágico ardor... Suor em sangue... Viva a cor,
descortinando véus e sombras, encontro-me em trovões! Clarões divinais... Forças místicas a cantar... E eu, inebriada de luar! Embriagada de amar... Em círculos a vagar...
e sigo a garimpar... Reconstruindo... Reconstruindo-me em vozes, cheiros, sensações, exageros, desequilíbrios insanos... Seivas secretas... Êxtase... Dor!

Fez-se então, em frenesi, O AMOR! 



10/09/2015

BAIRRO DOS MACHADO - SÃO MANUEL-SP - O COMEÇO DE TUDO


Deve-se ressaltar que esta edificação católica denota de antes da formação do vilarejo de São Manoel do Paraíso, talvez 1845, 1850 é a capela que hoje ainda existe no Bairro dos Machados.
Não se pode contar a historia desta capela sem contar o surgimento do Bairro dos Machados que junto com o Bairro da Pedreira são os mais antigos do município.
Constituída de uma grande porção de terras a Fazenda Santo Antonio dos Machados pertencia desde 1843 ao senhor Maximiliano Machado. Este veio de Minas Gerais junto com o posseiro Manuel Gomes de Farias, se apossando de uma grande extensão de terras para cultivo.
 No período de 1890 a propriedade do Senhor Maximiliano passa aos seus herdeiros legítimos, seus três filhos, João Machado, Francisco Machado e Zeferino Machado.
Os irmãos Machado, não possuíam condições financeiras para a manutenção e exploração da fazenda Santo Antonio dos Machados, Sebastião Brollo em sua Obra Oriundis nas Terras do Paraíso alerta para esta situação: “Frente as dificuldades necessitaram vender suas terras aos poucos, inclusive obedecendo aos padrões impostos pelos imigrantes”.
Assim o Bairro dos Machados foi sendo alienado em pequenas propriedades. Esta situação vai de encontro ás necessidades dos imigrantes que ocupavam o Município no período. Nesta época, havia uma intensa procura de terras pelos imigrantes, italianos, espanhóis e portugueses, no entanto, os imigrantes recém-chegados, procuravam por pequenas extensões de terras, o que foi um achado, vez que nesta época só havia a venda de grandes porções, São Manuel começa assim a democratização da Terra.
Como já afirmamos a maior dificuldade que havia na época, na região era a aquisição de terras, vez que os fazendeiros tentavam segurar os colonos em suas propriedades, impedindo assim “a formação de núcleos coloniais privados” ainda Brollo afirma: “ A vida no entanto, pregou dessas peças inconcebíveis na época, no fazendeiro e no seu deputado legislador do império, este só idealizando leis favoráveis àquele, sendo que, dividir as terras em sítios e chácaras para vendê-las, constituiu fato não constante na referida emenda da Lei de Terras, pois, óbvio, a grande propriedade estava fora de cogitação, naqueles tempos, de vir ser dividida, tendo sido em São Manuel do Paraíso a salvação do imigrante italiano.” .

Escola Municipal do Bairro dos Machados em 1927
ao centro o Professor Atilio Innocenti.

Tal atitude de retalhar a Fazenda Santo Antonio dos Machados evidenciou que o município seria realmente o paraíso para os imigrantes principalmente os italianos que desejavam adquirir uma porção pequena de terras para cultivo. Neste período foi cultivado pelos novos proprietários café, cereais, frutas verduras, legumes diversos, sendo produzido também vinho de boa qualidade.
Tal atividade de democratização das terras dos Machados começou a trazer prosperidade ao município, vez que os lucros advindos do cultivo e produção eram reinvestidos na própria terra, esta atitude movimentava a economia local, ao passo que os latifundiários existentes no município remetiam seus lucros para outros centros, e cultivavam a monocultura do café, e também dependiam e muito de empréstimos advindos do Estado. É preciso lembrar o que Brollo ensina: “o processo de democratização da propriedade agrícola aspiração política procurada a sua real concretização pelos imigrantes italianos com todas as forças, dada às próprias conceituações do movimento anarquista trazidas da Itália à época.”   







Com a venda de quase todas as porções de terras dos Machados sobrou a Capela da antiga e extinta Fazenda Santo Antonio dos Machados. Tal capela foi doada a Igreja Católica no ano de 1928

Abaixo a copia da escritura de doação da Capela do Bairro dos Machados em março de 1928.
“Livro nº 38 anx: fls: 50 a 53
Primeiro traslado
Escriptura
 de doação que fazem Bernardo
Fernandes Leite e mulher
no valor de -100$000
Saibam quantos esta virem que as sete dias do mez de março do anno do nascimento de nosso senhor Jesús Christo de um mil novecentos e vinte e oitos nesta cidade de São Manoel, Estado de São Paulo em cartório perante mim Tabelião, compareceram como outorgantes doadores Bernardo Fernandes Leite e sua mulher dona Josepha Fernandes Leite lavradores proprietários residentes nesta comarca conhecidos pelos próprios de mim Tabelião bem como das testemunhas adiante nomeadas e assignadas do que dou fé e perante as mesmas testemunhas pelos outorgantes me foi dito que a justo título são senhores e possuidores livres e desembaraçados de qualquer onus ou hipothecas de uma parte de terras com cafezais e outras bem-feitorias situada na Fazenda Santo Antonio dos Machados neste município e comarca de São Manoel  e como melhor consta do decimo sexto pagamento dos autos de divisão de Joaquim José de Oliveira.”

“E pelo cartorio do 2º officio digo do 1° officio que dessa parte de terras tem resolvido de sua livre e expontânea vontade sem constrangimento de pessoa alguma fazer doação á Capella de Santo Antonio de um lote de terreno com a dimensão de oitenta palmos de frente por cento e vinte e um palmos de fundo o qual fica situado juntamente no lugar ocupado atualmente pela capella  existente e com frente para a estrada do Sitio  de Antonio Naliato e dividindo por todos os outros lados com  elles ---(?), e desse modo fazem a doação sem onus de qualquer condição de qualquer espécie ficando  o terreno sob a mesma administração da actual capella que vem a ser a administração catholica romana da diocese a que pertence  esta freguesia que em vista de não estar presente o representante legal da igreja que deveria ser um procurador de sua Exc.Reverendissima o Bispo Diocesano para receber a presente doação marcam elles outorgantes o prazo de trinta dias para que seja aceita expressamente a presente doação encarregando-se da notificação regular a quem de direito o sr Vigario da Paroquia Padre  -----(?) Proprio assim como as testemunhas que assim transferem desde já a posse da capella de Santo Antonio todo o jus dominio e acçoes que tinham em mencionado terreno e apresentaram me a o-----(?) seguinte estado de São Paulo transmissão antes nº 73 exercicio de 1928 valor 100$000 total 71700. A folha do livro caixa fica debitado o Collector dr Julio Fascetti pela quantia  de 71700 recebida de Bernardo Fernandes Leite e mulher imposto de transmissão transcripção  e addicional sobre 100$000, por quanto fazem doação a Capella de Santo Antonio representada pela Mitra Diocesana de um lote de terreno na Fazenda Santo Antonio do Machados nesta comarca com 80 palmos de frente por 125 palmos de fundos. Em tempo vale a entrelinha que diz mulher. Collectoria de rendas de São Manoel do Estado de S. Paulo em 7 de fevereiro de 1928. Sr collector J. Fascitti e escrivão Angelo Delgallo . Decorre assim me disseram e pediram lavrar esta escriptura a mim hoje distribuida que lhes sendo lida – outorgaram e assignaram com as testemunhas Amaro Amando e Augusto Mitilão Rodrigues a tudo presentes assignaram tambem o sr vigario padre ----(?). Doadora que é analphabeta; Antonio Gimenes Filho, e dou fé. Eu João Baptista A. Barbosa  tabelião a escrevi---Bernardo Fernandes Leite, Antonio Gimenes Filho, Padre Jose Maria da Silva Paes Amaro, Amando Augusto Militão Rodrigues.Traladada na mesma e dou fé eu João Baptista A. Barbosa Tabelião, o conferi, subscrevo e assigno em publico (?).”

Cópia original da escritura de doação da capela











Programa da festa no Bairro dos Machados em 1912