05/09/2017

ESTESIA - POR CÉLIA MOTTA

Gosto da beleza que quando olho, dentro de mim se rompe em aguda dor, de tão bonita.

Que aperta e sufoca o meu peito, fazendo represas em minha garganta, até o próximo respiro, esta dor tanta, que me levita.

Gosto da emoção que arde e queima os meus olhos, debulhando lágrimas em fogo santo.

Gosto das notas de piano que adentram os meus ouvidos, fazem furor em minha cabeça, me palpitam o pulso, e depois, ao longo do tempo, no compasso da melodia, vertem de meus poros, transformadas em sal que germina novos dias! Notas musicais em mil alquimias!


Gosto dos ventos que chegam de todas as direções, uns mansos, uns em trêmulo alvoroço, alguns perfumados, outros tantos cálidos e comportados. Mas, há entre eles, uns de indefiníveis cheiros antigos, que pronunciam palavras intraduzíveis e ocultas, desconcertam e dançam em minha alma, que arrepiam por dentro de minha espinha, remetem ao incestuoso, ao pagão, ao herege, ao profano, acordando em minhas espirituais entranhas, a latente menina que dorme em meu ventre. Meu passado, minha magia, minha inafastável sina!

Gosto! Gosto! Gosto! Sinto... sinto... sinto...

Gosto da lua opaca no fim da tarde clara, anunciando a noite nefasta, profunda, longa e escura... breu sagrado.
E chegam novos ventos. Ventos! E com eles trazem enfeitiçados perfumes das damas da noite. Às vezes, sou eu a dama.
Às vezes a dama é a lua.
Às vezes, pertenço ao vento e ele me carrega em rompantes velozes e violentos.
Às vezes sou tua. Nua. Crua.
Gosto!
                                                    
                                                                                            guardiadelendas.blogspot.com

                                                                                            Célia Motta.

11/08/2017

RELATÓRIO DA COMISSÃO DE CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL - 1932/1933


Este relatório explana a importância e o esforço de nossos ancestrais na construção de um dos mais emblemáticos patrimônios de nosso município, o Hospital de São Manuel, erigido de forma esplendorosa pela centenária Irmandade da Casa Pia São Vicente de Paulo, entidade está que devemos reverenciar a todo instante. Não meço esforços em trazer à tona toda esta fabulosa história de homens e mulheres que em conjunto nos deixaram esta herança bendita.
O Hospital da Casa Pia São Vicente de Paulo deve por nós cidadãos de hoje ser observado com os olhos inspirados do passado para que possamos viver o presente de forma confortável em ter uma instituição de saúde que traz ao município um acalento de segurança e sobretudo deve ser observado com o respeito e a função social que tem.
Aos antepassados fica minha consideração e respeito por estes que fizeram em nossa cidade a boa ação de nos deixar hoje uma grande entidade. Não posso imaginar nosso município sem uma entidade hospitalar dessa magnitude. Aos presentes, membros da diretoria, funcionários desta entidade que nos dias de hoje fazem nossa segurança, fica minha gratidão e meu prestígio, obrigados a todos anjos da guarda que desde 19 de julho de 1906, data da inauguração, proporcionam com resignação do destino o cuidado com nós cidadãos são-manuelenses.   






















































FONTE DE PESQUISA - ACERVO DOCUMENTAL
 DA CASA PIA SÃO VICENTE DE PAULO