FONTE DE PESQUISA ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
25/04/2017
13/02/2017
CAVALEIRO SOLITÁRIO
Existe um cavaleiro anônimo, que quase não é visto
na cidade, ele é tido como ignorante, um matuto, que quase não tem nada na sua composição
vestiaria.
Aos domingos ele sai pra tomar
uns goles e afogar as magoas e frustrações que não foi ele quem plantou, mais
como a vida lhe ensinou ele as colhe, e consegue transformar o gosto amargo da vida em vinho tinto de sangue.


Esse homem de quem eu falo,
tem tanta coragem que chega a se
igualar aos cavaleiros medievais, que com seus cavalos , armaduras e armas iam
aos combates sem saber se voltariam.
Essa coragem o homem aqui citado tem muita, pois sem armaduras nem
arma , ele trava uma batalha todos os dias
pra tirar da terra o sustento da sua família.
Quase sempre esse homem tem
pequena estatura , é franzino como um camafeu mas de coragem como Davi .
Esse homem que trato como
cavaleiro medieval é o ilustríssimo trabalhador rural.
WILSON ROBERTO DE ALMEIDA
17/01/2017
DISTRITO DE ALFREDO GUEDES ESTÁ PERDENDO SUA IDENTIDADE HISTÓRICA

Em muito trabalho no resgate da memória de nossos ancestrais, nossa região é rica como um todo em sua história, não podemos aqui falar da história de Botucatu sem citar São Manuel, Lençóis Paulista, Agudos, Bauru, Barra Bonita, Pontal do Paranapanema etc. e vice e versa, na verdade toda a região está interligada pela história, foi construída pelos desbravadores que acunharam os nomes através das trilhas abertas em matas, de tijolos sobrepostos um a um, da construção de cidadelas, igrejas, enfim, construíram todo o complexo que hoje conhecemos por cidades, municípios e distritos.
De encontro com
a interligação histórica a povoação de Lençóis Paulista teve início em meados
do século XIX, quando o sertanista mineiro, José Teodoro de Souza, fixou
residência no local. Uma outra versão atribui a fundação a Francisco Alves
Pereira que, desligando-se de uma caravana destinada a Goiás, explorou o rio,
mais tarde chamado “Lençóis”, porque suas espumas brancas eram semelhantes a lençóis.
O patrimônio do Bairro de Lençóis, no território de Botucatu, teve início com a
construção da capela em louvor à Padroeira Nossa Senhora da Piedade, sendo
elevado à Freguesia Distrito, em 1858. Poucos anos depois, 1865, foi elevado a
Município. Por existir na Bahia uma localidade chamada Lençóis, mais antiga,
sua denominação foi alterada em 1944, para Ubirama, escolhida em virtude da
cana-de-açúcar ser cultivada em grande escala no Município. O primitivo nome
foi novamente adotado em 1948, acrescentando-lhe “Paulista” para diferenciar da
Cidade baiana.
Armazém em Alfredo Guedes - 1908
A imagem esculpida de São Bom Jesus data de 1926 foi restaurada e hoje se encontra exposta no Memorial Alfredo Guedes. No entanto o distrito antes era denominado de São João Areia Branca que teve sua Estação Ferroviária construída em 1898.
Quem não
conhece deveria, é um local que nos remete a história de nossos antepassados,
muito bem preservado lindo, aprazível, passível de nos remeter ao mais distante
passado, local bem preservado.
No entanto,
infelizmente ao longo dos anos vem sofrendo a depredação histórica que
acompanha aos ignorantes que infelizmente não cultuam e respeitam a memória dos
antepassados. Pessoas desprovidas de valor do resgate de memória que assombram
a cada investida a desmoralização e dilapidação do acervo da própria sociedade,
como se soçobrassem pela própria convicção medíocre e mesquinha, inebriados
pela fumaça que fazem sem objetivo algum.
A dilapidação histórica começa na década de 80 onde foram arrancadas todas as arvores da Praça do Bom Jesus que era a característica de toda praça antiga, sem um estudo programado, arvores, algumas centenárias, foram dizimadas sem sobrar uma que fosse testemunha do melancólico assassinato da história. No mesmo período se foram os lindos postes e pedestais trabalhados com os originais globos de iluminação estes davam à paisagem ares de verdadeiras cenografias de novelas de época.
Certamente uma mulher cuja a garra e o sacerdócio lhe trouxeram a qualificação para a justa homenagem. Excluindo assim a identidade de todos os alunos que por ali passaram. Com a atitude houve a unificação das duas escolas pertencentes a Alfredo Guedes, o infantil que se chamava Philomena Briquesi Boso e o fundamental que tinha como nomenclatura E.E.P.G. Cecília Marins Bosi, dessa fusão apagaram a memória de Dona Cecília, deixando uma lacuna instransponível no tempo e na realidade histórica guedense. Foi uma das mais marcantes ingratidões já registradas no contexto lençoense.
Como se não
bastasse a falta de sensibilidade das autoridades, houve também a dilapidação
dos moveis históricos, antigos, que compunham a sala de espera e a diretoria da
escola, lá haviam, a mesa de centro, porta chapéu com espelho, escrivaninha,
todos bem conservados e sumiram, devo salientar que tais móveis seriam
destaques no acervo do Memorial Alfredo Guedes.
O asfaltamento embora um benefício, trará mais um enterro sobre os paralelepípedos que há muito traduzem a existência de um dos poucos lugares agradáveis, que poderia e muito ser explorado pelo turismo.
O Distrito Alfredo Guedes tem uma característica soberba sobre o manto do tempo que não pode ser apagada desta forma. Devemos preservar e não dilapidar, esta é a máxima, imagine Ouro Preto toda asfaltada, seria um descalabro.
Assim devo
rogar à sensibilidade do Prefeito de Lençóis Paulista Anderson Prado de Lima e
do seu Diretor de Bairro JR. Ticianelli. Ao prefeito local entendo ser pessoa
dotada do mais puro bom senso, embora não o conheça tenho boas recomendações
sobre o mesmo.
Senhor Prefeito é sua chance de resgatar a memória desta localidade, nesta linha eu como pesquisador histórico Eduardo Delamonica, já efetivei diversas incursões ao Distrito de Alfredo Guedes, onde constatei o que estou dizendo aqui.
A mim não é reservado tão somente o grito solitário, muitos aqui clamam por esta avaliação, como de pessoas importantes que entendem que esta história não pode ser enterrada simplesmente com uma camada de piche, devo evidenciar aqui o apoio a este protesto da Vereadora de Lençóis Paulista senhora Mirna Justo, a pesquisadora de Alfredo Guedes senhora Celia Motta a Equipe Aventureiros do Túnel o Senhor Waldemar Bicudo, ainda serão pedidos os apoios que certamente ouvirão nossos gritos do pesquisador de Botucatu João Figueroa ao Professor Doutor Edson Fernandes ao Senhor Thiago Melego dono do Site Área 14 e mais pesquisadores de toda a região. Será uma manifestação de apoio que tem como base a preservação histórica do Distrito de Alfredo Guedes.
Ao prefeito de
Lençóis Paulista fica aqui nosso pedido, não asfalte um tesouro histórico que
este município tem.
21/11/2016
MANDRÁGORAS - POR CÉLIA MOTTA
Eis que o sol se recolhe e desce firme a
escuridão. Enxergo-me dentro de seus olhos e sinto a minha alma na
palma das suas mãos. Nossos corações sabem que cruzaremos um portal único, rumo
ao passado. Ao nosso passado. Ao nosso lugar.
Nossos sentidos serão todos despertados ao mesmo tempo pela sua alma! E
pela alma minha! Cumplicidade extrema! Mágica! Passos incertos nos conduzem à
diáfana e tênue muralha, cortina dos tempos, e conseguimos avistar lampejos de
uma estranha luz. Encontramos o nosso portal... E ousamos atravessá-lo...
estranhas luzes se mostram agora aos nossos sedentos olhos e ansiosos corpos.
Nostálgica e lúdica lembrança reaviva-se em nós e entregamo-nos ao estranho
campo de flores azuis e folhas iluminadas; forte odor encantado nos alucina e
transporta-nos em velocidade desconhecida, para longínquas memórias de amor e
súplicas.
Vejo magos!
Você contempla místicas ninfas!
E eles entonam misteriosas melodias gesticulando à nossa volta, meninas
em asas de borboletas! Vozes gregorianas em um mantra sedutor! Santa heresia!
Sentimos abruptamente a necessidade do contato com a terra mãe! Terra
que tudo abriga! Terra que guarda vivos e mortos! Terra do bem! Terra do mal!
O forte e inebriante odor intensifica-se à medida em que nos abaixamos
para beijar e reverenciar a nossa terra. Nossas almas se desprendem de nossos corpos
que dançam o mantra respirando delicados ópios, e voa... Voa... Espíritos
girantes em desordenada pulsação.
Sentimos o contato úmido e abençoado da mãe natureza que tudo vê e tudo
sabe; agora conseguimos ver a luminosidade dos caules das sutis flores azuis:
são mandrágoras florescendo e tocando as nossas pedintes e suplicantes mãos
espirituais. Mandrágoras vivas! Raízes mágicas que se misturam aos nossos
seres.
O êxtase aproxima-se de nós e estamos iluminados pelas folhas de
mandrágora em luz, estamos absorvidos e engolidos pelo odor das mandrágoras em
vivo furor. As raízes encantadas e parcialmente humanas reverenciam a natureza
e desenterram-se em loucos movimentos.
Explodimos na intensidade do ponto exato onde encontram-se “o tudo” e “o
nada”, o ponto onde cruzam-se as trevas e a luz, as maldições e as bênçãos
divinais! O início e o fim! Já não nos importa o certo ou o errado, posto que
não existe. Já não se separa quem sou eu e quem é você, posto que somos um a
misturar-se com as profundas e profanas raízes de mandrágoras, mestras dos
portais da alma...
Vemos um céu violeta que a ofuscar a paisagem negra da noite florescendo
mandrágoras azuis; tudo brilha e vive!
Ouvimos os ensurdecedores gritos das raízes que vivem no campo mágico,
misturando-se às nossas almas;
Sua pele! Minha pele! Tudo são raízes! E as raízes somos nós! Envolvidos
e revestidos da úmida e sagrada terra; desenterrando tudo de nós e das
mandrágoras mestras;
O forte odor das raízes que gritam, agora nos parece suave perfume a
rodopiar em ciranda e comunhão conosco; toda a paisagem muda de lugar
invertendo espaços e vertendo sonhos;
Percebemos sabores de nossas bocas, desconhecidos até então!
Simbiose alucinógena em mandrágoras a florescer tons de azuis...
Rituais de almas amantes e suplicantes às mandrágoras de memórias
medievais...
Banhados pela lua em céus de violeta a cobrir-nos, nós e as mandrágoras...
Renascidos e cúmplices de tantos segredos mágicos! De tantos tempos
passados!
Guardiões de secretos campos!
Ouvintes de ninfas e magos! Desfazendo-se em amor!
CÉLIA MOTTA
PATRIOTA POR WILSON ROBERTO DE ALMEIDA
Num passado não muito distante, crianças
levavam a mão ao peito pra cantar o hino nacional, Hoje a mão é levada ao peito
pra dizer (é nois na fita, é nois mano).
O hino mais cantado é o hino do
Corinthians, e a música mais cantada e dançada é o funk.
O hino Nacional não é cantado ele
é murmurado.
Tudo isso veio guardado dentro de
um pacote cheio de engodos com o nome de DEMOCRACIA PLENA E ABSOLUTA.
Wilson
Roberto de Almeida
18/10/2016
GUARDIÕES DA SABEDORIA:
Já
houve um tempo onde essas pessoas eram chamadas de mestres. Pessoas
que davam tudo de si pela cultura de um povo, eles iniciavam as crianças para a
vida. De mestres passaram a meros funcionários
públicos que com seus míseros vencimentos tentam viver com dignidade.A profissão tida como a mais nobre, e a mais pobre, esses
profissionais formam médicos, engenheiros intelectuais e mais uma infinidade de
profissionais, e quando se aposentam na maioria das vezes recebendo patacões (
moeda imperial ) como ajuda de custo.O Rei e seus agregados esquecem que eles um dia
foram iniciados na vida por esses guardiões da cultura.Esses semeadores de cultura, e colhedores de
ingratidão.
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